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terça-feira, 23 de julho de 2013

Eu sei que tu sabes que eu sei

Sei o que vais comentar depois de ler este desabafo. Palavras recriminatórias, talvez. Um conselho de vida, já descoberto ou seguido por ti, mas que ainda não sigo. Simplesmente talvez não me faça sentido. Ainda. Mas o episódio, passado há dois dias, continua a ecoar na minha cabeça. Uma eterna surdina que insiste em pesar-me a consciência. O meu namorado passou o fim-de-semana cá em casa. Mais um de entre tantos que já passamos. No final da noite de domingo, tarde, ele descansava no meu sofá. O meu telefone tocou. A minha irmã, que tem um apartamento dois andares abaixo do meu, precisava de um simples utensílio de cozinha. Acedi, naturalmente, a que o viesse buscar. Então fez-se luz, ou mais correcto, escuridão na minha capacidade de julgamento. Pedi ao meu namorado que recolhesse ao quarto. Que se escondesse. Ele compreendeu. Aceitou. Não protestou. Depois não pedi desculpa. Não senti necessidade. Mas senti vergonha. Praticamente cinco anos e continuamos neste jogo infantil. A minha irmã até já sabe. Até já o conheceu e por diversas vezes cruzamo-nos no corredor ou partilhamos o elevador a horas impróprias para visitas de simples amigos. Mas tê-los declaradamente na minha sala, no meu próprio refúgio, deixou-me ansioso. E protelou-se o que já é óbvio.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

A Tartaruga foi a Barcelona - Parte 3 e prometo que última

Honestamente. Mas assim do fundo do coração. Juro pelos três pastorinhos. Nunca estive numa cidade mais gay friendly do que Barcelona. E já conto com algumas viagens no bucho. Tantos mas tantos casais gay e lésbicos, possivelmente em algumas zonas superiores aos casais hetero, que me fez perceber o quão pequena e retrógrada é Lisboa. Nostra culpa?
Rapazes e raparigas adolescentes, homens e mulheres a segurarem a mão, a darem um abraço ou simplesmente um beijo apaixonado na rua. Quem diz na rua, diz no restaurante. No metro. Numa igreja. Pelas avenidas a aceitação é clara. Restaurantes apenas para casais gays, livrarias especializadas, cabeleireiros e mesmo lojas de roupa. Todo um negócio de nicho (será mesmo?) devidamente anunciado por cartazes, bandeiras, flyers distribuídos pelas esquinas ou mesmo por drag queens vestidas a rigor. A noite, essa, desiludiu-me. Culpa de ser Janeiro, de estar frio e de nós sairmos à noite em dias de semana. Ele queria ir à discoteca. Eu preferi fugir à confusão. Ainda assim experimentámos o Dacksy, o La Chapelle, o People, o Plata e o NightBerry. Uns repetimos na mesma noite. Experimentámos outros que não valem a pena a publicidade. 

E assim foi Barcelona. Para finalizar a trilogia de posts aborrecidos, e para quem de futuro pondere viajar, aconselho que tenham cuidado com as mochilas. Ao que parece, existe uma rede de carteiristas profissionais de mãos delicadas pelas ruas e metro da cidade. Nós aprendemos da forma mais difícil e numa dada noite conhecemos o posto de polícia da Plaza da Catalunya e na manhã seguinte estávamos a tirar uma senha no Consulado Geral de Portugal. Qué suerte!!!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A Tartaruga vai a Barcelona - Parte 2

Quando a Tartaruga chegou a Barcelona, deparou-se com um reino mágico, povoado por fairies (literalmente) e dividido em vários condados. Sobre eles reinava Picasso, Miró, Gaudí e Guardiola. Quatro reinos vizinhos, merecedores de uma deslocação. Reinos ricos, cheios de cores e formas únicas, tesouros intemporais impossíveis de serem apreciados em apenas uma semana. Por isso, diariamente e enquanto se bebericava um Starbucks, era feita uma selecção. Aqui fica um resumo grosseiro. 
Mercado Boqueria

Comecemos pelo reino de Picasso. Rei e Senhor da Cidade Velha, que é atravessada pelo coração turístico da cidade: La Rambla. E agora fica complicado escolher o que não poderia ser ignorado, por isso foi-lhe dedicado três dias. A ordem de visita fica ao critério de cada um. Imperdoável não dar um passeio ao sol no Parc de la Ciutadella e ver depois o Arco do Triunfo. Reservar (imperativo reservar com antecedência) uma visita ao Palau de la Música, visitar Igreja Santa Maria del Mar e lanchar no Mercado Boqueria. Subir ao Miradouro de Colom e descer até às praias. Visitar a Catedral de Barcelona, o Palau Güell e, claro, o Museu Picasso. Se comprarem o cartão barcelona, encontram ainda vários museus com entrada gratuíta que vale a pena a visita como o Museu do Xocolata . E claro, outros edifícios de inspiração gótica e praças de valor histórico. Tudo nas imediações.
Museu Nacional D'Art de Catalunya

Desrespeitei o reino de Miró: Montjuic. Não visitei a Fundação por um incidente chato e acabei apenas por conhecer o Jardim Botânico, o Estádio e Museu Olímpico e o fantástico Museu Nacional D'Art de Catalunya. Com grande pena a Fonte Mágica encontra-se em obras por isso a visita nocturna é... uma perda de tempo. Apenas vale a pena para ver a Plaça d'Espanya iluminada e, se apetecer, subir o elevador da Arena.
Barçaaaaaaaaaaaaaaa

A norte, o reino de Guardiola. Ir a Barcelona e não visitar o estádio pareceu-nos despropositado. Aproveitou-se e além de conhecer o Camp Nou andou-se até ao Palau Reial de Pedralbes, que hospeda três museus.

Uma das muitas fotos... até a bateria falhar
Gaudí, Gaudí, Gaudí. Tudo se resume a Gaudí. O senhor espalhou influências por toda a cidade e o seu toque está patente em vários locais de interesse: sete no total. O maior: Sagrada Família, visita para a qual aconselho o áudio-guia. A norte, o Parque Güell (que acabou por me decepcionar). No Passeig de Gràcia, a avenida mais luxuosa da cidade, encontramos a Casa Milà ou La Pedrera e a Casa Batlló. E não vimos mais nenhum porque já vomitávamos Gaudí por tudo o que era poro.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

A Tartaruga vai a Barcelona - Parte 1 (porque adorei, até há muito para contar e quero deixar bons conselhos aos Coelhos)

Uma cidade com um pulsar único, cronometrado ao segundo. Vias em que os semáforos ameaçam o vermelho mas que nenhum condutor arrisca ignorar. Regras - convenhamos de cidadania - que até os peões, entre turistas e residentes, cumprem religiosamente. O subsolo é rasgado por inúmeras linhas de metro que te levam a qualquer lugar em poucos minutos. Um sistema impressionante, numa cidade já por si rica em transportes públicos. Pena que as bicicletas espalhadas pela cidade se destinem apenas a residentes. Existem também os Aerobus, autocarros em permanente viagem de ida e volta entre o Aeroporto e a Plaza Catalunya, o centro da cidade. Poupem uma viagem de táxi que rondaria os 30 euros por uma de autocarro que custa pouco mais de cinco euros. Para os preguiçosos, como eu, o meu conselho é escolherem um hotel ao pé das paragens. Do Aerobus e também do metro. A minha escolha recaiu sobre o Hotel Del Comte, um hotel gay friendly no meio do distrito mais rosa de Barcelona. Um hotel com apenas duas estrelas mas com todo o conforto de um hotel da primeira liga. Tomem o pequeno-almoço nas ruas e namorem. O preconceito não tem lugar em Barcelona e os casais andam de mãos dadas e trocam beijos sem receios de esgares e caretas. Numa cidade onde desayunar é afinal esmorzar, logo no primeiro dia nada como comprar o Cartão Barcelona para poder usufruir dos transportes gratuitos, descontos e entradas também grátis em vários pontos de interesse da cidade. Uma cidade em que basta meia hora para se chegar a qualquer sitio. Passeios que, aliás, recomendo vivamente. Afastem-se do metro e apreciem as vistas. Suportem as dores nos pés, pernas e costas e ainda arranjam uma desculpa para uma massagem ao final da tarde. Apreciem também a riqueza arquitectónica e extraordinária organização urbana de Barcelona. Edifícios magníficos que pintam todas as avenidas. Qualquer desses apartamentos parecem, vistos de fora, ideais para iniciar uma vida. De passagem, digo-vos que havia T3 a 700 euros/mês e pela primeira vez coloquei a possibilidade de emigrar. Numa escala de crise, Espanha ainda está melhor do que nós. E pelas ruas, talvez não acabem por ser assaltados... como alguns!!!

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Seis dias, Sete Noites

De volta a casa.
Uma semana bem passada que termina, de novo, comigo a dormir sozinho.
Não há coração que resista.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Nicknames

Não sou a pessoa mais romântica à face da terra, tampouco sensível, mas se existe algo que não abdico numa relação é [suspiro] dos nomes carinhosos. Pronto já o disse. E reconheço que são absolutamente pirosos mas, com o passar do tempo, desabituei-me a chama-lo pelo nome próprio. Não gosto, não soa bem, não transmite nada. Se não bastasse, ele tem um nome simples, de duas sílabas. Apenas quatro letras, duas das quais são vogais que se gastam num sopro. Aliás, só me recordo de três situações possíveis em que pronuncio o nome dele: ou estamos num sítio público, a discutir ou na cama. De resto, é "Mor", "Lindo", "Trengo" e por aí fora. Vêem? Sou um zero a inventar nomes carinhosos. Já ele, é completamente oposto. Só recorre ao "Mor" e apenas quando faz merda ou quer um favor. "Oh mor, esqueci-me de telefonar-te" ou "Passa-me o sal, mor". Diz ele que dirigir-se a mim pelo meu nome próprio é sinal de intimidade. E não o contrário, que soa a falso. Sei lá... acho que tenho mesmo demasiado tempo livre para pensar.

terça-feira, 1 de março de 2011

Quanto tempo dura uma paixão?

Quanto tempo dura a paixão? Segundo alguns cientistas, que se atreveram a racionalizar o que se pensava ser irracionalizável, dura entre 18 meses e dois anos. A autora da blasfémia, Helen Fisher, classificava o amor como um vício, uma droga capaz de causar dependência. A paixão não seria mais do que um estado particular do cérebro, que procurava a recompensa do prazer e satisfação. Neste caso, uma recompensa que encontrávamos noutra pessoa. Ainda na definição de Helen Fisher, a paixão é um estado de motivação elevada, e não uma simples emoção. E como tudo, o corpo rapidamente se habituaria a este estado, procurando novas fontes de "motivação". Depois da paixão, no melhor dos casos, seguir-se-ia então o amor.

No entanto - e arrisco - diria a avó do Francisco: "não há regra sem excepção". A cientista reconhece que existem casais que conseguem manter a chama da paixão acessa durante anos e anos de vivência comum, e em alguns casos, mesmo em saudável coexistência com o amor. O truque - e também dificuldade - passa por alimentar a relação, activando os sistemas de recompensa com novidades, diversão, humor, carinho, crescimento e, claro, sexo.

Nos últimos dias tenho-me sentido diferente. Nada mudou na minha relação, já que continuámos a manter a nossa rotina semanal, nem sempre com toque físico. Mas sinto-me diferente, como se tivesse regressado ao meu estado de "motivação elevada" de há dois anos. Penso mesmo que me re-apaixonei pelo meu trengo, sem que ele tenha "activado o meu sistema de recompensa". Pelo menos, conscientemente. Será possível voltar a apaixonar-me por uma pessoa, pela qual já sou apaixonado?

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Cupido, esse malandro sorrateiro

Estava convencido que à medida que as semanas passassem, seria mais fácil deixa-lo. Um processo de desabituação natural, que imporia ao corpo. Forçosamente, o corpo, talvez a nossa faceta mais mutável ou subordinável, teria de respeitar a lógica. Se não posso estar mais com ele neste momento, o toque físico teria de esperar pela semana seguinte. Relações à distância, afinal, funcionam por intervalos. No entanto, o que fazer quando as semanas transformaram-se em meses, os meses em anos, e a atracção física já há muito que perdeu o lugar para outro tipo de encantos? Os intervalos, toleráveis há dois anos, revelam-se dolorosos no segundo em que soa o Alfa Pendular. Como disciplinar o corpo, quando a própria razão já perdeu sentido? Anseio voltar a estar com ele, ainda antes de me despedir no apeadeiro. E tomara que esta saudade se resumisse apenas a uma questão de toque físico. Há muito tempo que não o é. O que anseio é simplesmente que os olhos dele fossem sempre a primeira coisa que vejo de manhã. Não precisaria de mais.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Prenda comprada. Que venha dia 14

A prenda para o Dia dos Namorados já está comprada. Como o palhacinho perdeu os últimos óculos de sol que comprou numa esplanada (é bem feito por andar a laurear a pevide sem mim), vai receber um par pelo Dia dos Namorados. Sim, só um par. O que sobrar será para mim que eu sou uma invejosa e bem mereço por continuar a não fumar. Ah, e quando este blog começar a parecer de uma mulher, avisem-me ok?

JA Tenente 1040
Dielmar 1022


terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

validação

Um enfezado. Um enfezado com pernas de canivete, óculos de massa grossa e um cabelo que não lembrava ao diabo. Depois cresci e, aos poucos, fui matando aquele miúdo inseguro dos tempos do secundário. Ganhei uma nova confiança, que fui alimentando nos meus anos de faculdade. Sei que vivia a 20km de Lisboa mas só com a ida para a universidade comecei a abrir os meus horizontes e, mais importante, a minha mente. O miúdo, que pensava estar cheio de defeitos, começou a aprender a valorizar-se, mentalmente e fisicamente. Assimilou muletas de linguagem, de conversa fiada, e a ler os comportamentos de quem o rodeava. Tudo não passa de causa-efeito, de guiões sociais que por muito que gostássemos de improvisar, a realidade é que a maioria das cenas já estão escritas. E a maioria dos actores sofre das mesmas inseguranças.
O miúdo, que ainda hoje não é nada de especial, aprendeu a namoriscar. E a verdade é que até era bem sucedido na arte do bem vender-se. Recebia uma atenção a que não estava habituado. Elogios que canalizava directamente para o ego. Um fluxo que mantinha alimentado, sempre com a existência de dois ou três pretendentes.
Hoje a história é bem diferente. Já não procuro a validação de terceiros de uma forma tão sedenta. Embora ainda aceite e goste dos elogios - quem não gosta? - não tenho qualquer pretendente e nem cultivo a possibilidade de arranjar um. E já é assim há dois anos. Inevitavelmente, com o meu namoro, fui fazendo o desmame e afastando quem pouco ou nada me interessava. Hoje em dia, a única validação que realmente procuro e preciso é do meu namorado. E não será a única que realmente interessa?

domingo, 30 de janeiro de 2011

Lei de Murphy

Qual é o pior momento para aparecer um herpes? Quer dizer, se reflectir um pouco sobre esta pergunta - que procurava retórica - não existe realmente um timming adequado. Mas convenhamos que existem alturas que, embora moíam, não importunam. Mas como é evidente, com a sorte que tenho, calhou logo no fim-de-semana que o Luís veio ter comigo a Lisboa. Bem tentei curar a puta do vírus, mas nada feito. O Luís chegou, analisou o herpes - visto ser enfermeiro - e estendeu-me a mão para um passou-bem. Beijos? Nem vê-los. Mas encontrei bom remédio para ocupar a boca. O resto era off limits.
 

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

MMS

"Teu"
PS. Sim, é um anti-stress. Sim, o teclado está nojento. Sim, tenho mãos de menina.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Visão de um Natal Futuro

Acordei perto do meio-dia. Sei que desperdicei a manhã mas continua a ser difícil abandonar o calor dos lençóis. Principalmente em dias de folga. Tacteio a cama e metade já está fria. Levanto-me, procuro os óculos na mesa de cabeceira e visto o que está à mão. A meio caminho para a cozinha, passo pela sala de estar. As luzes da árvore de Natal cumprimentam-me. O presépio já está montado e o menino Jesus ocupa o seu lugar de destaque. Os postais de Natal que chegaram no dia anterior, colocados sob a lareira acessa, completam o ambiente. Boas festas dos nossos amigos e até da nossa família afastada. Demorou mas consegui finalmente recuperar a tradição. A mesa dos doces, estrategicamente colocada no canto da sala, é convidativa mas o que preciso mesmo é de uma dose de cafeína. Deambulo em direcção à cozinha e encontro o Luís, já vestido, a terminar de embrulhar alguns presentes. "És sempre a mesma merda. Tens 20m para tomar banho antes de irmos almoçar à tua mãe", resmunga. Ligo a Nespresso.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Just because...

 

Eu ando um mete-nojo. Se continuar assim, preciso que um de vocês que me procure e me espete um tiro nos cornos. Ou então uma lobotomia fodasse

sábado, 20 de novembro de 2010

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

priceless

Passou o dia todo a questionar-me se eu iria dar-lhe o anel. Consegui convence-lo de que não. Por isso, quando ele saiu do banho ao final da noite e desafiei-o a descobrir a prenda dele que entretanto tinha escondido no quarto, corou quando encontrou a caixa das alianças. Nervoso foi incapaz de abrir o saco. Se calhar desconfiava que era mentira. Retirei-lhe das mãos e tirei lá de dentro a caixa, segurando-a sob o olhar atento dele. De repente começou aos pulos em cima da cama, qual criança. Juro-vos que nunca o tinha visto tão feliz. Começa a rir às gargalhadas para de repente suster a respiração enquanto eu abria a caixa e revelava as duas alianças de prata. Comoveu-se. Expliquei-lhe que, para mim, dar-lhe um anel era um grande passo. Não sou de promessas, tampouco compromissos. Mas também que não tinha dúvidas do que sentia. Pedi-lhe que continuasse a crescer e que me encorajasse a crescer também como Homem. Tirei o meu anel e coloquei-o. Serviu na perfeição.
Depois tentei colocar-lhe o dele. Sim, leram isso mesmo... tentei. Porque aqui o Speedy, com tanta faltinha de jeito para romantismos e detalhes, comprou um anel três tamanhos abaixo do dele. Enquanto eu me ria à gargalhada, ele não se dava por vencido. Colocou-o na mão esquerda (por norma mais pequena do que a direita) e só o voltou a tirar quando já lhe doía o dedo. Até eu guardar o anel dentro da caixa, era vê-lo a dar um beijo no anel e outro em mim. A dizer que me amava e que ao anel também. 

Hoje, tinha o dedo inchado tal foi o esforço. Enfim, já telefonei para a ourivesaria e lá para o final da semana tenho o anel certo. Ou isso, ou dou mais uns euritos e compro um relógio lindo que havia lá para mim. O que conta é a intenção certo?

Post com Hora Agendada

Por altura em que este post se auto-publica, eu não estarei aqui. Não é preciso ser bruxo para saber que estarei na cama, com o Luís, a brindar com vinho tinto ao nosso segundo aniversário.
Quem diria Sr. Speedy: uma relação estável? Bem dizem os meus amigos que sou bipolar. Uma relação de dois anos, à distância e com um homem. Uau. Até eu nem acredito. Esta relação tinha tudo para dar errado mas o Luís soube ser paciente. Poderia acusa-lo de manipulador, que me levou a dar os passos todos, mas ele não tem coração para isso. Fui eu que lhe pedi o primeiro beijo, em namoro, lhe tirei as calças pela primeira vez e que agora lhe ofereço as alianças. Sim, paciente é a palavra certa. Nunca forçou nada. Apenas prometeu, corria o ano da Graça de 2008, que nunca sairia do meu lado. E não é por menos que esta é a nossa música.


"I'm not moving". Pois, eu também não. E vocês sejam felizes.