E se fui à Fnac para poupar 25 euros na inscrição do curso, depressa os gastei. Não posso entrar nestas lojas que tenho de trazer sempre alguma coisa debaixo do braço. Desta feita, aceitei as sugestões literárias dos amigos Ovelha e Mike. Se gastei mais dinheiro do que poupei? Gastei. Se a rapariga da caixa desistiu de me sorrir quando registou o "Reis que Amaram como Rainhas"? Deixou. Mas o lado positivo é que o "Eu hei-de amar uma pedra" do António Lobo Antunes volta a ir para o fundo da pilha. Graças a Deus.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Na cabeceira...
Hoje fui tirar o cartão Fnac para ter direito a um desconto de 25 euros num curso de espanhol em que entretanto me inscrevi. Isto depois de um bate-boca simpático com o também simpático funcionário da loja. Ele dizia que a minha morada não existia porque o código-postal não constava da base de dados. Eu perguntava-lhe se ele estaria a insinuar que eu não morava numa zona urbanizada. Minutos depois de amena cavaqueira, e cordialmente, lá se decidiu a "criar" o meu código-postal no sistema, gracejando de seguida: "Depois há-de receber o cartão definitivo em casa. Na sua rua é o único com cartão Fnac". "Se o carteiro encontrar a minha barraca", respondi-lhe em jeito de despedida. Sempre gostei de uma sarcástica picardia. Basta darem-me conversa e têm um amigo para a vida.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Perfection
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segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Para o ano há mais
Este ano pouco aproveitei o Lisboa Restaurant Week, iniciativa que como devem saber democratiza os preços dos melhores restaurantes, permitindo saborear grandes pratos por apenas 20 euros. Mas mais um ano, voltei a ficar desiludido com os ditos "reputados" chefs de cozinha. Não sei se sou eu que não me impressiono com facilidade, mas tudo me sabe igual. Também não quero crer que os restaurantes, embora ofereçam uma refeição low cost, diminuam de igual modo a dedicação que colocam nos pratos, colocando em risco a sua reputação. O que sei é quando visito um destes espaços fora desta época especial e pago a conta por inteiro, saio sempre mais agradado.Este ano apenas fui ao Alecrim às Flores a convite de um amigo, um restaurante de vão de escada (quase literalmente) e à sombra do Olivier. Ainda que tenhamos sido recebidos com um agradável cheirinho a urina na porta, o primeiro impacto foi positivo: espaço para fumadores, logo, teria companhia para o meu copo de vinho à entrada e para o café à saída. O menu, equilibrado, não apanhou a minha língua de surpresa como também não me fez crescer água na boca. Nota positiva, no entanto, para o esforço na confecção de uma sobremesa original: chocolate, com flôr de sal e azeite.Ou seja, doce, salgado e... gordura tudo num só prato. O chocolate era bom. O resto... não adicionava nada.
Mas pronto. Lá contribui para a Associação Mulheres de Vermelho e para o Jardim Zoológico de Lisboa com um euro. Se ainda não experimentaram, ainda têm até 02 de Outubro. A grande maioria dos restaurantes já estão, infelizmente, esgotados. Pelo menos para o período do jantar.
domingo, 26 de setembro de 2010
Starbucks? No thank you
Sempre torci o nariz às modas e por norma sou sempre dos últimos a seguir o rebanho. Sejam espaços in como discotecas, bares ou restaurantes, o último gadget que está na berra ou séries de culto. Se muitas pessoas me dizem que TENHO de experimentar, é meio-caminho andado para me desinteressar imediatamente. Lux? Fui uma vez. Facebook? Aderi há um ano e já estou cansado. Lost? Se vi dois episódios já foi muito bom. Podem pensar que sou um marginal metido à besta, mas nem por isso. Adopto e aprecio o pop lifestyle, o de mastigar e deitar fora. A lavagem cerebral demora é a entrar.
Por isso, este fim-de-semana experimentei, finalmente, o Starbucks de Belém. Toda a mecânica do fast-coffee atrapalhou-me. Ainda estava eu a tentar decidir o que ia tomar, já o rapazinho imberbe me estava a chamar. Lá optei por um Mocca Branco (acho) e sem acompanhamento porque não me deixou ver os bolos. Como sabia que ele ia perguntar o meu nome já estava a pensar em algum nome estapafúrdio para o deixar atrapalhado mas, no final, quem perdeu a coragem fui eu. Com dois empregados a olhar fixamente para mim, aqueles dois segundos de hesitação pareceram uma eternidade e acabei por dar o meu nome verdadeiro.
Confesso que não gostei das confianças. Percebo que o intuito do nome é o de aproximar o cliente do brand Starbucks mas a minha vontade era sair dali. Estava eu à espera, a pensar na minha vida, quando começo ouvir uma brasileira a gritar do outro lado da sala.
Por isso, este fim-de-semana experimentei, finalmente, o Starbucks de Belém. Toda a mecânica do fast-coffee atrapalhou-me. Ainda estava eu a tentar decidir o que ia tomar, já o rapazinho imberbe me estava a chamar. Lá optei por um Mocca Branco (acho) e sem acompanhamento porque não me deixou ver os bolos. Como sabia que ele ia perguntar o meu nome já estava a pensar em algum nome estapafúrdio para o deixar atrapalhado mas, no final, quem perdeu a coragem fui eu. Com dois empregados a olhar fixamente para mim, aqueles dois segundos de hesitação pareceram uma eternidade e acabei por dar o meu nome verdadeiro.
"Obrigado sr. Speedy.
UM MOCCA BRANCO PARA O SR. SPEEDY.
É só esperar no final da fila sr. Speedy"
Confesso que não gostei das confianças. Percebo que o intuito do nome é o de aproximar o cliente do brand Starbucks mas a minha vontade era sair dali. Estava eu à espera, a pensar na minha vida, quando começo ouvir uma brasileira a gritar do outro lado da sala.
"SPEEDYYYYYYY. MOCCA BRANCOOOOOO.
VOCÊ É O SPEEDY? SPEEDYYYYYYYY"
Quando me dirijo até ela, a mulherzinha agarra-se ao copo e ainda tem a ousadia de perguntar-me se sou mesmo eu. "Preciso de mostrar o BI é?", regurgito.
E tudo por um café que custou-me 3.40 euros, levou-me 30 minutos a beber e que inevitavelmente ficou frio. Se não fosse suficiente,a cafeína caiu-me mal no estômago vazio e acho que estou um cadinhooooooooo acelerado para um domingo à noite. Prevejo uma bela de uma insónia isso sim por um café que - admitam se faz favor - não é nenhuma loucura.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Katy Perry can't play
Mais um belo exemplo do falso puritanismo norte-americano. A Katy Perry protagonizou um cameo (breve aparição de uma figura pública num programa de televisão) com o Elmo para a "Rua Sésamo" mas este foi censurado e eliminado por causa do decote da cantora. A música "Hot n' Cold" surge numa versão mais aligeirada (diga-se de passagem que é a única música que gosto dela), mas as maminhas foram consideradas indecentes. Uma cambada de hipócritas. Quem conhece a Rua Sésamo sabe perfeitamente que a Miss Piggy sempre apareceu com brutos decotes e a mostrar as pernas. Além disso o Elmo nunca usou calças em toda a sua vida.
Este episódio iria ser apenas transmitido na noite de Passagem de Ano mas já anda a correr a Internet como se de um vírus se tratasse. Melhor só se em vez do Elmo fosse o Monstro das Bolachas. Mas não se pode ter tudo.
Este episódio iria ser apenas transmitido na noite de Passagem de Ano mas já anda a correr a Internet como se de um vírus se tratasse. Melhor só se em vez do Elmo fosse o Monstro das Bolachas. Mas não se pode ter tudo.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Bow to my Queen
Escrevia eu há duas semanas que um dos factos mais bizarros sobre mim era "Ouvir todos os dias pelo menos uma música da minha banda favorita". O que não expliquei na altura era que a banda em questão são os defuntos Garbage e que esta paranóia dura já desde 1994. Ou seja, há 5616 dias.E porquê tudo isto agora? Simplesmente porque a minha Musa publicou uma nova demo no Facebook. "Lighten Up" é um crítica à Indústria Discográfica, e à sociedade em geral, pelas pressões exercidas sobre as mulheres. Querem-se mais frescas, mais novas, mais despidas e sexys. Nem que para isso seja necessário recorrer às cirurgias plásticas. Nem vos digo quantas vezes já ouvi esta música hoje.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Tempus Autumnus
Venham a mim as manhãs escuras. O trânsito parado na Marginal enquanto aprecio o nevoeiro na praia. Venham a mim as folhas caducas que todos os anos entopem as sarjetas. As reportagens altamente inesperadas da queda da primeira neve na Serra de Estrela e as cheias do rio Douro que inundam a zona ribeirinha do Porto. Venha a mim o cheiro das castanhas e as poças de água que não me preocupo em fintar. As pessoas que decidem caminhar junto às estradas mesmo sabendo que vão ser molhadas pelo passar dos carros. Venha a mim a rotina de ir secar o cabelo à casa-de-banho da redacção porque desde os dez anos que não uso chapéu-de-chuva. O frio porque estou farto de andar constantemente suado. Venham a mim os meus casacos lindos, camisolas e cachecóis que me chegam aos joelhos. Venha a mim o Outono, que este Verão já vai longo.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
domingo, 19 de setembro de 2010
Dr. Speedy recommendations
Que sabe a piña colada não o posso negar. Quase parece que estou num resort algures no México. Mas é demasiado intenso e dá-me vontade de adicionar água como se faz com aqueles sumos concentrados. Como lubrificante é óptimo, até porque demora uma eternidade a secar ou ser absorvido. Não fosse o facto de ser mais peganhento do que alguns outros disponíveis no mercado, e teríamos um vencedor. Nota para o tamanho da embalagem que também é bastante simpático, cabendo em qualquer pouchet.
Mas tenho de ser sincero: a única função a que se presta um lubrificante é o facilitar a penetração e para essa tarefa, este cocktail da Durex serve como qualquer outro. Agora comprar apenas pelo sabor é, para mim, completamente ridículo porque:
1. Cá o Speedy prefere broches sem aditivos;
2. Existem lubrificantes que custam tanto quanto este mas são maiores e duram mais tempo;
3. Se for apenas para disfarçar "algum" sabor, se calhar o melhor é encontrarem alguém com melhor higiene íntima
Mas tenho de ser sincero: a única função a que se presta um lubrificante é o facilitar a penetração e para essa tarefa, este cocktail da Durex serve como qualquer outro. Agora comprar apenas pelo sabor é, para mim, completamente ridículo porque:
1. Cá o Speedy prefere broches sem aditivos;
2. Existem lubrificantes que custam tanto quanto este mas são maiores e duram mais tempo;
3. Se for apenas para disfarçar "algum" sabor, se calhar o melhor é encontrarem alguém com melhor higiene íntima
sábado, 18 de setembro de 2010
Sensualmente tropical
Fiz anos há dois meses mas só agora foi possível organizar um jantar com os meus amigos de sempre. Somos gente mui ocupada, pois claro. Um bilhete para o concerto dos 30 Seconds to Mars, um creme esfoliante e outro para as olheiras da L'Oréal e... um lubrificante intimo Durex com cheirinho a piña colada. Na embalagem diz "sabor" mas como sou guloso é melhor nem experimentar: ainda me arrisco a apanhar dor de barriga durante os preliminares. Quem é que tem os melhores amigos do mundo quem é?
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
minha droga diária
Uma semana de merda com tendência para piorar. Um patrão que abala para o estrangeiro, incapaz de tomar decisões e que não responde a e-mails. Farto de tapar os buracos dos idiotas dos meus comerciais que não percebem peva do que estão a vender. Enquanto faço de servente, não adianto o que realmente é da minha responsabilidade e depois sou chamado de preguiçoso. Almoço cigarros, poupo nas horas de sono, escavo olheiras e as entradas do meu cabelo acentuam-se. Incompetências que só me dão azia e vontade de começar a cuspir merda para cima daqueles imbecis.
E no final da tarde, quando o meu namorado me telefona e pergunta como o dia correu... tudo fica relativizado. Incrível como, passado tanto tempo, a voz dele continua a acalmar a minha ansiedade com um simples "Olá Lindo. Como foi o dia?". Não sei se é do tom mas basta-me ouvi-lo para fazer o reset ao sistema, como se de um analgésico se tratasse. Sempre foi assim. Mesmo ainda no tempo em que me chamava pelo nome próprio. O trabalho torna-se apenas no que realmente é: trabalho. Os idiotas dos meus colegas voltam a ser-me indiferentes. E lembro-me que o importante da vida encontra-se fora daquele escritório. Mais precisamente a 267 km pela A1.
"Nada de especial. E tu como estás?"- respondo eu.
E no final da tarde, quando o meu namorado me telefona e pergunta como o dia correu... tudo fica relativizado. Incrível como, passado tanto tempo, a voz dele continua a acalmar a minha ansiedade com um simples "Olá Lindo. Como foi o dia?". Não sei se é do tom mas basta-me ouvi-lo para fazer o reset ao sistema, como se de um analgésico se tratasse. Sempre foi assim. Mesmo ainda no tempo em que me chamava pelo nome próprio. O trabalho torna-se apenas no que realmente é: trabalho. Os idiotas dos meus colegas voltam a ser-me indiferentes. E lembro-me que o importante da vida encontra-se fora daquele escritório. Mais precisamente a 267 km pela A1.
"Nada de especial. E tu como estás?"- respondo eu.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
I was a heavy heart to carry
Os Florence + The Machine contribuíram no início deste ano para a banda sonora do filme Eclipse, da saga Twilight. OK! Nem sequer vou entrar por aí mas compreendo que a divulgação era demasiado doce para negar a participação. Até os Muse e os Vampire Weekend contribuíram com um single. É interessante notar que para um filme com um público tão... único, a soundtrack seja das mais fantásticas do ano. PESSOAL COMÉ? Team Edward ou Jacob? Deixem estar. As boas notícias é que o som ganha forma no novo videoclip "Heavy In Your Arms", onde a minha segunda ruiva favorita deste mundo regressa cheia de alma flamejante... ainda que a preto e branco. O vídeo é perturbador como o Speedy gosta: tresanda a cerimónia fúnebre, os arranjos de cordas preconizam um destino inevitável e a voz arrastada e cansada da Florence soa a desamor. Épico.
Ana Anes, estás aí?
Já era altura de alguém se chegar à frente. Obrigadinho Rui por meteres a frígida de volta no congelador. Eu apenas acrescentaria que com homens, não é preciso dar indicações. É a vantagem de ser gay.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Futurologia
Noite. A noite tem de estar escura como os meus pulmões. O céu limpo mas não faço questão. Pode estar nevoeiro, de chuva ou simplesmente adormecida. E silêncio. Quero ouvir os meus pensamentos e o cigarro a morrer lentamente pousado no cinzeiro. A sala, semi-iluminada, denunciará os contornos de toda a mobília. Entre ela, a máquina de escrever, orgulhosa no seu local de destaque, que entretanto terei comprado. Música, sem dúvida, não abdico da música. Será com ela que quero partilhar o meu descanso. Nem tenho o hábito de ver televisão. Um jazz melancólico ou uma bossa nova. Não preciso de mais. Talvez um livro, grosso, sobre a alma humana ou mesmo uma biografia.... de alguém já morto de preferência. Na outra mão, o meu martini ou um copo de vinho tinto. Sim, será um belo início de noite, quando me tiver finalmente mudado para a minha casa. O mais tardar, espero, no espaço de um ano. Só não sei como o conseguirei fazer se o meu namorado estiver ao lado, com a TV Guia debaixo do rabo, e a rir com o "Aqui não há quem Viva". Temos de ter uma conversa séria sobre isto do "vamos viver felizes para sempre".
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
5 coisas que gostaria de dizer ao meu patrão
1. Se não gosta de mim, despeça-me. É um favor que me faz
2. Cortar as unhas também faz parte da higiene
3. O trabalho está neste estado porque você assim o pediu
4. Se não tem nada de inteligente para dizer, cale-se
5. ... idiota
E agora vou trabalhar o resto da noite. Obrigadinho
2. Cortar as unhas também faz parte da higiene
3. O trabalho está neste estado porque você assim o pediu
4. Se não tem nada de inteligente para dizer, cale-se
5. ... idiota
E agora vou trabalhar o resto da noite. Obrigadinho
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