Por isso, este fim-de-semana experimentei, finalmente, o Starbucks de Belém. Toda a mecânica do fast-coffee atrapalhou-me. Ainda estava eu a tentar decidir o que ia tomar, já o rapazinho imberbe me estava a chamar. Lá optei por um Mocca Branco (acho) e sem acompanhamento porque não me deixou ver os bolos. Como sabia que ele ia perguntar o meu nome já estava a pensar em algum nome estapafúrdio para o deixar atrapalhado mas, no final, quem perdeu a coragem fui eu. Com dois empregados a olhar fixamente para mim, aqueles dois segundos de hesitação pareceram uma eternidade e acabei por dar o meu nome verdadeiro.
"Obrigado sr. Speedy.
UM MOCCA BRANCO PARA O SR. SPEEDY.
É só esperar no final da fila sr. Speedy"
Confesso que não gostei das confianças. Percebo que o intuito do nome é o de aproximar o cliente do brand Starbucks mas a minha vontade era sair dali. Estava eu à espera, a pensar na minha vida, quando começo ouvir uma brasileira a gritar do outro lado da sala.
"SPEEDYYYYYYY. MOCCA BRANCOOOOOO.
VOCÊ É O SPEEDY? SPEEDYYYYYYYY"
Quando me dirijo até ela, a mulherzinha agarra-se ao copo e ainda tem a ousadia de perguntar-me se sou mesmo eu. "Preciso de mostrar o BI é?", regurgito.
E tudo por um café que custou-me 3.40 euros, levou-me 30 minutos a beber e que inevitavelmente ficou frio. Se não fosse suficiente,a cafeína caiu-me mal no estômago vazio e acho que estou um cadinhooooooooo acelerado para um domingo à noite. Prevejo uma bela de uma insónia isso sim por um café que - admitam se faz favor - não é nenhuma loucura.










