domingo, 12 de setembro de 2010

Bizarro, eu?!

E para terminar a semana, menção ao selo que levei de um brasileiro. Não um beijo. Um selo mesmo. O presente envenenado foi do Eros, um dos três Egos que lutam por protagonismo neste blog do outro lado do Atlântico. Segundo percebi são três alter-egos da mesma pessoa. Louco né? Calhou-me o Deus grego do sexo. É bom saber que o meu charme funciona via web... como seria de esperar.


Ditam as regras que tenho de confessar 9 factos bizarros sobre mim. Ou seja, características fora do normal ou no mínimo originais. Agora sem mais demoras, e sem grandes explicações, vão ver como sou um gajo chato:

1. Tenho uma tatuagem que acredito ser única em Portugal.
2. Dizem as teorias da conspiração que perdi um dos meus empregos porque chateei o Sócrates.
3. Para quem gosta tanto de tartarugas, nunca tive uma.
4. Já fiz sexo numa casa de banho pública.
5. Nunca entrei num espaço assumidamente gay.
6. Ouço, há mais de 15 anos, pelo menos uma das músicas da minha banda preferida... todos os dias.
7. Já apanhei uma overdose de açúcar
8. Anos de natação abençoaram-me com pés de pato
9. Quando morrer quero que me tirem os órgãos todos para não ressuscitar debaixo de terra.

E pronto. Foram as primeiras que me vieram à moina. Ditam as regras que deveria indicar mais uma catrafada de bloggers para responderem ao desafio. Prefiro, no entanto, convidar-vos a deixarem um facto estranho sobre vocês. Pode ser meus freaks lindos?

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Odeio falta de dialogo

Não sei se já viram mas este vídeo, admito, deixou-me completamente fodido. São cinco gajas a debitarem um script sobre sexo, escrito pela Ana Anes, autora do livro "7 anos de mau sexo". O texto fala sobre o que as mulheres realmente querem no sexo e que mais tarde deverá ser tornado num programa de televisão para a SIC. Basicamente este teaser explora o quão falhados os homens são a fazerem um minete de jeito. Quando tal acontece, a autora diz que a reacção natural a ter é: fingir prazer. Que emancipada.

Escreve a autora:

"O minete não é um dado adquirido. Amigos, ex-namorados... todos pensam que são fantásticos. BURROS. Mas nós não queremos que o homem fique cheio de complexos. Começamos a espernear, a fazer gestos tipo canal 18 e ui ah ui ah (...) e os homens acreditam totalmente no nosso número (...) coitados, para não ficarem complexados lá temos de fingir"

E continua:

"Felizmente temos os 10% dos homens que têm um aptidão natural. São abençoados, que leram os livros da especialidade (...) que pesquisaram, e fazem uns minetes de ouro... são bons bons. Coisa rara. (...) Uma vez aprendido é só dar".

Esta explicado porque é que esta idiota publicou um livro chamado "7 Anos de Mau Sexo". Porque fode-la deve ser o mesmo que penetrar um cadáver. Em vez de defender que as mulheres devem fingir o orgasmo, devia era incentivar a comunicação entre os casais porque ninguém nasce a saber fazer um minete ou um broche. E oh Ana Anes: parece-me que deves ser daquelas que googla o nome todas as manhãs. Tomara que chegues aqui ao meu cantinho porque eu tenho uma palavrinha a dar-te: lamento, mas o sexo não se aprende em livros da especialidade nem no canal 18. Aprende-se fazendo, a ser sincero e a comunicar com o parceiro/a. Se calhar esse é mesmo o teu problema.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Pedido de Casamento nº. 19487

SMS dele, a partir do Santuário de Fátima:

"Acendi uma velinha por ti... 
para ver se casas comigo e ficas comigo para sempre"

... felizmente ainda não descobriu o voodoo.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

A distância faz ao amor aquilo que o vento faz ao fogo...

Distância é fodida. Acho que o Psi e o Pinguim, que estão muito piores do que eu, podem confirma-lo. Um relacionamento que começa logo com este handicap tem praticamente morte anunciada e poucos são os que lhe resistem. Mas também vos digo: mesmo sem conhecer o Pinguim e o Psi, e os seus respectivos parceiros, não tenho dúvidas nenhumas do amor que os une. E ainda arrisco um pouco mais: tenho a certeza de que se trata de um amor muito mais forte, quiçá perfeito, do que alguns relacionamentos de bairro.

A distância tem uma clara vantagem: separa o trigo da merda joio. Qualquer relacionamento que não aguente a ausência de uma, duas ou mais semanas não vale a pena o investimento. Há por ai muito "amor verdadeiro" que morria logo se passasse por uma provação destas. Se calhar até era um favor que lhe faziam. Pensem nos vossos casos pessoais ou de alguém do vosso círculo: aguentariam tanto tempo sem a presença física do outro?

A distância afina a relação e, sem o contacto físico, obriga os envolvidos de encontrarem formas de manter o sentimento vivo. Outros factores também entram na equação: por um lado, a confiança e o respeito têm de ser totais e cegos. Pensar que tudo vai correr bem e melhorar, também ajuda. Por outro lado, o controlo sobre a rotina do outro é nulo. Como lidar então com a impossibilidade de se não poder controlar a individualidade do amado? Sim, porque a rotina de alguém que seja parte de um relacionamento à distância segue praticamente inalterada. Espaço próprio é por acaso algo que eu prezo muito. Quantos de vocês se podem gabar do mesmo? E os ciúmes? Como evita-los? Voltamos ao respeito e confiança, dois valores imprescindíveis a qualquer relação. Seja ela separada por cinco minutos de carro ou por uma viagem de avião.

Se me perguntasses há dois anos se eu acreditava em relacionamentos à distância eu diria que não e chamava-te otário. Mas também te garanto que nunca me senti tão confortável numa relação como a que tenho hoje. Confiança e respeito são absolutos. Tenho a certeza de que não receberei um belo par de cornos. E não me venhas com "fia-te na virgem e não corras" que se há coisa que não sou é parvo. Tenho tempo para mim (ok, tenho tempo até demais) e ao longo destes quase dois anos só discuti uma vez com o meu namorado: foi sobre quem ia comprar lubrificante à farmácia... ele tinha vergonha e eu irritei-me. De resto, é muita saudade e quando estamos juntos passo o tempo genuinamente feliz.

Só há um pequeno senão: neste momento estou com o cio.
Agora só daqui a três semanas... e com sorte. snif.

"A distância faz ao amor aquilo que o vento faz ao fogo:
apaga o pequeno, inflama o grande"
de Roger Bussy-Rabutin

domingo, 5 de setembro de 2010

Saudades do básico

Imagem daqui
Estojo recheado de canetas Bic que adorava. Uma azul, uma vermelha e uma verde. Depois apareceu aquela caneta que tinha todas as cores mas era tão grossa que não dava para escrever e a primeira letra do meu nome saia sempre torta. Já era difícil escreve-la bem, quanto mais com aquele monstro. Depois uma borracha. Tinha de ser das azuis e vermelhas. O lado azul era mais áspero e o primeiro a desaparecer. Como tenho um problema de dicção, escrevia o que falava e dava erros com fartura. A borracha arcaica apagava os erros dados em português, lacerando o papel pautado, por vezes, deixando verdadeiras crateras. Os cadernos tinham de ser daqueles de lombada pretos, A4. A professora Odete não gostava dos que tinham as espirais. Os livros de estudo impecavelmente plastificados pela minha mãe. Quanto ao lápis, tinha um eleito: aquele com a tabuada ao longo do corpo. Infelizmente, adorava usar o apara-lápis, aquele de metal que funcionava até enferrujar. O bico do lápis tinha de estar sempre impecavelmente afiado. Primeiro desaparecia a tabuada do 1, seguida pela tabuada do 2, e por aí adiante. Também, as multiplicações mais complicadas de decorar eram mesmo as últimas por isso estava safo durante umas semanas. Mesma história para os lápis de cor, que, no entanto, duravam sempre mais do que os de carvão. Quanto à régua não tinha grande preferência. Mas gostava de uma que também tinha formas geométricas para decalcar. A cola UHU tinha uma esperança de vida limitada: colocava cola na palma da mão e mexia até formar uma goma que levava à boca. Uma morte rápida também tinham as canetas de feltro, que secavam por nunca as tapava. A mochila tinha mesmo de ser o elemento mais resistente e durar mais do que um ano lectivo. Primeiro porque era mais cara. Segundo porque o meu pai tinha a mão pesada.

sábado, 4 de setembro de 2010

Só as mulheres podem ser bissexuais?

Nos meus tempos áureos de jornalista cor-de-rosa (duraram dois anos) era normal andar pelos bastidores do mundo da televisão. Mete conversa com aquele actor, fala com a empregada de limpeza sobre a peneirenta que tem a mania que é especial, trocar opiniões com os camaradas de profissão sobre boatos, mesquinhices e invejas. O mais certo era que destas pequenas conversas saísse um podre que valesse a pena investigar e publicar. Sim, sei perfeitamente qual é a vossa opinião sobre o jornalismo sensacionalista. É a mesma que a minha. Mas todos nós olhamos para as capas destas revistas, memorizámos um título e já está: temos tema de conversa com os nossos colegas de trabalho ou com o segurança do edifício. Não me digam que não gostaram de saber qual foi "o futebolista que pagou uma barriga de aluguer", "o cantor latino que assumiu ser gay" ou "o socialite que foi travesti quando era novo". Nem sequer preciso de dizer os nomes.

Agora o que não compreendo neste jornalismo cor-de-rosa é o seguinte. Durante toda a minha carreira sensacionalista sempre ouvi: "aquele é gay" e nunca "aquela". Muito pelo contrário: as mulheres quando têm um affair com outra mulher são bissexuais e nunca gays. Mais: é quase cool ser assim e fazer parte desta nova moda, tão popularizada por Hollywood. E quando é assumida publicamente é a puta da loucura.

Já os homens não o podem fazer. Aliás, basta um rumor, uma historieta do passado, para serem logo maricas. Mesmo que estejam casados ou sejam, de resto, verdadeiros inseminadores em série nos tempos livres. Conto pelos dedos de uma mão as lésbicas famosas portuguesas. Se tiver em conta as ditas bissexuais preciso da outra mão. Homens bissexuais famosos em Portugal? Só se puxar muito pela cabeça. Quantos são rotulados de gays não assumidos? Ui, basta ver a novela da noite.

O John Travolta o último exemplo nesta situação. Ao que parece, vai ser publicada uma biografia não autorizada de que dá conta que ele trai a mulher com homens. Traições à parte, que não as defendo, o raciocínio é imediato: come homens >> logo é gay >> casamento é uma fachada. Nunca bissexual, Deus nos livre que tal coisa não existe. Esse rótulo trendy está apenas reservado para elas.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Agora um post nada previsível...

Quando o Carlos Cruz foi implicado no Processo Casa Pia, estava eu a iniciar a minha carreira decadente: Era estagiário num dos mais importantes diários deste país. Lembro-me perfeitamente do furor que a notícia provocou na redacção. A bomba deu imediatamente azo a uma luta de argumentos entre os jornalistas seniores. Uns sempre souberam e aplaudiram. Outros tentavam defende-lo. Eu, pequenito e a adorar a troca de galhardetes entre os graúdos, optei por ficar como um rato: quieto. Eu e a minha coordenadora de estágio.

Dias depois, fiquei a saber que a primeira jornalista a investigar a Casa Pia neste jornal tinha sido precisamente a minha coordenadora, que entretanto tinha decidido abandonar a "pasta". Como nos tornamos bons amigos, um dia ao lanche decidi perguntar-lhe o que ia na cabeça de todos: "O Carlos Cruz é culpado?". Ao que me respondeu: "Todos eles são Speedy. Todos. Incluindo os que lá não estão". E para sustentar a sua certeza, disse-me que tinha visto fotos que o provavam. Não era preciso. Acreditava plenamente na sua palavra. Ela foi mais além e disse-me nomes de pessoas que deviam estar sentadas no banco dos réus mas que nunca foram faladas. Tal e qual como o Carlos Cruz agora veio ameaçar divulgar e que estou doidinho para ler no site dele.

A minha coordenadora, a primeira pessoa a acreditar em mim, morreu há dois anos. E acreditem que nunca irei chegar aos calcanhares dela enquanto profissional. No Saber, na Cultura, na Ética e na Escrita. Mas também acredito que ela hoje está feliz. Contra tudo o que ela pensava - e sabendo que vai recursos atrás de recursos - acho que hoje se fez justiça em Portugal. Algo a que não estamos de todo habituados.

Agora para desanuviar: Repararam que o Carlos Cruz estava a usar uma Pulseira Power-Balance durante a conferência da imprensa? Se fosse equilibrado, não precisaria dela.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Também faço casamentos

Meus Irmãos, minhas Irmãs...

Tenho a anunciar ao meu rebanho virtual que a partir de hoje já podem contar com o Reverendo Speedy para celebrar o vosso casamento. Se Portugal nem sequer me atribui o direito de doar sangue, os Estados Unidos permitiram que me tornasse padre e já me encontro habilitado para professar baptismos, casamentos e mesmo funerais. Mas para já, deixemos as criancinhas de parte (não tenho paciência para pestes) e os funerais (porque come-se mal).

Bastou uma pequena visita à Universal Life Church, uma congregação norte-americana que defende que todas as Fés só têm a beneficiar da Liberdade individual e da Escolha de um cidadão de poder ser ordenado online. Ora pois, foi mesmo o que fiz. Depois de perder 30 segundos da minha preciosa vida a preencher um formulário, recebia a resposta por e-mail indicando que era o mais recente Reverendo da Igreja. E, acredito, depois de um processo de selecção extremamente rigoroso.

Por isso já sabem: Se planearem casar nos próximos tempos e quiserem poupar uns trocos, eu não me importo de vos pregar o sermão. Desde que, claro, pelo menos me paguem o almoço.
Agora desculpem-me que tenho de ir ali actualizar o meu currículo.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Esqueletos no armário?

Estava aqui a ver o "Moment Of Truth" na SIC Radical (que atire a primeira pedra quem nunca viu) e o concorrente confessou que tinha tido um relacionamento amoroso com um transsexual, antes de conhecer e casar com a sua actual mulher. A senhora, mui chocada, chorou. Já não fez o mesmo quando ele admitiu que já a tinha traído. Pimba, 100 mil dólares e foram todos contentes para casa.

Agora aqui pergunto: porque é que o passado amoroso interessa assim tanto? O meu Trengo (leia-se namorado) já me perguntou por diversas vezes quem foram os meus interesses amorosos? com quem pinoquei e de que forma? quem foi especial? de quem sinto saudades? que rotinas tínhamos? And so on. E eu evito sempre responder. Só costumo falar de uma rapariga com quem partilhei quatro anos da minha vida. Bem, pode não parecer muito mas como só tenho 29 anos, ela representou 13,8% da minha existência. Sim, fiz as contas. Go check.

Ele por norma fica ofendido, como se eu tivesse algo a esconder. Mas a verdade é que não tenho nenhum passado obscuro de Don Juan de discotecas, de frequentar pinhais de braguilha aberta ou de romances em casas-de-banho públicas. Sou até bastante insosso nesse campo mas, claro, tenho o meu passado e para grande pena dele já estava conspurcado quando o conheci. Agora, apenas penso que partilhar as memórias, sejam elas boas ou más, em nada iriam fortalecer a nossa relação. Muito pelo contrário: acho até que pode vir a prejudica-la, mina-la de ciúmes infundados e serem usadas como arma-de-arremesso.

É certo que os relacionamentos antigos construíram o que sou. Não nego que o Homem (reparam no H maiúsculo? é o ego que tenho) que ele conhece é fruto de uma aprendizagem, de tentativas/erros que me conduziram ao ponto em que me encontro hoje. Afinal, não é apenas o presente que interessa? Não poderá a curiosidade matar o gato?

domingo, 29 de agosto de 2010

Sleeping in my car

Todas as semanas a mesma rotina: Ou eu vou a Aveiro ou ele vem a Lisboa. Ambos já gastámos uma pequena fortuna em bilhetes de comboio e, como se não bastasse, nenhum vive sozinho, complicando um pouco a nossa horita de intimidade. Ele, coitado, nem tem dinheiro para mandar cantar um cego. Expressão engraçada esta: faz parecer que todos os cegos têm de cantar bem. Assim de repente só me lembro do Stevie Wonder, Andrea Bocelli ou mesmo a afilhada da Ágata. Bom... retire-se esta última da lista. Já eu, devo mudar-me para a minha casa no espaço de um ano. Entretanto, quando não temos um fim-de-semana completo, resta-nos o carro para matar as saudades. Se ele morresse misteriosamente e uma equipa do CSI analisasse os bancos, acreditem que eu seria o suspeito número um. A desvantagem disto? Odeio namorar no carro. A vantagem? Qualquer dia escrevo um guia dos melhores spots para outdoor lovers.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

I want you to funk me

Gosto tanto de publicar vídeos quanto gosto de disseca-los. O novo videoclip dos Scissor Sisters, Any Which Way, segundo single do álbum Night Work, é uma verdadeira palete de cores. Provocador, usam e abusam do imaginário sexual. E não recorrem apenas às imagens. A letra, se analisada e traduzida, é um convite directo a uma queca bem dada.
E foram injustamente penalizados por isso, perdendo, como já vieram dizer, alguns fãs. Afinal, não é nada do que uma cantorzeca, dessas que inundam a MTV e as rádios, já não faça. Mas tratando-se de uma banda openly gay, as vozes mais puritanas fizeram-se ouvir. Alguns sites (penso que o Facebook incluído) nem sequer autorizaram a publicação da capa do álbum. Mas faço ouvidos moucos. Any Which Way é, sem dúvida, um hino ao sexo. E bem divertido por sinal.
Já agora, eu avisei que vou passar a dissecar os vídeos. São poucos segundos, mas os go go dancers atraíram-me a atenção. Se ao início fiquei na dúvida entre o Mocho e o Coelho, o frame em que revelam a cara ajudou-me a decidir. O Mocho sem dúvida (o primeiro da esquerda se não estiver enganado).


segunda-feira, 23 de agosto de 2010

I got the fever

Uma chuva molha tolos, que nem para lavar o carro serve e pimba. Passei todo o dia indisposto, rabugento, com dores nos músculos e a lamuriar-me às minhas colegas do quão mal me sentia. Elas diziam que não, estás óptimo, não tens aspecto de doente. E até dois beijos na testa levei. Uma outra inclusive garantiu-me que a minha aura não era de febre. Aura esta que era cor-de-rosa. (Enfim, adiante).


"Vocês estão todas enganadas", clamava. Quando chegar a casa ia tirar a febre para provar-lhes quem tinha razão. Pois, acabo de tirar o termómetro do sovaco e tenho:

... 37 graus.

Um grande maricas, é o que sou...