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quinta-feira, 25 de novembro de 2010
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Under the Shell: Resolução
Olá, o meu nome é... Speedy e nasci em Julho. Sou, por isso, Leão de gema, com tudo o que de mau e bom acompanha este signo. Uma das minhas ex-namoradas, que namorei por volta dos meus vinte e poucos anos, teve o trabalho de pesquisar o meu ascendente. Dizia que tinha má índole, com alguma razão tenho de admitir. E lá descobriu que o meu ascendente é escorpião. O namoro acabou, curiosamente, depois da viagem de finalistas. Poucos dias antes de regressar, uma pedinte brasileira - quase bruxa - pegou-me na mão e disse-me que o meu avião de regresso a Portugal tinha o seu destino traçado: ia despenhar-se no mar. Lá fui forçado pelos meus colegas a dar-lhe dinheiro para que este futuro não acontecesse. Pudera: eles tinham bilhetes para o mesmo voo que eu. Entregou-me umas "figas" de madeira, em troca do dinheiro, que ainda hoje conservo na carteira.
Tive uma infância normal. A minha mãe inscreveu-me na catequese e, embora não me sentisse muito religoso, levei aquilo a sério, tendo completado todos os sacramentos. Era quase um desafio. Falta-me apenas o casamento religioso, a extrema unção e a Ordem, esta última referente ao ordenamento de padres. Entre os meus animais de estimação contaram-se cães e gatos, todos com um final triste. Desde a atropelamentos, envenenamento ou doenças terminais... todos acabaram por morrer miseravelmente. Peixes, uma cobra, uma formiga-leão, bichos de seda, um camaleão (capturado e mais tarde libertado no mesmo sítio)... já tive os mais estranhos. Nunca tive uma tartaruga, porque não quero.
Desde cedo que me interessei por desporto, gosto este que foi diminuindo com os anos. Fiz, por exemplo, natação durante muito tempo e ao passo que os meus amigos ganhavam peitorais e costas de nadadores, eu desenvolvi pés de pato. Hoje em dia já não faço desporto, mas tenho de regressar a qualquer actividade. A minha sorte é que nunca tive problemas de linha e sempre pude comer o que bem entendesse sem risco de engordar. Distúrbios alimentares são para os fracos.
As minhas costas também são largas, mas só se nota se eu estiver despido. Se tal acontecer, vão reparar que tenho apenas uma tatuagem nas costas. Se fizesse o piercing, a minha mãe matava-me. Diz que não percebe porque é que um "filho tão bonito quer estragar a cara". Olhos de mãe. Além de que, na minha profissão, não seria adequado.
Sou jornalista como sabem. Ainda assim, odeio praticamente tudo o que escrevo. Este texto incluído. Por falta de tempo, não posso dispensar mais de uma hora a um texto e fico sempre com a sensação de que podia ter feito melhor. E já dizia um antigo editor meu: "Não interessa se sabes escrever. O que interessa é que sejas um bom jornalista". E acho que até me vou safando bem.
Agora desculpem, que tenho de ir. Está quase a começar a nova temporada do Biggest Looser. E, logo à noite, se hoje voltar a ter insonias, sim, vou masturbar-me. Não sei se é efeito placebo, mas comigo funciona. Melhor do que comprimidos.
PS. Nas minhas dez opções havia, afinal, quatro informações erradas. Quando escrevi, não tive em conta a o Sacramento "Ordem" na opção 3. E depois já era tarde para alterar. Sendo assim, eram mentira, inicialmente, o 1, 8 e 10, a que junto agora o 3. E lamento: não há cá prémios de consolação.
Tive uma infância normal. A minha mãe inscreveu-me na catequese e, embora não me sentisse muito religoso, levei aquilo a sério, tendo completado todos os sacramentos. Era quase um desafio. Falta-me apenas o casamento religioso, a extrema unção e a Ordem, esta última referente ao ordenamento de padres. Entre os meus animais de estimação contaram-se cães e gatos, todos com um final triste. Desde a atropelamentos, envenenamento ou doenças terminais... todos acabaram por morrer miseravelmente. Peixes, uma cobra, uma formiga-leão, bichos de seda, um camaleão (capturado e mais tarde libertado no mesmo sítio)... já tive os mais estranhos. Nunca tive uma tartaruga, porque não quero.
Desde cedo que me interessei por desporto, gosto este que foi diminuindo com os anos. Fiz, por exemplo, natação durante muito tempo e ao passo que os meus amigos ganhavam peitorais e costas de nadadores, eu desenvolvi pés de pato. Hoje em dia já não faço desporto, mas tenho de regressar a qualquer actividade. A minha sorte é que nunca tive problemas de linha e sempre pude comer o que bem entendesse sem risco de engordar. Distúrbios alimentares são para os fracos.
As minhas costas também são largas, mas só se nota se eu estiver despido. Se tal acontecer, vão reparar que tenho apenas uma tatuagem nas costas. Se fizesse o piercing, a minha mãe matava-me. Diz que não percebe porque é que um "filho tão bonito quer estragar a cara". Olhos de mãe. Além de que, na minha profissão, não seria adequado.
Sou jornalista como sabem. Ainda assim, odeio praticamente tudo o que escrevo. Este texto incluído. Por falta de tempo, não posso dispensar mais de uma hora a um texto e fico sempre com a sensação de que podia ter feito melhor. E já dizia um antigo editor meu: "Não interessa se sabes escrever. O que interessa é que sejas um bom jornalista". E acho que até me vou safando bem.
Agora desculpem, que tenho de ir. Está quase a começar a nova temporada do Biggest Looser. E, logo à noite, se hoje voltar a ter insonias, sim, vou masturbar-me. Não sei se é efeito placebo, mas comigo funciona. Melhor do que comprimidos.
PS. Nas minhas dez opções havia, afinal, quatro informações erradas. Quando escrevi, não tive em conta a o Sacramento "Ordem" na opção 3. E depois já era tarde para alterar. Sendo assim, eram mentira, inicialmente, o 1, 8 e 10, a que junto agora o 3. E lamento: não há cá prémios de consolação.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Under the Shell
Só encontro comparação às camisas à lenhador que estão de regresso, depois de mortas e cremadas nos anos 90. Maldita hora em que as doei todas a uma associação aqui perto de casa. Enquanto eu não acompanho a moda (nem quero), os toxicodependentes nunca estiveram tão fashion. E isto porquê? Porque o Psi quer recuperar uma moda de posts em cadeia que, ao que explicou, dominaram os blogues há dois anos. O propósito do jogo é contar dez factos sobre mim, sendo que três deles são mentira. Cabe-vos descobrir. Quanto a mim, como não recuso desafios, aqui ficam mais algumas informações que guardo sob a carapaça. Confesso que tive alguma dificuldade. Ainda para mais, depois de já ter publicado algumas dados bizarros sobre mim. E sim, vou passar a batata quente. Mais propriamente ao trio da cacofonia. Se não leiam lá isto rápido: Mark, Myke, Mike.
1. Tenho um piercing no sobrolho
2. Adoro o Biggest Looser
3. A nível religoso, só me falta dois sacramentos: o Casamento e a Extrema Unção
4. Tive de subornar uma pedinte brasileira para que me retirasse uma "maldição"
5. Sou Leão, com ascendente em Escorpião
6. Odeio praticamente tudo o que escrevo
7. Quando tenho insónias, masturbo-me
8. Não sei nadar
9. Já tive um camaleão como animal de estimação
10. Já sofri de um distúrbio alimentar
1. Tenho um piercing no sobrolho
2. Adoro o Biggest Looser
3. A nível religoso, só me falta dois sacramentos: o Casamento e a Extrema Unção
4. Tive de subornar uma pedinte brasileira para que me retirasse uma "maldição"
5. Sou Leão, com ascendente em Escorpião
6. Odeio praticamente tudo o que escrevo
7. Quando tenho insónias, masturbo-me
8. Não sei nadar
9. Já tive um camaleão como animal de estimação
10. Já sofri de um distúrbio alimentar
domingo, 21 de novembro de 2010
Teoria ABC
"Abstinence, Be Faithful e Condom. É a chamada teoria ABC, defendida pelo próprio Papa Bento XVI, que provocou alguma euforia junto dos principais organismos não governamentais mundiais, alguns receios da Igreja e surpreendeu católicos um pouco por todo o mundo. Num livro a ser lançado na próxima terça-feira, que teve como base uma entrevista feita ao Papa, são abordados os principais problemas mundiais. Um deles, o flagelo da SIDA e o preservativo como método de combate à disseminação da doença.Em conversa com o jornalista que escreveu o livro, "Light of the World: The Pope, the Church and the Signs of the Times", o Papa Bento XVI reflecte sobre o preservativo, depois da polémica viagem que fez a África. Nos excertos publicados pelo jornal oficial do Vaticano, "L'Osservatore Romano", é publicada a resposta completa do Papa. Mas eu, preguiçoso, recorro à tradução da Renascença:
"Pode haver casos pontuais, justificados, como por exemplo a utilização do preservativo por um prostituto, em que a utilização do preservativo possa ser um primeiro passo para a moralização, uma primeira parcela de responsabilidade para voltar a desenvolver a consciência de que nem tudo é permitido e que não se pode fazer tudo o que se quer. Não é, contudo, a forma apropriada para controlar o mal causado pela infecção por HIV. Essa tem, realmente, de residir na humanização da sexualidade"
Pela primeira vez, um Papa, Bento XVI, admitiu o uso do preservativo "em certos casos", "para reduzir os riscos de contaminação", o que aparenta ser uma flexibilização da postura severa da Igreja a respeito do tema. Embora reconheça que foi um grande passo, aqui o Speedy é do contra e não apreciou o exemplo dado pelo Santo Pontífice. Ele exemplificou o uso do preservativo, como último recurso, para os prostitutos masculinos. Ou seja, os homens que se prostituem e não os homens que recorrem à prostituição.
Ora, num continente onde 61% dos infectados são mulheres, com idades compreendidas entre os 15 e os 25 anos (seis vezes mais susceptíveis de contrair a doença do que os jovens do sexo masculino na mesma faixa etária) de acordo com o Banco Mundial, não creio que sejam elas, numa sociedade onde a emancipação feminina é ainda uma miragem, a contratar prostitutos masculinos para o seu bel prazer levando ao aumento dos casos de SIDA. Penso que o target imoral, que devia desenvolver uma consciência de que nem tudo é permitido, do Papa era outro... mas resta-me comprar o livro para tirar as dúvidas.
sábado, 20 de novembro de 2010
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Mão no Bolso
Um fabricante alemão de caixões funerários decidiu lançar uma linha especialmente desenhada para clientes homossexuais.Com decoração homoerótica no exterior e um interior luxuoso, o casal (também eles gays) esperam que o grupo de consumidores homossexual abra os cordões à bolsa e invista nesta pequena idiotice. Dizem eles que os gays continuam a ser um dos grupos de consumidores com maior poder de compra e que ainda existem poucas marcas que ofereçam produtos específicos para este target. Embora o produto seja uma boa merda, desculpem a franqueza, eles têm razão nos seus argumentos.
Estamos a assistir à explosão de conteúdos e produtos especificamente direccionados para os gays. Sejam eles videoclips com beijos entre homens, cantoras que baseiam a sua carreira nos fãs gays, séries de televisão (e consequente merchandising) com personagens homossexuais, habitações, bebidas, ginásios, hotéis, roupa, etc. etc. etc., ao ponto de me deixar nauseado. De acordo com um estudo norte-americano, o "Gay Buying Power" deverá rondar os 2 triliões de dólares em 2012. Uma fatia apetitosa para os fabricantes, em especial, numa economia frágil como a que vivemos. Além disso, explica o estudo, os gays são consumidores leais quando uma marca específica apoia a comunidade gay e promove igualdade de direitos. Sinal disso é que cada vez mais companhias da lista Fortune 500 estão a abraçar os movimentos LGBT, através da introdução de políticas não discriminatórias, apoio financeiro para organizações que promovam a igualdade, entre outras medidas.
E esta alteração de estratégia não cessará de acordo com os especialistas. Para os fabricantes, nós, os gays somos: por norma licenciados; sem filhos; com uma conta bancária recheada; optimistas quanto à recuperação económica; e estamos dispostos a adquirir produtos premium, a preços mais altos e serviços de luxo. Se por um lado, são boas notícias para a comunidade gay, já que deixamos de ser ignorados pelas marcas, por outro não sejam cegos e açambarquem tudo o que tenha um arco-íris no pacote. A maioria das marcas não pensa numa perspectiva humanista. Mas sim economicista. Para elas, eu e vocês somos apenas um cartão de débito e estão-se a cagar para os nossos direitos.
A minha sorte, e se puder dizer isto desta forma, é que tenho gostos muito heterossexuais e as marcas dificilmente me cativarão pelo simples facto de, vindo do nada, começarem a apoiar a causa gay e a lançarem confettis. Pagar mais por um caixão pintado e com forros de seda por dentro? Debaixo de terra apodrecemos todos da mesma maneira.
Estamos a assistir à explosão de conteúdos e produtos especificamente direccionados para os gays. Sejam eles videoclips com beijos entre homens, cantoras que baseiam a sua carreira nos fãs gays, séries de televisão (e consequente merchandising) com personagens homossexuais, habitações, bebidas, ginásios, hotéis, roupa, etc. etc. etc., ao ponto de me deixar nauseado. De acordo com um estudo norte-americano, o "Gay Buying Power" deverá rondar os 2 triliões de dólares em 2012. Uma fatia apetitosa para os fabricantes, em especial, numa economia frágil como a que vivemos. Além disso, explica o estudo, os gays são consumidores leais quando uma marca específica apoia a comunidade gay e promove igualdade de direitos. Sinal disso é que cada vez mais companhias da lista Fortune 500 estão a abraçar os movimentos LGBT, através da introdução de políticas não discriminatórias, apoio financeiro para organizações que promovam a igualdade, entre outras medidas.
E esta alteração de estratégia não cessará de acordo com os especialistas. Para os fabricantes, nós, os gays somos: por norma licenciados; sem filhos; com uma conta bancária recheada; optimistas quanto à recuperação económica; e estamos dispostos a adquirir produtos premium, a preços mais altos e serviços de luxo. Se por um lado, são boas notícias para a comunidade gay, já que deixamos de ser ignorados pelas marcas, por outro não sejam cegos e açambarquem tudo o que tenha um arco-íris no pacote. A maioria das marcas não pensa numa perspectiva humanista. Mas sim economicista. Para elas, eu e vocês somos apenas um cartão de débito e estão-se a cagar para os nossos direitos.
A minha sorte, e se puder dizer isto desta forma, é que tenho gostos muito heterossexuais e as marcas dificilmente me cativarão pelo simples facto de, vindo do nada, começarem a apoiar a causa gay e a lançarem confettis. Pagar mais por um caixão pintado e com forros de seda por dentro? Debaixo de terra apodrecemos todos da mesma maneira.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Out 100: Portugal Edition
Pois bem, apresento-vos o top nacional. E ficamos pelas cinco figuras públicas que tenham promovido a causa LGBT em 2010, já que chegar às cem é mesmo para esquecer.
E é exactamente este o período tido em consideração para esta lista: 2010. Agradeço as vossas participações, alguns nomes que avançaram, mas, na minha opinião, algumas destacaram-se em anos transactos pelo que coloquei-as de parte. Outras, conhecemos-las efectivamente em 2008 e 2009, mas tiveram desenlaces que considero dignos de nota. Sustento a escolha que fiz no contributo de cada uma delas para a aceitação dos direitos LGBT e, principalmente, pela sua influência para a mudança de mentalidades em Portugal. Sem qualquer ordem de valoração, passemos à lista.
Tornou-se o primeiro homossexual assumido a entrar no Parlamento português, pela mão do PS e não do Bloco de Esquerda, apesar de Miguel Vale de Almeida ser um dos seus fundadores. O activista gay bateu-se, como ninguém, pela defesa do casamento homossexual e creio que, embora agora esteja um pouco afastado dos holofotes dos media, vamos sempre ouvir o seu nome quando estiverem em causa os direitos da comunidade LGBT. Foi o que aconteceu com a Lei de Identidade de Género e, mais recentemente, com o apadrinhamento de crianças. De resto, não tenho dúvidas de que estamos bem representados na Assembleia, no que toca a estes temas.
E ainda dentro do tema do casamento homossexual, foi com muita alegria que li sobre o primeiro casamento gay a ocorrer em Portugal. Um verdadeiro exemplo de força: o casal Helena Paixão e Teresa Pires. Quando tentaram casar pela primeira vez, receberam o "Não" sob o olhar atento da comunicação social. Corria o ano de 2006 e era um dos jornalistas presentes na sala. Comoveram-me bastante e desde então segui de perto a sua história. Ainda que me tivessem recusado dar uma entrevista.... as malvadas :). Este ano casaram. E espero que a vida deles melhore a partir de agora.
Adiciono à lista a Solange F. Sim, ela assumiu ser lésbica em 2008 mas foi este ano que a apresentadora foi mãe, segundo ela, fruto de uma inseminação artificial. Sem pudores, penso que Solange está a pagar na pele a sua frontalidade, tendo sido lentamente afastada da televisão. Seja como for, continua a falar abertamente sobre a sua sexualidade, tendo colocado o dedo na ferida quando anunciou que era lésbica e que estava grávida. Um dos próximos temas que, a meu ver, mereceriam ser discutidos na Assembleia. Mas a seu tempo.
Uff, e sim, isto deu-me um trabalho valente. Mas para o ano, e se ainda estiver por aqui, farei de novo o mesmo. Mas já agora, quem na vossa opinião merecia ser destacado? E já agora, quem não?
E é exactamente este o período tido em consideração para esta lista: 2010. Agradeço as vossas participações, alguns nomes que avançaram, mas, na minha opinião, algumas destacaram-se em anos transactos pelo que coloquei-as de parte. Outras, conhecemos-las efectivamente em 2008 e 2009, mas tiveram desenlaces que considero dignos de nota. Sustento a escolha que fiz no contributo de cada uma delas para a aceitação dos direitos LGBT e, principalmente, pela sua influência para a mudança de mentalidades em Portugal. Sem qualquer ordem de valoração, passemos à lista.
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| "Acho que, em Portugal, as pessoas aprenderam uma coisa fundamental com a democracia: o respeito aos direitos individuais" |
Tornou-se o primeiro homossexual assumido a entrar no Parlamento português, pela mão do PS e não do Bloco de Esquerda, apesar de Miguel Vale de Almeida ser um dos seus fundadores. O activista gay bateu-se, como ninguém, pela defesa do casamento homossexual e creio que, embora agora esteja um pouco afastado dos holofotes dos media, vamos sempre ouvir o seu nome quando estiverem em causa os direitos da comunidade LGBT. Foi o que aconteceu com a Lei de Identidade de Género e, mais recentemente, com o apadrinhamento de crianças. De resto, não tenho dúvidas de que estamos bem representados na Assembleia, no que toca a estes temas.
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| "Sabe, deve ser precisa muita coragem para ser homossexual neste país. A humilhação é diária, persistente, mesquinha. Entendo aliás que um homossexual não se queira expor" |
E ainda dentro do tema do casamento homossexual, foi com muita alegria que li sobre o primeiro casamento gay a ocorrer em Portugal. Um verdadeiro exemplo de força: o casal Helena Paixão e Teresa Pires. Quando tentaram casar pela primeira vez, receberam o "Não" sob o olhar atento da comunicação social. Corria o ano de 2006 e era um dos jornalistas presentes na sala. Comoveram-me bastante e desde então segui de perto a sua história. Ainda que me tivessem recusado dar uma entrevista.... as malvadas :). Este ano casaram. E espero que a vida deles melhore a partir de agora.
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| "Sou Lésbica. E então?!" |
Adiciono à lista a Solange F. Sim, ela assumiu ser lésbica em 2008 mas foi este ano que a apresentadora foi mãe, segundo ela, fruto de uma inseminação artificial. Sem pudores, penso que Solange está a pagar na pele a sua frontalidade, tendo sido lentamente afastada da televisão. Seja como for, continua a falar abertamente sobre a sua sexualidade, tendo colocado o dedo na ferida quando anunciou que era lésbica e que estava grávida. Um dos próximos temas que, a meu ver, mereceriam ser discutidos na Assembleia. Mas a seu tempo.
Uff, e sim, isto deu-me um trabalho valente. Mas para o ano, e se ainda estiver por aqui, farei de novo o mesmo. Mas já agora, quem na vossa opinião merecia ser destacado? E já agora, quem não?
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Out 100
Demorei eu sei, mas a minha vida não tem sido fácil. Peço desculpa, trabalhadores e estudantes, mas estou de... férias =D.
Now to business. Já saiu a lista "Out 100", na sua 16ª edição. A revista gay norte-americana apontou as cem personalidades gays e aliadas do movimento LGBT que se destacaram este ano, e fotografou-as em três encontros diferentes: no mítico Studio 54, no Stonewall Riots e no Truman Capote’s Black and White Ball. Vale a pena ver as fotos, ainda que muitas caras e nomes nos sejam estranhas. Em 2010, a capa, o spotlight da lista, honra cinco rostos que simbolizam enormes avanços na aceitação dos direitos LGBT e na mudança de mentalidades. Ricky Martin surge em destaque, uma das maiores estrelas pop a nível mundial.Segue-se Rachel Maddow, comentadora política, Johnny Weir, um patinador olímpico sui generis, Nate Berkus, um apresentador já nosso conhecido dos tempos da Oprah, e a fantástica Juliane Moore (sou louco por ruivas), estrela do filme "The Kids Are All Right" e aliada da causa LGBT.
Now to business. Já saiu a lista "Out 100", na sua 16ª edição. A revista gay norte-americana apontou as cem personalidades gays e aliadas do movimento LGBT que se destacaram este ano, e fotografou-as em três encontros diferentes: no mítico Studio 54, no Stonewall Riots e no Truman Capote’s Black and White Ball. Vale a pena ver as fotos, ainda que muitas caras e nomes nos sejam estranhas. Em 2010, a capa, o spotlight da lista, honra cinco rostos que simbolizam enormes avanços na aceitação dos direitos LGBT e na mudança de mentalidades. Ricky Martin surge em destaque, uma das maiores estrelas pop a nível mundial.Segue-se Rachel Maddow, comentadora política, Johnny Weir, um patinador olímpico sui generis, Nate Berkus, um apresentador já nosso conhecido dos tempos da Oprah, e a fantástica Juliane Moore (sou louco por ruivas), estrela do filme "The Kids Are All Right" e aliada da causa LGBT.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
priceless
Passou o dia todo a questionar-me se eu iria dar-lhe o anel. Consegui convence-lo de que não. Por isso, quando ele saiu do banho ao final da noite e desafiei-o a descobrir a prenda dele que entretanto tinha escondido no quarto, corou quando encontrou a caixa das alianças. Nervoso foi incapaz de abrir o saco. Se calhar desconfiava que era mentira. Retirei-lhe das mãos e tirei lá de dentro a caixa, segurando-a sob o olhar atento dele. De repente começou aos pulos em cima da cama, qual criança. Juro-vos que nunca o tinha visto tão feliz. Começa a rir às gargalhadas para de repente suster a respiração enquanto eu abria a caixa e revelava as duas alianças de prata. Comoveu-se. Expliquei-lhe que, para mim, dar-lhe um anel era um grande passo. Não sou de promessas, tampouco compromissos. Mas também que não tinha dúvidas do que sentia. Pedi-lhe que continuasse a crescer e que me encorajasse a crescer também como Homem. Tirei o meu anel e coloquei-o. Serviu na perfeição.
Depois tentei colocar-lhe o dele. Sim, leram isso mesmo... tentei. Porque aqui o Speedy, com tanta faltinha de jeito para romantismos e detalhes, comprou um anel três tamanhos abaixo do dele. Enquanto eu me ria à gargalhada, ele não se dava por vencido. Colocou-o na mão esquerda (por norma mais pequena do que a direita) e só o voltou a tirar quando já lhe doía o dedo. Até eu guardar o anel dentro da caixa, era vê-lo a dar um beijo no anel e outro em mim. A dizer que me amava e que ao anel também.
Hoje, tinha o dedo inchado tal foi o esforço. Enfim, já telefonei para a ourivesaria e lá para o final da semana tenho o anel certo. Ou isso, ou dou mais uns euritos e compro um relógio lindo que havia lá para mim. O que conta é a intenção certo?
Depois tentei colocar-lhe o dele. Sim, leram isso mesmo... tentei. Porque aqui o Speedy, com tanta faltinha de jeito para romantismos e detalhes, comprou um anel três tamanhos abaixo do dele. Enquanto eu me ria à gargalhada, ele não se dava por vencido. Colocou-o na mão esquerda (por norma mais pequena do que a direita) e só o voltou a tirar quando já lhe doía o dedo. Até eu guardar o anel dentro da caixa, era vê-lo a dar um beijo no anel e outro em mim. A dizer que me amava e que ao anel também.
Hoje, tinha o dedo inchado tal foi o esforço. Enfim, já telefonei para a ourivesaria e lá para o final da semana tenho o anel certo. Ou isso, ou dou mais uns euritos e compro um relógio lindo que havia lá para mim. O que conta é a intenção certo?
Post com Hora Agendada
Por altura em que este post se auto-publica, eu não estarei aqui. Não é preciso ser bruxo para saber que estarei na cama, com o Luís, a brindar com vinho tinto ao nosso segundo aniversário.
Quem diria Sr. Speedy: uma relação estável? Bem dizem os meus amigos que sou bipolar. Uma relação de dois anos, à distância e com um homem. Uau. Até eu nem acredito. Esta relação tinha tudo para dar errado mas o Luís soube ser paciente. Poderia acusa-lo de manipulador, que me levou a dar os passos todos, mas ele não tem coração para isso. Fui eu que lhe pedi o primeiro beijo, em namoro, lhe tirei as calças pela primeira vez e que agora lhe ofereço as alianças. Sim, paciente é a palavra certa. Nunca forçou nada. Apenas prometeu, corria o ano da Graça de 2008, que nunca sairia do meu lado. E não é por menos que esta é a nossa música.
"I'm not moving". Pois, eu também não. E vocês sejam felizes.
Quem diria Sr. Speedy: uma relação estável? Bem dizem os meus amigos que sou bipolar. Uma relação de dois anos, à distância e com um homem. Uau. Até eu nem acredito. Esta relação tinha tudo para dar errado mas o Luís soube ser paciente. Poderia acusa-lo de manipulador, que me levou a dar os passos todos, mas ele não tem coração para isso. Fui eu que lhe pedi o primeiro beijo, em namoro, lhe tirei as calças pela primeira vez e que agora lhe ofereço as alianças. Sim, paciente é a palavra certa. Nunca forçou nada. Apenas prometeu, corria o ano da Graça de 2008, que nunca sairia do meu lado. E não é por menos que esta é a nossa música.
"I'm not moving". Pois, eu também não. E vocês sejam felizes.
domingo, 14 de novembro de 2010
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Apadrinha-me. Já!
Numa altura em que discute apenas poeira, se os casais homossexuais podem ou não apadrinhar civilmente crianças institucionalizadas, se trata-se de uma leitura errónea da Lei ou um buraco legal (previsto, dirão algumas teorias da conspiração), o importante era sublinhar que o amor existe em qualquer família carinhosa. Seja ela constituída por dois homens, duas mulheres, um político solteiro ou uma velhota com um cão. Arre sociedade atrasada!
Por exemplo, este aqui da fotografia é um bom exemplo de como a orientação sexual não influencia, em nada, o crescimento emotivo e social de uma criança. Tampouco o amor, se atentarem ao que ele vai dizendo. Bem que ele me podia apadrinhar civilmente. Só de imaginar os banhos...
Por exemplo, este aqui da fotografia é um bom exemplo de como a orientação sexual não influencia, em nada, o crescimento emotivo e social de uma criança. Tampouco o amor, se atentarem ao que ele vai dizendo. Bem que ele me podia apadrinhar civilmente. Só de imaginar os banhos...
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segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Time is running up
Estou a uma semana de celebrar o segundo aniversário de namoro e não tenho prenda para lhe dar. Não é que o cabrão do meu namorado foi reduzindo, ao longo dos meses, as minhas possibilidades até me sobrar só uma? Senão vejamos: tinha pensado em oferecer-lhe um telemóvel há uns meses. Ele comprou um smartphone de repente, queixando-se depois de estar com falta de dinheiro. Ia sugerindo roupa e fui prontamente proibido. "Sou picuinhas", diz-me. O perfume escolheu, pediu para comprar numa das minhas viagens e agora quer dar-me o dinheiro por ele. Não há cá confianças. Bilhetes para peças, espectáculos e afins não vale a pena porque como moramos longe um do outro, é para esquecer. Como se trata do aniversário do nosso segundo ano de namoro, não me atrevo a dar livros ou CDs... só se for para levar com eles na mona. E assim estou... reduzido ao famigerado anel, a única prenda que ele me pede. Preciso de uma ideia de génio... e rapidamente, senão na próxima semana tenho uma anilha. HELPPPP
domingo, 7 de novembro de 2010
Já estão cansados da Popota? Então aqui vai
O que é que a Lady Gaga, a Diana Piedade dos Ídolos e o coreógrafo Marco Di Camillis têm em comum? A partir desta semana, têm o novo anúncio da Popota que está a inundar os blogs e as redes sociais. A primeira deu inspiração, a segunda a voz e o terceiro os passos de dança (que podem e devem aprender clickando aqui para garantirem sucesso num qualquer Trumps desta vida). E, mais um ano, ninguém vai ligar à pobre da avestruz que, mesmo com o silicone que colocou em 2009, está vaticinada ao esquecimento.
"Mas oh Speedy? É um anúncio perfeitamente idiota e nem sequer está a vender brinquedos."
Pois não. Está a vender telemóveis. Brevemente a hipopótama terá o seu Popota Mobile. Adivinhem lá o que os vossos sobrinhos de cinco anos vão querer no sapatinho?
"Mas oh Speedy? É um anúncio perfeitamente idiota e nem sequer está a vender brinquedos."
Pois não. Está a vender telemóveis. Brevemente a hipopótama terá o seu Popota Mobile. Adivinhem lá o que os vossos sobrinhos de cinco anos vão querer no sapatinho?
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