O Halloween este ano vai ser com dez amigos, em casa alugada, e o tema da festa privada também já está escolhido: Músicos dos Anos 80. Peço desculpa antecipadamente ao Hydra pela fantasia que me calhou. Embora prometa que vá tentar respeitar a memória do senhor, sei que a t-shirt de manga cava, calças justas e o bigode (que me falta comprar porque não tive tempo de desenvolver um farfalhudo) vão-me transformar na maior bicha à face da terra. Abençoados Santinhos pelo Halloween só durar uma noite. Raios por existirem máquinas fotográficas. Prevejo muita dança com o Boy George e com o George Michael (pré-saída do armário). Isto, claro, se a Cher e a Madonna (entre outros) não se importarem. E não, não é uma festa gay. Mas realmente... curiosa selecção de personagens.
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
♪♫♪ Fuck you!
Agora passo os dias no trabalho a cantarolar esta música... mas apenas o refrão. Shake it guys
♪♪♪ Fuck you!
uuh, uuh, uuUHHHH ♫♫♫♫♫
♪♪♪ Fuck you!
uuh, uuh, uuUHHHH ♫♫♫♫♫
Becas coloca o pé fora do armário
Na página oficial do Twitter da Rua Sésamo, Becas, que partilha a cama há 31 anos com o seu amigo de longa data Egas, referiu-se a ele próprio como “mo”, um calão para gay. Ao comparar o seu corte de cabelo a uma personagem do Esquadrão Classe A, Becas twittou:
“A única diferença é que o meu [cabelo] é mais ‘mo’ e menos ‘hawk’”.
Para quem não saiba, mohawk é o estilo de corte que o Mr. T usa. (ahah lê-se Tusa… adiante). A palavra ‘mo’ é uma abreviatura utilizada em algumas comunidades gays norte-americanas para ‘homossexual’, levantando logo a polémica se as duas personagens estariam finalmente a assumir a sua relação, depois de anos e anos de especulação.
Enquanto os mais conservadores condenaram a brincadeira, já que se trata de uma série dirigida a crianças, um porta-voz do programa recusou comentar o caso, apenas dizendo: “O nosso programa sempre apelou tanto a crianças como adultos”. E a polémica volta a ser adiada.
Seja como me for, só me apraz dizer que o Egas conseguiria arranjar muitoooo melhor. O Becas não passa de uma bicha ressabiada e está sempre de mau humor… e as camisolas de gola alta, please, soooo 90s
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Amor gay é mais forte?
Motivado por esta reportagem, rebusquei uma teoria velhinha que guardo no cérebro, no meio de tantas outras. Tenho cá para mim que o amor gay é mais forte do que o amor hetero.
... pausa para pensarem.
E agora acompanhem-me. Sei que uma orientação sexual não tem nada a ver com grau de sentimento que podemos nutrir por outra pessoa. O amor é transcendente. Mas baseio-me na dificuldade óbvia de um gay assumir a sua sexualidade, por medo de discriminação, e de exprimir os seus reais sentimentos. Quem nunca nutriu um interesse especial por um amigo mais próximo, mas que se reprimiu por receio de ser marginalizado? Um gay apaixonar-se, em particular em idades tenras, é uma verdadeira roleta russa. Inseguros, só a hipótese de demonstrar publicamente as nossas emoções, pode colocar-nos numa situação delicada. Nunca se sabe como o Outro pode reagir. E o medo de rejeição é maior por isso, talvez, seja mais seguro ficar no "e se eu tivesse falado".
Mas e se formos correspondidos?
Peguemos por exemplo no primeiro amor. Jovens, com as hormonas ao rubro e o desejo de encontrarmos alguém, torna-nos mais frágeis mas também mais propensos a vivermos uma paixão desmesurada. Só o facto de encontrarmos finalmente alguém com quem partilhar a nossa intimidade, sermos verdadeiramente como somos e podermos ser sinceros sobre tudo, acaba por tornar o amor muito mais intenso e cúmplice do esperado. O de "Finalmente encontrei uma alma gémea". Caso a relação não se evolua como desejável, também penso que a dor de rejeição demorará também mais tempo a passar.
Obviamente que falo por experiência própria. Para os mais distraídos, eu considero-me bissexual, pelo que já experimentei os dois lados da barricada. Já vivi um primeiro amor hetero e um primeiro amor gay. E incrivelmente já fui rejeitado, sendo que o que deixou a pior cicatriz foi o gay! Mas olhem... bem se arrependeu.
E vocês o que me dizem? (além de palhaço, claro)
... pausa para pensarem.
E agora acompanhem-me. Sei que uma orientação sexual não tem nada a ver com grau de sentimento que podemos nutrir por outra pessoa. O amor é transcendente. Mas baseio-me na dificuldade óbvia de um gay assumir a sua sexualidade, por medo de discriminação, e de exprimir os seus reais sentimentos. Quem nunca nutriu um interesse especial por um amigo mais próximo, mas que se reprimiu por receio de ser marginalizado? Um gay apaixonar-se, em particular em idades tenras, é uma verdadeira roleta russa. Inseguros, só a hipótese de demonstrar publicamente as nossas emoções, pode colocar-nos numa situação delicada. Nunca se sabe como o Outro pode reagir. E o medo de rejeição é maior por isso, talvez, seja mais seguro ficar no "e se eu tivesse falado".
Mas e se formos correspondidos?
Peguemos por exemplo no primeiro amor. Jovens, com as hormonas ao rubro e o desejo de encontrarmos alguém, torna-nos mais frágeis mas também mais propensos a vivermos uma paixão desmesurada. Só o facto de encontrarmos finalmente alguém com quem partilhar a nossa intimidade, sermos verdadeiramente como somos e podermos ser sinceros sobre tudo, acaba por tornar o amor muito mais intenso e cúmplice do esperado. O de "Finalmente encontrei uma alma gémea". Caso a relação não se evolua como desejável, também penso que a dor de rejeição demorará também mais tempo a passar.
Obviamente que falo por experiência própria. Para os mais distraídos, eu considero-me bissexual, pelo que já experimentei os dois lados da barricada. Já vivi um primeiro amor hetero e um primeiro amor gay. E incrivelmente já fui rejeitado, sendo que o que deixou a pior cicatriz foi o gay! Mas olhem... bem se arrependeu.
E vocês o que me dizem? (além de palhaço, claro)
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Ainda a Gaga. Pt II
A vocês confesso só existe uma música da Gaga que eu aprecio. Gosto do ritmo decadente, da sedução nas palavras e o desafio lançado olhos nos olhos. Ou então será do videoclip, não oficial, realizado por um fã. Seja como for, não sou fã do estilo da Lady Gaga e tão pouco revejo-me na forma artística que ela escolheu para si. Sou mais um rapazinho do rock, o que se há-de fazer? Mas reconheço-lhe valor. É uma miúda baixinha, com cara de rato e talento para o piano. E uma ambição desmedida, sem dúvida de invejar. Escolheu o seu público, definiu os seus valores e tem se reinventado ao longo de cada aparição pública. Cada passo é muito bem pensado e as repercussões de tudo o que faz são as desejáveis pela máquina discográfica. Com resultados óbvios junto dos Media Internacionais e das Redes Sociais. Prova disso é eu estar a dedicar um segundo post ao Monstro. Mas meus amigos: todos os produtos de consumo rápido têm um prazo de validade e a Lady Gaga corre o risco de azedar. Ao contrário da Madonna (da qual também não sou fã), que se reinventou a cada fase da sua vida, a Lady Gaga queima criatividade (discutível) como quem troca de cuecas. Mas sem dúvida, um caso de estudo muito interessante e que daria inclusivamente uma bela tese de Mestrado em Comunicação. E não, não estou a gozar.
PS. Sei que muitos de vocês até gostam da senhora. Vá, sejam meiguinhos... os comentários nem passam pela aprovação. Prometo esforçar-me nos posts quando tiver tempo para coçar a micose
sábado, 23 de outubro de 2010
Trimmed, not shaved
Não sou excessivamente peludo, mas pêlos também não me faltam. Já houve um tempo em que admito que tinha alguns complexos (antes de ter o Ego que tenho). Ali por volta teens, idades idiotas em que nos sentimos diferentes de todos os que nos rodeiam e, quando assim é, pensamos que algo errado se passa com o nosso corpo. Lembro-me do primeiro bigode começar a nascer. Estou a exagerar... era na verdade mais um buço. Também me recordo da primeira vez que o fiz, com o meu pai. Depois começou a nascer a barba, o que me possibilitou mudar de aparência algumas vezes. Alternei ao longo dos anos entre cara lavada, barba de três dias, bigode, pêra e barbicha. Hoje deixo-a sempre crescer até atingir o nível a que chamo "Taliban". Um estado em que já me dá comichão, fico com cara de arrumador e as minhas colegas queixam-se quando me dão um beijo de bons dias. Depois pega-se na máquina e regressasse à barba de três dias. Mas é apenas por preguiça, acreditem.
Pior é o resto do corpo. Sempre tive pêlos: começaram logo por nascer nas pernas. Aos 20's ainda tinha apenas um carreirinho no peito, mas depressa se perdeu. No rabiosque, armaram-se em parvos nos últimos anos. Thank God que não chegam ao ponto de enrolarem. Se chegar a esse ponto, garanto que vão desaparecer. Nem que me tenha de sentar numa taça cheia de cera quente.
E por isso, mais ou menos de mês em mês, recorro à BodyGroom Special Edition. Hoje contei o tempo que demorei a apara-los: cara, pernas, peito, axilas e púbis valeram-me 45 minutos. Só aparados porque não gosto de me ver sem pêlos. Acabei por habituar-me a eles.
E sinceramente, a única pele totalmente macia que admito é mesmo de uma mulher. O toque feminino quer-se sem pêlos, suave e quente. Nos homens sempre preferi os que têm pêlos porque são, na minha opinião, mais másculos. Sejam eles nas pernas, no peito ou mesmo num rabiosque. Os metrossexuais já tiveram o seu tempo meus amigos. Mas tenho certeza de que ainda resistem por aí uma meia dúzia de fãs do David Beckham.
Pior é o resto do corpo. Sempre tive pêlos: começaram logo por nascer nas pernas. Aos 20's ainda tinha apenas um carreirinho no peito, mas depressa se perdeu. No rabiosque, armaram-se em parvos nos últimos anos. Thank God que não chegam ao ponto de enrolarem. Se chegar a esse ponto, garanto que vão desaparecer. Nem que me tenha de sentar numa taça cheia de cera quente.
E por isso, mais ou menos de mês em mês, recorro à BodyGroom Special Edition. Hoje contei o tempo que demorei a apara-los: cara, pernas, peito, axilas e púbis valeram-me 45 minutos. Só aparados porque não gosto de me ver sem pêlos. Acabei por habituar-me a eles.
E sinceramente, a única pele totalmente macia que admito é mesmo de uma mulher. O toque feminino quer-se sem pêlos, suave e quente. Nos homens sempre preferi os que têm pêlos porque são, na minha opinião, mais másculos. Sejam eles nas pernas, no peito ou mesmo num rabiosque. Os metrossexuais já tiveram o seu tempo meus amigos. Mas tenho certeza de que ainda resistem por aí uma meia dúzia de fãs do David Beckham.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Por vezes, é bom ser jornalista
De entre toda a merda de gente que conheço, pessoas profundamente cinzentas, com as quais tenho de falar, mostrar algum interesse e fazer um "broche" (termo pouco técnico mas recorrente em jornalismo quando se elaboram artigos apenas para agradar a alguém), por vezes tenho o privilégio de contactar com pessoas absolutamente formidáveis. Regalias de uma profissão mal-amada. Tratam-se de mentes visionárias, com um pensamento que não encontra eco na generalidade dos portugueses. E nesses casos, eu é que sou o privilegiado por essa determinada individualidade me dispensar alguns minutos da sua vida para responder às minhas questões. Hoje tive o prazer de contactar, de formas diferentes, com duas personalidades.
De manhã assisti ao discurso de Al Gore, antigo vice-presidente dos Estados Unidos e Nobel da Paz, no âmbito de um Fórum da SAP (multinacional especialista em software). Inspirador, afável e com uma retórica de invejar, Al Gore cativou-me por completo. A mim e às centenas de empresários presentes. O tema, obviamente, foi dedicado à Sustentabilidade e Estratégias Económicas para a área ambiental. Infelizmente, não me foi dada a oportunidade de falar com ele. Não pertenço a um Expresso, Público, RTP ou semelhantes. Tão pouco sei se estes meios conseguiram, mas parece que o Al Gore tem uma política muito restrita no que toca conversas com os Media.
De tarde, fui entrevistar Steve Lewis, mentor do projecto Living PlanIT. Trata-se de uma personalidade mais low profile, mas vão passar a ouvir mais deste senhor nas próximas semanas. Conheci-o há um ano, quando apresentou pela primeira vez o seu desejo de edificar uma Cidade Inteligente, completamente tecnológica e amiga do ambiente. Um projecto de renome mundial e que começa a ganhar forma: já está em fase de construção em Paredes. Isso mesmo, no norte de Portugal. Ao bom estilo cowboy, com muitos "fucks" e "bullshits" pelo meio, explicou-me o que mudou desde há dois anos, o que já conquistou e os seus planos para o futuro. E é absolutamente incrível o quanto este projecto único pode mudar Portugal, ao nível do Conhecimento, Pesquisa e Tecnologia.
Tartaruga sentiu-se pequenino hoje. Mas este sorriso, ninguém o tira da minha cara
De manhã assisti ao discurso de Al Gore, antigo vice-presidente dos Estados Unidos e Nobel da Paz, no âmbito de um Fórum da SAP (multinacional especialista em software). Inspirador, afável e com uma retórica de invejar, Al Gore cativou-me por completo. A mim e às centenas de empresários presentes. O tema, obviamente, foi dedicado à Sustentabilidade e Estratégias Económicas para a área ambiental. Infelizmente, não me foi dada a oportunidade de falar com ele. Não pertenço a um Expresso, Público, RTP ou semelhantes. Tão pouco sei se estes meios conseguiram, mas parece que o Al Gore tem uma política muito restrita no que toca conversas com os Media.
De tarde, fui entrevistar Steve Lewis, mentor do projecto Living PlanIT. Trata-se de uma personalidade mais low profile, mas vão passar a ouvir mais deste senhor nas próximas semanas. Conheci-o há um ano, quando apresentou pela primeira vez o seu desejo de edificar uma Cidade Inteligente, completamente tecnológica e amiga do ambiente. Um projecto de renome mundial e que começa a ganhar forma: já está em fase de construção em Paredes. Isso mesmo, no norte de Portugal. Ao bom estilo cowboy, com muitos "fucks" e "bullshits" pelo meio, explicou-me o que mudou desde há dois anos, o que já conquistou e os seus planos para o futuro. E é absolutamente incrível o quanto este projecto único pode mudar Portugal, ao nível do Conhecimento, Pesquisa e Tecnologia.
Tartaruga sentiu-se pequenino hoje. Mas este sorriso, ninguém o tira da minha cara
terça-feira, 19 de outubro de 2010
No hablo Gaga
Só quando conseguir finalmente perceber quem é o Alejandro, o Fernando e o Roberto e o que raio fazem todos na mesma canção, é que ponho a hipótese remota de ir ao concerto. E se esgotar entretanto, temos pena.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
domingo, 17 de outubro de 2010
Passeios pouco virtuosos
Foi preciso arranjar um namorado de Aveiro para ele me levar à Quinta da Regaleira. Nunca lá tinha posto os pés. Talvez por desinteresse já que por falta de oportunidade não o foi de certeza. Enquanto os restantes aventureiros que minavam a Quinta passeavam, quais putos à descoberta dos "tesouros" escondidos, eu deliciava-me com as grutas. Descobri que as considero altamente afrodisíacas e cada vez que ficava um pouco mais escuro, o meu namorado tinha-me de por na ordem. Mas que culpa tinha eu?! Sem luz tinha de apalpar para descobrir o caminho, certo? Não sei se é fetiche (porque não existem referências na Internet) mas acho que tenho um novo hobby a explorar.
![]() | |
| Vida e Morte, Mentira, Virtude |
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Dormência
Serei o único francamente desiludido com este país? Estará o povo acostumado às barbaridades que estão a acontecer e demasiado adormecido para se manifestar? Ou exigir penalidades judiciais para a má gestão governamental? Estou cansado de políticos de bancada, que se revoltam em mesas de café para depois não agirem. Este último pacote de austeridade anunciado pelo Governo deitou por terra as minhas crenças de que estávamos no caminho certo. Medida atrás de medida, o alvo é sempre o mesmo e a classe média em breve deixará de existir. Aqueles que vivem em cenários sociais mais frágeis... nem sei como vão viver nos próximos cinco anos. Cortes nas pensões, ordenados, ajudas sociais, IVA, IRS... todos os cortes e aumentos abrangem os que menos auferem. E sem classe média como se recupera a economia? Estou desmotivado com o que vejo. Sinto-me dormente por não haver um roadmap para a recuperação do país. É como os trabalhos rodoviários: tapa-se com areia para que no Inverno o buraco simplesmente volte a aparecer.
Gostava de ter uma vida estável. Felizmente tenho um óptimo suporte familiar, pelo que sei que a crise vai passar-me relativamente ao lado. Mas quero a minha independência, quero ser capaz de me suportar sozinho. Trabalho já há algum tempo e progressão na carreira está visto que é nula. Disseram-me que o jornalismo era como uma longa caminhada no deserto. Tão pouco cheguei a um salário de quatro dígitos e, pelo caminho que o país está a seguir, não chegarei lá tão cedo. Além disso, já não suporto o meu local de trabalho.
Ando seriamente a pensar em emigrar. Pela primeira vez coloco essa possibilidade e desistir deste país. Quando comentei com o Luís disse-me prontamente: vamos.Também ele está cansado dos recibos verdes, de lhe terem baixado o (possível) ordenado, das poucas perspectivas de melhor emprego e, cereja em cima do bolo, das portagens nas SCUT.
Para já estamos a pensar na Suíça.
Gostava de ter uma vida estável. Felizmente tenho um óptimo suporte familiar, pelo que sei que a crise vai passar-me relativamente ao lado. Mas quero a minha independência, quero ser capaz de me suportar sozinho. Trabalho já há algum tempo e progressão na carreira está visto que é nula. Disseram-me que o jornalismo era como uma longa caminhada no deserto. Tão pouco cheguei a um salário de quatro dígitos e, pelo caminho que o país está a seguir, não chegarei lá tão cedo. Além disso, já não suporto o meu local de trabalho.
Ando seriamente a pensar em emigrar. Pela primeira vez coloco essa possibilidade e desistir deste país. Quando comentei com o Luís disse-me prontamente: vamos.Também ele está cansado dos recibos verdes, de lhe terem baixado o (possível) ordenado, das poucas perspectivas de melhor emprego e, cereja em cima do bolo, das portagens nas SCUT.
Para já estamos a pensar na Suíça.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
A pedido de várias famílias...
Pronto, minto com quantas escamas tenho na carapaça. Foi apenas um e-mail que recebi, leitor indignado, a queixar-se de que estava a enganar os meus seguidores. (não com este tom... tenho a mania de exagerar).
Ui e são tantos tantos, tantos seguidores que, por medo de uma quebra de popularidade, decidi publicar a foto do banho internacional. Como disse, a casa-de-banho era bastante ranhosa. Uma banheira miserável, com direito a apoios para os velhotes e até mesmo um daqueles tapetes anti-aderentes que previnem fracturas da bacia. Nem sais minerais tinha, tendo recorrido a shampoo e gel de banho para criar as bolhinhas que vêem na foto. Para piorar, depois do banho de banheira, tive de tomar um duche para limpar a pele de todos os químicos. Sim Zoninho, eu sei: Nada ecológico mas fiquei com um rabinho tão suave, tão suave que até dava gosto. Para piorar, o espaço era tão reduzido que, ao escorregar, enfiei a minha tartaruga de bolso dentro de água. Resultado? Largos minutos a secá-la com o secador de parede. E é só isto.
Ui e são tantos tantos, tantos seguidores que, por medo de uma quebra de popularidade, decidi publicar a foto do banho internacional. Como disse, a casa-de-banho era bastante ranhosa. Uma banheira miserável, com direito a apoios para os velhotes e até mesmo um daqueles tapetes anti-aderentes que previnem fracturas da bacia. Nem sais minerais tinha, tendo recorrido a shampoo e gel de banho para criar as bolhinhas que vêem na foto. Para piorar, depois do banho de banheira, tive de tomar um duche para limpar a pele de todos os químicos. Sim Zoninho, eu sei: Nada ecológico mas fiquei com um rabinho tão suave, tão suave que até dava gosto. Para piorar, o espaço era tão reduzido que, ao escorregar, enfiei a minha tartaruga de bolso dentro de água. Resultado? Largos minutos a secá-la com o secador de parede. E é só isto.
![]() |
| eu avisei que eram fraquinhas |
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Ooh La La
Afinal, de todas as maneiras de como Paris podia correr mal nenhuma se concretizou. Os terroristas perderam a oportunidade de me aniquilarem, o sol sempre brilhou ainda que as noites fossem frias, e a Greve Geral não afectou o meu voo. Sim, o quarto tinha banheira mas a casa-de-banho era estupidamente pequena para um hotel de cinco estrelas. Fotografei-me mas aparecia sempre mais de mim do que queria publicar. E quando não aparecia, sinceramente... não tinham piada. Por isso, pas de photo pour vous.
Infelizmente, a história repete-se e mais uma vez, não vi praticamente nada. Passeei pelos Champs Elysees, passando pela La Place de la Concorde, até ao Arc de Triomphe. Pelo cantinho do olho, semicerrado, consegui ver um petit peu da Tour Eiffel e do Musée du Louvre. Nada mais.
De resto, os franceses são intragáveis e fazia-lhes falta uma pila de cavalo a sangue frio pelo cu acima para ver se espevitavam. Para capital da moda vestem-se mal, são sujos e mal-educados. Os únicos decentes eram mesmo os gays que se cheiravam à distância. O trânsito é infernal e vence sempre a lei do mais forte: ou sais da frente, ou passo-te a ferro. Além disso, quando se falava com os franceses em inglês, respondiam em francês. SEMPRE. Ou o episódio da empregada reles de café que, depois de me perguntar se eu era português e eu responder que sim, me virou as costas. La vache. Já sei como se sentem os ciganos.
Mas sim. Sem dúvida que me parece uma cidade que vale a pena uma segunda visita. De férias. Quatro dias devem ser suficientes. Avec Louis, s'il vous plaît
Infelizmente, a história repete-se e mais uma vez, não vi praticamente nada. Passeei pelos Champs Elysees, passando pela La Place de la Concorde, até ao Arc de Triomphe. Pelo cantinho do olho, semicerrado, consegui ver um petit peu da Tour Eiffel e do Musée du Louvre. Nada mais.
De resto, os franceses são intragáveis e fazia-lhes falta uma pila de cavalo a sangue frio pelo cu acima para ver se espevitavam. Para capital da moda vestem-se mal, são sujos e mal-educados. Os únicos decentes eram mesmo os gays que se cheiravam à distância. O trânsito é infernal e vence sempre a lei do mais forte: ou sais da frente, ou passo-te a ferro. Além disso, quando se falava com os franceses em inglês, respondiam em francês. SEMPRE. Ou o episódio da empregada reles de café que, depois de me perguntar se eu era português e eu responder que sim, me virou as costas. La vache. Já sei como se sentem os ciganos.
Mas sim. Sem dúvida que me parece uma cidade que vale a pena uma segunda visita. De férias. Quatro dias devem ser suficientes. Avec Louis, s'il vous plaît
domingo, 10 de outubro de 2010
5 formas de como Paris pode correr mal
1. O Boletim Meteorológico estar errado e apanhar chuva
2. A Greve Geral francesa não ser desmarcada e ficar preso no aeroporto
3. Ocorrer um ataque terrorista depois de tantas ameaças
4. O quarto de hotel não ter uma banheira
5. Ou perder o voo amanhã (e as alíneas anteriores deixam de fazer sentido)
2. A Greve Geral francesa não ser desmarcada e ficar preso no aeroporto
3. Ocorrer um ataque terrorista depois de tantas ameaças
4. O quarto de hotel não ter uma banheira
5. Ou perder o voo amanhã (e as alíneas anteriores deixam de fazer sentido)
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Subscrever:
Mensagens (Atom)






