terça-feira, 19 de outubro de 2010

No hablo Gaga

Só quando conseguir finalmente perceber quem é o Alejandro, o Fernando e o Roberto e o que raio fazem todos na mesma canção, é que ponho a hipótese remota de ir ao concerto. E se esgotar entretanto, temos pena.

domingo, 17 de outubro de 2010

Passeios pouco virtuosos

Foi preciso arranjar um namorado de Aveiro para ele me levar à Quinta da Regaleira. Nunca lá tinha posto os pés. Talvez por desinteresse já que por falta de oportunidade não o foi de certeza. Enquanto os restantes aventureiros que minavam a Quinta passeavam, quais putos à descoberta dos "tesouros" escondidos, eu deliciava-me com as grutas. Descobri que as considero altamente afrodisíacas e cada vez que ficava um pouco mais escuro, o meu namorado tinha-me de por na ordem. Mas que culpa tinha eu?! Sem luz tinha de apalpar para descobrir o caminho, certo? Não sei se é fetiche (porque não existem referências na Internet) mas acho que tenho um novo hobby a explorar.

Vida e Morte, Mentira, Virtude

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Dormência

Serei o único francamente desiludido com este país? Estará o povo acostumado às barbaridades que estão a acontecer e demasiado adormecido para se manifestar? Ou exigir penalidades judiciais para a má gestão governamental? Estou cansado de políticos de bancada, que se revoltam em mesas de café para depois não agirem. Este último pacote de austeridade anunciado pelo Governo deitou por terra as minhas crenças de que estávamos no caminho certo. Medida atrás de medida, o alvo é sempre o mesmo e a classe média em breve deixará de existir. Aqueles que vivem em cenários sociais mais frágeis... nem sei como vão viver nos próximos cinco anos. Cortes nas pensões, ordenados, ajudas sociais, IVA, IRS... todos os cortes e aumentos abrangem os que menos auferem. E sem classe média como se recupera a economia? Estou desmotivado com o que vejo. Sinto-me dormente por não haver um roadmap para a recuperação do país. É como os trabalhos rodoviários: tapa-se com areia para que no Inverno o buraco simplesmente volte a aparecer.

Gostava de ter uma vida estável. Felizmente tenho um óptimo suporte familiar, pelo que sei que a crise vai passar-me relativamente ao lado. Mas quero a minha independência, quero ser capaz de me suportar sozinho. Trabalho já há algum tempo e progressão na carreira está visto que é nula. Disseram-me que o jornalismo era como uma longa caminhada no deserto. Tão pouco cheguei a um salário de quatro dígitos e, pelo caminho que o país está a seguir, não chegarei lá tão cedo. Além disso, já não suporto o meu local de trabalho.

Ando seriamente a pensar em emigrar. Pela primeira vez coloco essa possibilidade e desistir deste país. Quando comentei com o Luís disse-me prontamente: vamos.Também ele está cansado dos recibos verdes, de lhe terem baixado o (possível) ordenado, das poucas perspectivas de melhor emprego e, cereja em cima do bolo, das portagens nas SCUT.

Para já estamos a pensar na Suíça.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

A pedido de várias famílias...

Pronto, minto com quantas escamas tenho na carapaça. Foi apenas um e-mail que recebi, leitor indignado, a queixar-se de que estava a enganar os meus seguidores. (não com este tom... tenho a mania de exagerar).
Ui e são tantos tantos, tantos seguidores que, por medo de uma quebra de popularidade, decidi publicar a foto do banho internacional. Como disse, a casa-de-banho era bastante ranhosa. Uma banheira miserável, com direito a apoios para os velhotes e até mesmo um daqueles tapetes anti-aderentes que previnem fracturas da bacia. Nem sais minerais tinha, tendo recorrido a shampoo e gel de banho para criar as bolhinhas que vêem na foto. Para piorar, depois do banho de banheira, tive de tomar um duche para limpar a pele de todos os químicos. Sim Zoninho, eu sei: Nada ecológico mas fiquei com um rabinho tão suave, tão suave que até dava gosto. Para piorar, o espaço era tão reduzido que, ao escorregar, enfiei a minha tartaruga de bolso dentro de água. Resultado? Largos minutos a secá-la com o secador de parede. E é só isto.

eu avisei que eram fraquinhas

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Ooh La La

Afinal, de todas as maneiras de como Paris podia correr mal nenhuma se concretizou. Os terroristas perderam a oportunidade de me aniquilarem, o sol sempre brilhou ainda que as noites fossem frias, e a Greve Geral não afectou o meu voo. Sim, o quarto tinha banheira mas a casa-de-banho era estupidamente pequena para um hotel de cinco estrelas. Fotografei-me mas aparecia sempre mais de mim do que queria publicar. E quando não aparecia, sinceramente... não tinham piada. Por isso, pas de photo pour vous.


Infelizmente, a história repete-se e mais uma vez, não vi praticamente nada. Passeei pelos Champs Elysees, passando pela La Place de la Concorde, até ao Arc de Triomphe. Pelo cantinho do olho, semicerrado, consegui ver um petit peu da Tour Eiffel e do Musée du Louvre. Nada mais.
De resto, os franceses são intragáveis e fazia-lhes falta uma pila de cavalo a sangue frio pelo cu acima para ver se espevitavam. Para capital da moda vestem-se mal, são sujos e mal-educados. Os únicos decentes eram mesmo os gays que se cheiravam à distância. O trânsito é infernal e vence sempre a lei do mais forte: ou sais da frente, ou passo-te a ferro. Além disso, quando se falava com os franceses em inglês, respondiam em francês. SEMPRE. Ou o episódio da empregada reles de café que, depois de me perguntar se eu era português e eu responder que sim, me virou as costas. La vache. Já sei como se sentem os ciganos.

Mas sim. Sem dúvida que me parece uma cidade que vale a pena uma segunda visita. De férias. Quatro dias devem ser suficientes. Avec Louis, s'il vous plaît

domingo, 10 de outubro de 2010

5 formas de como Paris pode correr mal

1. O Boletim Meteorológico estar errado e apanhar chuva
2. A Greve Geral francesa não ser desmarcada e ficar preso no aeroporto
3. Ocorrer um ataque terrorista depois de tantas ameaças
4. O quarto de hotel não ter uma banheira
5. Ou perder o voo amanhã (e as alíneas anteriores deixam de fazer sentido)

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

"Nem te reconheci"

Sinceramente era uma questão de tempo. A um mês de completar dois anos com o meu Luís, hoje ele conheceu um lado meu menos "friendly" do que está habituado. Stressado com o trabalho e falta de tempo para despachar artigos e fechar a edição, ando um pouco nervoso e o filtro do "socialmente" correcto desvanece por completo nestes casos. Sou uma pessoa bastante amigável. Aliás, diria que é impossível não gostarem de mim, até logo na fase das primeiras impressões. Eu esforço-me para que assim seja, mesmo que me esteja a cagar para a pessoa à minha frente.

Hoje, completamente assoberbado de trabalho, o meu namorado liga-me. Eu lamento-me dizendo que este fim de semana, possivelmente, não estaremos juntos porque tenho demasiado para fazer. Ao que ele responde. "É para aprenderes a não amontoar trabalho". Pronto. Foi o que bastou para que eu levantasse o tom de voz e começasse a cuspir merda a torto e a direito durante uma pequena eternidade. O pior é que ele nem me estava a acusar de nada... disse-me que estava a brincar. Não percebi e acabei por despejar na pessoa errada. Pela primeira vez nele.

Custou-me pedir desculpa. É um problema que tenho. As sílabas ficam presas e sinto-me sempre um pouco mais fraco quando o faço. Reconheço que é um problema mas também acredito que tenho vindo a melhorar com o passar dos anos. O Luís tem sido uma óptima influência neste campo. Gosto de pensar que nos completamos. Ele tem, de longe, um melhor coração do que eu.

No final da tarde voltamos a falar. Voltei a pedir desculpa (sem no entanto o verbalizar) pela minha explosão. E ouvi um "Nem te reconheci". Já há três anos que não ouvia isto. Perguntei-lhe como é que o tinha feito sentir? Perguntei-lhe que, agora que conhece o lado pior do meu feitio, se me amava um pouco menos? Perguntei-lhe se tinha força para estar ao meu lado e aturar o que normalmente os outros aturam? E ouvi um "Sim. Para sempre..."

"Sabes que te amo", disse-lhe. Ao que ele respondeu: "...e se voltares a armar-te em parvo comigo, levas uma nalgada".

.Gosto.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Speedy vai a banhos

Missão cumprida. Regressei hoje de Barcelona e tudo correu como previsto. Ou seja, fiz tudo para o que fui convidado e nem tive oportunidade de visitar Barcelona. Como o evento teve lugar no hotel onde estava hospedado, só saí mesmo para jantar. E nem aqui tive liberdade de escolha. O restaurante foi escolhido pela empresa - para mim e toda a comitiva de jornalistas europeus - e fomos todos transportados de autocarro para lá. Depois do café Expresso (belheque, spit spit), voltaram a juntar o rebanho, encaminhar todos para o hotel e só faltou aconchegarem-me na cama. Mas nem tudo são tristezas. Isto porque tenho por tradição, quando viajo, tomar sempre um longo e quente banho. E diria mesmo que merecido. Imerso em água quente, com música, a fumar um cigarro ou mesmo a ler, distraio-me por longos minutos na água. E limpo o cansaço do corpo.
E quando digo tradição não estou a exagerar. Tenho uma série de fotografias de "Speedy e os banhos internacionais" que vou coleccionando por piada. Esta última foto teve, no entanto, a adição da tartaruga. Não fosse este um blog anónimo.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Estou ali, estou aqui

Vou dar um salto a Barcelona, em trabalho. Mas não pensem que vou ter tempo de passear. Isso era antes, na altura das vacas gordas. Agora jornalista que é convidado, vai no primeiro voo do dia (porque são mais baratos) e sabe que regressa no primeiro avião disponível. Deus nos valhe de pagar-lhe uma noite extra no hotel. Deus nos valhe de lhe deixar algum tempo para ver as vistas. Conhece o quarto onde vai ficar hospedado e já goza. Palmadinha nas costas e pimba, sou recambiado na quarta-feira. Estarão vocês a tomar café à hora do almoço e eu já estarei no aeroporto de Lisboa, com olheiras até à boca. Só tenho uma actividade que faço sempre questão de fazer quando viajo. Mas isso saberão no próximo post. Agora, boa noite que tenho de acordar às 05h00. Enfim...

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Ser ecológico na cama?

A escritora norte-americana Stefanie Iris Weiss condensou todas as dicas para um sexo mais ecológico no livro "Eco-Sex: Go Green Between the Sheets" ("Eco-Sex: Seja Verde Entre os Lençóis"). Uma obra que conta já com o carimbo da Greenpeace. Entre os vários conselhos deixados pela autora, que entretanto já confessou que os experimentou todos, encontram-se:

- Usar roupa íntima feita de algodão.
- Só comprar camas de madeira certificada como não-prejudicial para o meio-ambiente.
- Fazer sexo sem luz ou com pouca luz.
- Se usar brinquedos eróticos com pilhas, utilizar as recarregáveis.
- Usar lubrificantes à base de água e não à base de petróleo.
- Comprar preservativos biodegradáveis.
- Tomar banho juntos para economizar água.

E chego facilmente à conclusão de que o sexo, no meu caso, é tudo menos verde. Se entrar na banheira com o meu namorado, perdem-se à vontade uns valentes litros de água. Primeiro porque não me contenho. Segundo, porque não gosto de ficar em banho-maria ou a apanhar frio. Terceiro, porque rapidinhas para mim são um amuse-bouche. Só abrem o apetite.
A minha roupa interior, confesso, nem sei que tipo de material é feita. A cama... who cares. Depois claro, o problema da luz: porque razão haveria eu de não o querer ver? Sexo no escuro é sempre uma aventura e a coordenação (ou falta dela) por vezes resulta numa valente joelhada. Agora lubrificantes à base de água já uso e quanto aos preservativos... não custa nada comprar os certos.Embora seja cada vez mais raro usa-los. É o que dá ter uma relação estável.
Por fim os brinquedos sexuais. Muito se poderia dizer sobre os dildos e as pilhas recarregáveis e tal mas... não serei eu. Como orgulhoso carnívoro que sou, mantenho-me fiel à carne. A um bom naco de carne diga-se de passagem.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Na cabeceira...

Hoje fui tirar o cartão Fnac para ter direito a um desconto de 25 euros num curso de espanhol em que entretanto me inscrevi. Isto depois de um bate-boca simpático com o também simpático funcionário da loja. Ele dizia que a minha morada não existia porque o código-postal não constava da base de dados. Eu perguntava-lhe se ele estaria a insinuar que eu não morava numa zona urbanizada. Minutos depois de amena cavaqueira, e cordialmente, lá se decidiu a "criar" o meu código-postal no sistema, gracejando de seguida: "Depois há-de receber o cartão definitivo em casa. Na sua rua é o único com cartão Fnac". "Se o carteiro encontrar a minha barraca", respondi-lhe em jeito de despedida. Sempre gostei de uma sarcástica picardia. Basta darem-me conversa e têm um amigo para a vida.



E se fui à Fnac para poupar 25 euros na inscrição do curso, depressa os gastei. Não posso entrar nestas lojas que tenho de trazer sempre alguma coisa debaixo do braço. Desta feita, aceitei as sugestões literárias dos amigos Ovelha e Mike. Se gastei mais dinheiro do que poupei? Gastei. Se a rapariga da caixa desistiu de me sorrir quando registou o "Reis que Amaram como Rainhas"? Deixou. Mas o lado positivo é que o "Eu hei-de amar uma pedra" do António Lobo Antunes volta a ir para o fundo da pilha. Graças a Deus.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Perfection



 
Shirley Manson arrives at PETA’s 30th Anniversary Gala and Humanitarian Awards at The Hollywood Palladium on September 25, 2010 in Los Angeles, California.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Para o ano há mais

Este ano pouco aproveitei o Lisboa Restaurant Week, iniciativa que como devem saber democratiza os preços dos melhores restaurantes, permitindo saborear grandes pratos por apenas 20 euros. Mas mais um ano, voltei a ficar desiludido com os ditos "reputados" chefs de cozinha. Não sei se sou eu que não me impressiono com facilidade, mas tudo me sabe igual. Também não quero crer que os restaurantes, embora ofereçam uma refeição low cost, diminuam de igual modo a dedicação que colocam nos pratos, colocando em risco a sua reputação. O que sei é quando visito um destes espaços fora desta época especial e pago a conta por inteiro, saio sempre mais agradado.

Este ano apenas fui ao Alecrim às Flores a convite de um amigo, um restaurante de vão de escada (quase literalmente) e à sombra do Olivier. Ainda que tenhamos sido recebidos com um agradável cheirinho a urina na porta, o primeiro impacto foi positivo: espaço para fumadores, logo, teria companhia para o meu copo de vinho à entrada e para o café à saída. O menu, equilibrado, não apanhou a minha língua de surpresa como também não me fez crescer água na boca. Nota positiva, no entanto, para o esforço na confecção de uma sobremesa original: chocolate, com flôr de sal e azeite.Ou seja, doce, salgado e... gordura tudo num só prato. O chocolate era bom. O resto... não adicionava nada.

Mas pronto. Lá contribui para a Associação Mulheres de Vermelho e para o Jardim Zoológico de Lisboa com um euro. Se ainda não experimentaram, ainda têm até 02 de Outubro. A grande maioria dos restaurantes já estão, infelizmente, esgotados. Pelo menos para o período do jantar.