Estava aqui a ver o "Moment Of Truth" na SIC Radical (que atire a primeira pedra quem nunca viu) e o concorrente confessou que tinha tido um relacionamento amoroso com um transsexual, antes de conhecer e casar com a sua actual mulher. A senhora, mui chocada, chorou. Já não fez o mesmo quando ele admitiu que já a tinha traído. Pimba, 100 mil dólares e foram todos contentes para casa.
Agora aqui pergunto: porque é que o passado amoroso interessa assim tanto? O meu Trengo (leia-se namorado) já me perguntou por diversas vezes quem foram os meus interesses amorosos? com quem pinoquei e de que forma? quem foi especial? de quem sinto saudades? que rotinas tínhamos? And so on. E eu evito sempre responder. Só costumo falar de uma rapariga com quem partilhei quatro anos da minha vida. Bem, pode não parecer muito mas como só tenho 29 anos, ela representou 13,8% da minha existência. Sim, fiz as contas. Go check.
Ele por norma fica ofendido, como se eu tivesse algo a esconder. Mas a verdade é que não tenho nenhum passado obscuro de Don Juan de discotecas, de frequentar pinhais de braguilha aberta ou de romances em casas-de-banho públicas. Sou até bastante insosso nesse campo mas, claro, tenho o meu passado e para grande pena dele já estava conspurcado quando o conheci. Agora, apenas penso que partilhar as memórias, sejam elas boas ou más, em nada iriam fortalecer a nossa relação. Muito pelo contrário: acho até que pode vir a prejudica-la, mina-la de ciúmes infundados e serem usadas como arma-de-arremesso.
É certo que os relacionamentos antigos construíram o que sou. Não nego que o Homem (reparam no H maiúsculo? é o ego que tenho) que ele conhece é fruto de uma aprendizagem, de tentativas/erros que me conduziram ao ponto em que me encontro hoje. Afinal, não é apenas o presente que interessa? Não poderá a curiosidade matar o gato?
terça-feira, 31 de agosto de 2010
domingo, 29 de agosto de 2010
Sleeping in my car
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
terça-feira, 24 de agosto de 2010
I want you to funk me
Gosto tanto de publicar vídeos quanto gosto de disseca-los. O novo videoclip dos Scissor Sisters, Any Which Way, segundo single do álbum Night Work, é uma verdadeira palete de cores. Provocador, usam e abusam do imaginário sexual. E não recorrem apenas às imagens. A letra, se analisada e traduzida, é um convite directo a uma queca bem dada.
E foram injustamente penalizados por isso, perdendo, como já vieram dizer, alguns fãs. Afinal, não é nada do que uma cantorzeca, dessas que inundam a MTV e as rádios, já não faça. Mas tratando-se de uma banda openly gay, as vozes mais puritanas fizeram-se ouvir. Alguns sites (penso que o Facebook incluído) nem sequer autorizaram a publicação da capa do álbum. Mas faço ouvidos moucos. Any Which Way é, sem dúvida, um hino ao sexo. E bem divertido por sinal.
Já agora, eu avisei que vou passar a dissecar os vídeos. São poucos segundos, mas os go go dancers atraíram-me a atenção. Se ao início fiquei na dúvida entre o Mocho e o Coelho, o frame em que revelam a cara ajudou-me a decidir. O Mocho sem dúvida (o primeiro da esquerda se não estiver enganado).
E foram injustamente penalizados por isso, perdendo, como já vieram dizer, alguns fãs. Afinal, não é nada do que uma cantorzeca, dessas que inundam a MTV e as rádios, já não faça. Mas tratando-se de uma banda openly gay, as vozes mais puritanas fizeram-se ouvir. Alguns sites (penso que o Facebook incluído) nem sequer autorizaram a publicação da capa do álbum. Mas faço ouvidos moucos. Any Which Way é, sem dúvida, um hino ao sexo. E bem divertido por sinal.
Já agora, eu avisei que vou passar a dissecar os vídeos. São poucos segundos, mas os go go dancers atraíram-me a atenção. Se ao início fiquei na dúvida entre o Mocho e o Coelho, o frame em que revelam a cara ajudou-me a decidir. O Mocho sem dúvida (o primeiro da esquerda se não estiver enganado).
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
I got the fever
Uma chuva molha tolos, que nem para lavar o carro serve e pimba. Passei todo o dia indisposto, rabugento, com dores nos músculos e a lamuriar-me às minhas colegas do quão mal me sentia. Elas diziam que não, estás óptimo, não tens aspecto de doente. E até dois beijos na testa levei. Uma outra inclusive garantiu-me que a minha aura não era de febre. Aura esta que era cor-de-rosa. (Enfim, adiante).
"Vocês estão todas enganadas", clamava. Quando chegar a casa ia tirar a febre para provar-lhes quem tinha razão. Pois, acabo de tirar o termómetro do sovaco e tenho:
... 37 graus.
Um grande maricas, é o que sou...
"Vocês estão todas enganadas", clamava. Quando chegar a casa ia tirar a febre para provar-lhes quem tinha razão. Pois, acabo de tirar o termómetro do sovaco e tenho:
... 37 graus.
Um grande maricas, é o que sou...
domingo, 22 de agosto de 2010
Compatibilidades
Nunca o escondi: quando o conheci disse-lhe logo que não era o meu tipo de homem e que estava wayyyyy out of his league. De tez pálida, abrutalhado, uma barriga que ainda hoje me tira do sério e apenas com 22 anos, julgava que não teriamos futuro nenhum. Ele insistia, insistia e fui eu que acabei por pedir-lhe um beijo. Cedi, na altura, talvez não pelas melhores razões. Tinha um caso amoroso mal resolvido e pensei que com um novo brinquedo enterrava finalmente o desamor que me atormentava há vários meses. E acho que funcionou. Paz à sua alma.
Mas sempre fui sincero. Pedi-lhe para ter os pés bem assentes na terra para não apanhar uma desilusão comigo... Que seria o mais certo. Ele aceitou as condições. As semanas foram passando e ele minava as minhas defesas com meiguice, atenção e sinceridade. Passado três meses, dei por mim a verbalizar que o amava. Ele não me retribuiu mas mais tarde confessou-me que já me amava desde o primeiro dia.
Passado quase dois anos, de volta e meia, é ele que diz "Não és o meu tipo de homem". E o cabrão ri-se que nem um perdido, pedindo de seguida um anel de noivado e filhos. Vejo-me obrigado a tirar-lhe o sorriso da cara e aconselhar-lo que devia preocupar-se com o presente porque, por este andar, nem chegaria a 2011.
É um problema que tenho. Não consigo pensar a longo termo. Nunca o fiz, muito menos em termos de compromissos. Para já, basta-me as pequenas coisas. É que eu ressono. E ele tem o sono pesado. Perfect.
Mas sempre fui sincero. Pedi-lhe para ter os pés bem assentes na terra para não apanhar uma desilusão comigo... Que seria o mais certo. Ele aceitou as condições. As semanas foram passando e ele minava as minhas defesas com meiguice, atenção e sinceridade. Passado três meses, dei por mim a verbalizar que o amava. Ele não me retribuiu mas mais tarde confessou-me que já me amava desde o primeiro dia.
Passado quase dois anos, de volta e meia, é ele que diz "Não és o meu tipo de homem". E o cabrão ri-se que nem um perdido, pedindo de seguida um anel de noivado e filhos. Vejo-me obrigado a tirar-lhe o sorriso da cara e aconselhar-lo que devia preocupar-se com o presente porque, por este andar, nem chegaria a 2011.
É um problema que tenho. Não consigo pensar a longo termo. Nunca o fiz, muito menos em termos de compromissos. Para já, basta-me as pequenas coisas. É que eu ressono. E ele tem o sono pesado. Perfect.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Decidir morrer
Um amigo meu suicidou-se. Ainda ninguém encontrou respostas, razões que nos ajudem a compreender o que o levou a colocar um ponto final na sua vida. Ele parece que não as deixou. Sabemos apenas que ontem decidiu ir para a Ponte 25 de Abril e saltar para a morte. Foi esta a mensagem disseminada ao limite por messenger e facebook durante toda a tarde. Em cinco minutos, tinha sete janelas de pessoas com quem já não falava a séculos a darem-me a notícia. É engraçado como as notícias más correm rápido. É ridículo como foi necessário alguém morrer para dar um "Olá".
Ninguém sabe o que lhe pesava no coração. Ninguém sabe se estava na posse das suas faculdades. Vai-se lá saber o que o atormentava. Matou-se. Será que sentiu paz naqueles instantes finais? Será que se arrependeu?
Não compreendo porque alguém comete suicídio. Não o consigo aceitar e talvez nunca o venha a entender. Soa-me a cobardia da mais reles que existe. Desistir de viver enquanto tantos outros morrem prematuramente ou sem uma hipótese de combater a morte, seja por doença ou acidente, é a meu ver fraqueza de carácter. Só o aceito em caso de doença mortal e quando o simples viver é penoso. De resto, mete-me nojo. Sou sincero: não consigo sentir pesar por ele. Sinto-me revoltado.
Tinha 30 anos e já não o via aos anos. Depois da faculdade, perdemos contacto. E a memória que guardo dele remonta à viagem de finalistas ao Brasil. Passou quinze dias inteiros a tirar fotografias aos rabos das brasileiras, estrangeiras e próprias colegas. Depois deu bronca da grossa quando ele gabou-se às miúdas da turma. Uma vez otário....
Ninguém sabe o que lhe pesava no coração. Ninguém sabe se estava na posse das suas faculdades. Vai-se lá saber o que o atormentava. Matou-se. Será que sentiu paz naqueles instantes finais? Será que se arrependeu?
Não compreendo porque alguém comete suicídio. Não o consigo aceitar e talvez nunca o venha a entender. Soa-me a cobardia da mais reles que existe. Desistir de viver enquanto tantos outros morrem prematuramente ou sem uma hipótese de combater a morte, seja por doença ou acidente, é a meu ver fraqueza de carácter. Só o aceito em caso de doença mortal e quando o simples viver é penoso. De resto, mete-me nojo. Sou sincero: não consigo sentir pesar por ele. Sinto-me revoltado.
Tinha 30 anos e já não o via aos anos. Depois da faculdade, perdemos contacto. E a memória que guardo dele remonta à viagem de finalistas ao Brasil. Passou quinze dias inteiros a tirar fotografias aos rabos das brasileiras, estrangeiras e próprias colegas. Depois deu bronca da grossa quando ele gabou-se às miúdas da turma. Uma vez otário....
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Rota das Tormentas
E chegámos ao final do meu diário de bordo. Prometo que os próximos posts serão mais interessantes. A minha rota de migração não estaria completa se não vos colocasse a par (pelo menos aqueles que com alguma frequência visitavam o meu blog defunto) da minha actividade paralela: a empresa de comunicação.
A ideia nasceu, em Outubro, de uma brincadeira com uma relações pública que conheci. Que rapidamente tornou-se amiga. Que rapidamente se apaixonou por mim. Que rapidamente perdeu interesse depois de lhe dizer que chupava pilas.
Não fui assim tão literário mas acreditem que foi duro. A confissão dela e a minha recusa em aceitar o pedido de namoro (acho que foi até a primeira vez que uma rapariga me pediu) transformou-se em discussão e para colocar um ponto final na obsessão tive de ser bastante ríspido. Tenho um dom natural para magoar. Reconheço-o.
Perguntou-me milhentas vezes se eu era mesmo Bi, ou se a queria apenas afastar. Disse-me que nunca me perdoaria. Disse-me que a tinha enganado.
E volvido quase um ano somos sócios e acima de tudo amigos. Mas o negócio, tadinho, já merecia ser abatido, tanto é o sofrimento pelo que passa. Apenas fazemos trabalhos pontuais e, deste modo, não dá para sobreviver. Por essa razão tolero o emprego que tenho. Alguns dos nossos clientes são pessoas que contacto enquanto jornalista e lhes sugiro os serviços dela. Sou uma espécie de chulo da comunicação, se quiserem. Mas dos baratuchos.
A nossa relação agora é bastante saudável. Ela sabe da existência do meu namorado e aceita perfeitamente. Ele sabe da existência dela e tolera-a.
Ela é até bem mais liberal do que eu, mas isso fica para um outro post. Semanas após a nossa grande discussão, inclusive, prometeu-me contar o segredo da vida dela. Um segredo que me levaria a colocar em causa a minha amizade com ela. Um segredo tenebroso que poucas pessoas conhecem. E que levaria a afastar-me.
Nunca contou. Se calhar é pelo melhor. Mas a curiosidade corroí-me por dentro.
A ideia nasceu, em Outubro, de uma brincadeira com uma relações pública que conheci. Que rapidamente tornou-se amiga. Que rapidamente se apaixonou por mim. Que rapidamente perdeu interesse depois de lhe dizer que chupava pilas.
Não fui assim tão literário mas acreditem que foi duro. A confissão dela e a minha recusa em aceitar o pedido de namoro (acho que foi até a primeira vez que uma rapariga me pediu) transformou-se em discussão e para colocar um ponto final na obsessão tive de ser bastante ríspido. Tenho um dom natural para magoar. Reconheço-o.
Perguntou-me milhentas vezes se eu era mesmo Bi, ou se a queria apenas afastar. Disse-me que nunca me perdoaria. Disse-me que a tinha enganado.
E volvido quase um ano somos sócios e acima de tudo amigos. Mas o negócio, tadinho, já merecia ser abatido, tanto é o sofrimento pelo que passa. Apenas fazemos trabalhos pontuais e, deste modo, não dá para sobreviver. Por essa razão tolero o emprego que tenho. Alguns dos nossos clientes são pessoas que contacto enquanto jornalista e lhes sugiro os serviços dela. Sou uma espécie de chulo da comunicação, se quiserem. Mas dos baratuchos.
A nossa relação agora é bastante saudável. Ela sabe da existência do meu namorado e aceita perfeitamente. Ele sabe da existência dela e tolera-a.
Ela é até bem mais liberal do que eu, mas isso fica para um outro post. Semanas após a nossa grande discussão, inclusive, prometeu-me contar o segredo da vida dela. Um segredo que me levaria a colocar em causa a minha amizade com ela. Um segredo tenebroso que poucas pessoas conhecem. E que levaria a afastar-me.
Nunca contou. Se calhar é pelo melhor. Mas a curiosidade corroí-me por dentro.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Pérolas a porcos
Já conheceram alguém verdadeiramente sábio? Um erudito que, sentindo-se na obrigação de partilhar os seus conhecimentos profundos da vida, exerce a difícil tarefa corpórea de falar com os simples mortais? Eu, meus amigos deste zoo que é a vida, tenho o privilégio de trabalhar para um. Disse-me uma vez o meu patrão (um fofucho que só apetece morder) durante a minha pausa matinal para cigarro (de duas, que cumpro religiosamente às 11h e ao 12h20), a seguinte lição de vida:
- Speedy..
- (engoli em seco, porque normalmente ele nem dá os bons dias aos funcionários)
- ... eu como gestor de uma empresa procuro ler sempre livros que ensinam a motivar os funcionários.
- Ah sim...
- Sim. Guardo-os todos na casa-de-banho. Estão sempre à mão.
E afastou-se. Fiquei muito feliz da vida por saber que este desperdício-de-oxigénio-ambulante, pelo qual nunca tive um ponta de respeito, despreza os manuais que devia ler, sublinhar, fazer resumos e cábulas. Que mesmo se os tivesse, lia-os enquanto cagava. Reconheço que a minha editora é pequena, não se podendo comparar aos grandes grupos de comunicação. Mas não se iludam: É este o estado do jornalismo, da comunicação em Portugal. E que cada vez que o público traça uma crítica ao mau jornalismo que se faz em Portugal, aos jornalistas preguiçosos que não fazem o trabalho de casa, era bom que soubessem que a motivação... também não é muita.
- Speedy..
- (engoli em seco, porque normalmente ele nem dá os bons dias aos funcionários)
- ... eu como gestor de uma empresa procuro ler sempre livros que ensinam a motivar os funcionários.
- Ah sim...
- Sim. Guardo-os todos na casa-de-banho. Estão sempre à mão.
E afastou-se. Fiquei muito feliz da vida por saber que este desperdício-de-oxigénio-ambulante, pelo qual nunca tive um ponta de respeito, despreza os manuais que devia ler, sublinhar, fazer resumos e cábulas. Que mesmo se os tivesse, lia-os enquanto cagava. Reconheço que a minha editora é pequena, não se podendo comparar aos grandes grupos de comunicação. Mas não se iludam: É este o estado do jornalismo, da comunicação em Portugal. E que cada vez que o público traça uma crítica ao mau jornalismo que se faz em Portugal, aos jornalistas preguiçosos que não fazem o trabalho de casa, era bom que soubessem que a motivação... também não é muita.
domingo, 15 de agosto de 2010
Oh Puta, deita-te
Desculpas aos leitores mais sensíveis e defensores da boa etiqueta online. O palavrão serviu apenas para captar a vossa atenção e introduzir o primeiro resumo do que foram os meus últimos meses.
A primeira vez que ouvi tão eloquente expressão foi durante uma mini-discussão com o meu namorado. Como gosto de o desafiar verbalmente, e sendo ele mais abrutalhado do que eu, calou-me com esta. Levei a peito, pois claro! Não que tenha algo contra tão honrosa profissão que alivia tantos homens do stress diário. O problema é que eu nunca lhe tinha cobrado por sexo e achei injusto ter só a fama.
Hoje, claro, a história é diferente. Habituei-me aos dizeres nortenhos. Celebrámos 1 ano e oito meses, e é normal levar com um "encasinado", "está a tenda armada", "anda na palha", "porca nas couves" ou "roupa no estendal" durante um qualquer relato da rotina. E já não soam assim tão a estranho. Para quem não seja do norte, poderá estar a perguntar-se o que raio significa cada uma delas. Demorei a chegar lá mas, pelo que percebi, a gíria a norte do Tejo só tem duas definições possíveis: "está tudo fodido" ou "estou fodido". Decorado?
A primeira vez que ouvi tão eloquente expressão foi durante uma mini-discussão com o meu namorado. Como gosto de o desafiar verbalmente, e sendo ele mais abrutalhado do que eu, calou-me com esta. Levei a peito, pois claro! Não que tenha algo contra tão honrosa profissão que alivia tantos homens do stress diário. O problema é que eu nunca lhe tinha cobrado por sexo e achei injusto ter só a fama.
Hoje, claro, a história é diferente. Habituei-me aos dizeres nortenhos. Celebrámos 1 ano e oito meses, e é normal levar com um "encasinado", "está a tenda armada", "anda na palha", "porca nas couves" ou "roupa no estendal" durante um qualquer relato da rotina. E já não soam assim tão a estranho. Para quem não seja do norte, poderá estar a perguntar-se o que raio significa cada uma delas. Demorei a chegar lá mas, pelo que percebi, a gíria a norte do Tejo só tem duas definições possíveis: "está tudo fodido" ou "estou fodido". Decorado?
sábado, 14 de agosto de 2010
Speedy is back
Eu sei. A minha rota migratória demorou mais tempo do que o esperado. A culpa, meus amigos, foram das correntes do golfo do México que estavam demasiado oleosas. Depois de ter desovado, regresso com promessas de um maior esforço para não deixar morrer esta praia. Continuo com pressa... mas também mais paciente.
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