quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Christmas eve will find you



Original de Elvis Presley, de 1957, que se multiplicou em covers até aos nossos dias. Esta versão é cantada pelo Bublé. Uma melodia forte, com uma mensagem triste que agrada particularmente ao Speedy, que tem cérebro de emo.

"I'll be Home for Christmas" conta a história de alguém que sonha regressar a casa pelo Natal, para junto dos seus. Embora a longa distância, ele faz uma promessa e pede que à sua espera exista neve, azevinho e presentes na árvore. No entanto, a promessa não passa de um sonho. Ele sabe perfeitamente que não regressará... só será possível em espírito. E espera que o Amor que o aguardava, venha ao seu encontro. Onde quer que ele esteja. Pelo menos é a minha leitura.

I'm dreaming tonight of a place I love
Even more than I usually do
And although I know it's a long road back
I promise you

I'll be home for Christmas

You can count on me
Please have snow and mistletoe
And presents by the tree

Christmas eve will find you

Where the love light gleams
I'll be home for Christmas
If only in my dreams

I'll be home for Christmas

You can count on me
Please have some snow and mistletoe
And presents by the tree

Christmas eve will find me

Where the love light gleams
I'll be home for Christmas
If only in my dreams
If only in my dreams

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

49 coisas sobre mim

O desafio veio do Tiago, decidi seguir o exemplo do Gil e também acrescentei Sete Coisas que Odeio. Pois bem, não foi dos desafios mais fáceis (nem divertidossssss!!! Mas quem inventou este? Demorou tanto tempo a preencher) mas tentei ser criativo para ser, no mínimo, curioso de ler. Aqui ficam as respostas.

7 Coisas que pretendo fazer antes de morrer
  1. Ir a Nova Iorque
  2. Ver um Concerto dos Garbage (2011)
  3. Criar negócio próprio
  4. Explorar a minha Espiritualidade
  5. Aprender um instrumento musical
  6. ... talvez criar família
  7. Viciar-me em desporto

7 Coisas que mais digo
  1. Morre!
  2. Não me pagam para isto
  3. Desculpa, não ouvi. Estava a ignorar-te.
  4. Imbecil
  5. Estou aborrecido
  6. Gosto de ti
  7. Que culpa tenho eu... de ser adorável.
7 Coisas que amo
  1. Família, amigos e namorado (fica tudo despachado na mesma)
  2. Sabores fortes (menos picante)
  3. Garbage (grupo de música)
  4. Banhos quentes e dormir de manhã
  5. Beijos no pescoço
  6. Conhecer pessoas novas
  7. Que me desafiem
 7 Coisas que Odeio (haveria tanto mais para dizer)
  1. Falta de inteligência e de formação
  2. Pedantismo
  3. Que me menosprezem
  4. Gente que lê jornais nas papelarias sem os comprarem
  5. Transportes públicos
  6. Cheiro a fritos
  7. Legumes
7 Defeitos
  1. Arrogante
  2. Egocêntrico
  3. Desorganizado
  4. Desprendido
  5. Impaciente
  6. Rancoroso
  7. Convencido
7 Qualidades
  1. Educado
  2. Curioso
  3. Ambicioso
  4. Egocêntrico (sim, está nos defeitos também)
  5. Fiel 
  6. Easy going
  7. Humor

7 Coisas que faço bem
  1. Amizades (não necessariamente bilaterais)
  2. Auto-didacta
  3. Flirtar
  4. Gerir Emoções
  5. Cozinhar... mas só doces
  6. Bom ouvinte
  7. Preencher Questionários :p

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Out with the Old...

Voltei a fazer, o que eu chamo, de limpeza de vida social. Apanhei o telemóvel e apaguei todos os números que não uso há mais de um ano e que não faço questão sequer de usar.Geralmente ficaria por aqui, mas este ano foi diferente. Deve ser da aproximação aos trinta anos.

Não contente com a minha proeza, ataquei violentamente o Facebook tendo apagado, sem dó nem piedade: pessoas que só conheço o primeiro nome; os idiotas dos amigos dos meus amigos que pensam que são meus amigos porque termos amigos comuns (ufaaaa); Personagens dos tempos em que ainda era virgem e imberbe; Pessoas que pago para não reencontrar; figurinhas que nem sei sequer se ainda estão vivas e até família. Totalizei mais de cinquenta baixas. Completamente galvanizado, dirigi-me ao MSN. Eliminei e bloqueei a eito, pessoas que me irritam só pelo facto de estarem online e cujas vidas I couldn't care less. Se nunca mais lhes vou falar, porquê dar-lhes sequer a possibilidade de me clickarem? Não tenho paciência para estas simpatias ou etiquetas virtuais. Sei que qualquer dia, algum me há-de questionar: porquê? A resposta é simples: o tempo passa, as pessoas mudam. Porque fingir que se mantém um elo? Move on Bitch.

E só de pensar que ainda sobraram tantos que podiam ter levado com a guilhotina.
Está na hora de fazer novos amigos. Vou por um anúncio.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Post Selvagem

Pois, se estiveram atentos às notícias do fim-de-semana, já devem ter percebido que eu fui um dos prejudicados pelos cabrões dos espanhóis e mais as suas greves selvagens. Hijos de la gran puta que me foderam a viagem a Barcelona e ainda nem sei se vou reaver algum do dinheiro gasto. Para já, é só prejuízo. Para mim e para a TAP que tem vindo a assegurar uma noite e alimentação a todos os passageiros atingidos pela greve. Não admira que qualquer dia esteja privatizada. Enquanto em Espanha os passageiros ficaram no aeroporto, com direito a mantas e sandes, eu emborcava garrafas de vinho no Hotel Marriott, em Lisboa, à pala da TAP. Sim, estava a 20 minutos da minha cama mas, já que tinha direito, aproveitei a estadia, o jantar e o pequeno-almoço. E só não fiquei para almoço porque não gostava da ementa. Agora tenho reparado que tudo o que é hotel tem sempre uma bíblia na escrivaninha. É algo que sempre me intrigou e nunca encontrei uma explicação plausível para este fenómeno. Como também não encontro motivo para o Marriott disponibilizar, também, o Livro de Mormon já que nem é uma religião seguida em Portugal.
 

Mas nem tudo foi perdido. Apresento-vos a Árvore de Natal do Marriott


Apresento-vos um dos enfeites da Árvore de Natal do Marriott


Apresento-vos a minha nova amiga

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

A Crise é fodida

Eu vejo toda a gente a lamentar-se, a queixar-se da Crise, mas as grandes superfícies nunca estiveram tão cheias. Sim é Natal mas ver tanta gente, em dias de semana, a consumir como se não houvesse amanhã dá-me pontadas no córtex frontal. E os preços não estão nada amigáveis.
Levei tantos amassos, Deus meu, tantos amassos que quase me sinto violado. Se não engravidei foi por mera sorte! Claro que, quem tem dinheiro, tem sempre. Eu sei: eu até tenho uma poupança catita. Para verem que até estou à vontade, o meu cartão de crédito tem um plafond máximo de 250 euros. E só o fiz - contrariado - para baixar o spread da minha casa.

Agora também tenho bom senso e sei perfeitamente que os dias de hoje não estão propícios para se gastar e comprar prendas a torto e a direito para os amigos, primos, vizinhos e contactos do Facebook. Não que seja sovina. Simplesmente ultrapassa-me o facto da vasta maioria dos portugueses descurar os tempos complicados que se avizinham e não pensarem em poupar o pouco que seja.

Seja como for, vou passar o fim-de-semana a Barcelona.
Cheira-me a "banho internacional".
Até segunda, gente bonita!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Hoje é o dia...

Dormi até à 13h, coisa que adoro, e só abandonei o quente dos meus lençóis de flanela quando o estômago protestou. Enchi o bandulho, bebi o meu café acompanhado pelo cigarro e agora vou por mãos à obra e fazer algo que não faço há muito tempo. Escrever uma cartita de apresentação, actualizar o meu currículo e enviar para duas ou três pessoas escolhidas a dedo. E depois, já que estou com a mão na massa, actualizar o meu LinkedIn que, miserável, ainda só tem o meu nome e profissão, envergonhando-me perante as minhas duas centenas de contactos privilegiados. 
Ontem o dia foi no mínimo revelador e cheguei à conclusão de que não tenho futuro na empresa onde me encontro. Tinha todas as razões para me revoltar. Mas estranhamente, não o fiz. Sorri perante o ridículo da situação. Sorri porque acredito que a empresa não vai sobreviver à Crise. Sorri porque, em tempo de vacas magras, os maus funcionários e péssima gestão tornam-se visíveis.

Quando contei ao meu namorado o que se tinha passado, ele aconselhou-me calma. Mas aí é que está o problema. Eu estou calmo e completamente em paz. Terei tido um momento de "closure", como dizem os norte-americanos. Aceito o meu presente. Hoje é o dia de preparar um novo futuro.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Amor a ritmos desiguais

Uma colega saiu de casa do namorado, com quem partilhava uma relação de amor há dez anos. Embora ainda desconheça as razões que levaram à separação, ao estado de dor profunda com que a encontrei hoje, sei que ela o amava. Ela queria casar. Queria uma vida ao lado dele e até pensava engravidar no próximo ano. Ele, um sujeito seguro de si, bem parecido e formado, evitava dar qualquer passo neste sentido. Durante o fim-de-semana, ao que parece, chegaram a um "acordo". Assim não dá mais.

Já outra amiga teve uma conversa com o seu amigo colorido. Quero ser mais do que uma foda, terá dito. Ele, lamentou, e disse-lhe na cara que era uma mulher espectacular. Mas não dá. Que realmente estava à procura de alguém com quem assumir um compromisso, mas que não era ela. Que a minha colega quando iniciou este "jogo" conhecia as regras. Ela sabia. Aliás, disse-me que decidiu arriscar porque existia a possibilidade de ele se apaixonar. Infelizmente não aconteceu . Deu-se mal e chegou à conclusão inevitável: assim não dá.

Embora vos tenha dado situações bem diferentes uma da outra, as minhas amigas têm em comum mais do que imaginam. Uma queria casar e ter filhos. O namorado não. A outra estava apaixonada. O fuck buddy não. No fundo, viviam a relação a ritmos desiguais dos companheiros. E esta é, no meu ponto de vista, a principal razão que encontro para a morte de tantos relacionamentos. O problema reside em coincidir as expectativas com as vontades. Ainda para mais com vontades de outros, que não temos forma de controlar. O problema reside em viver o relacionamento ao mesmo compasso de quem nos acompanha.Mas será que existe sequer alguém que ame e viva no mesmo ritmo do que nós? Ou será mais alguém que decida, por amor, atrasar/adiantar o compasso?

domingo, 28 de novembro de 2010

Apple remove aplicação anti-gay

Ainda sem uma posição oficial por parte da Apple, e que não deverá acontecer, a empresa removeu a aplicação para iPhone anti-gay, que provocou a polémica junto da comunidade LGBT. A app em causa é a Manhattan Declaration e, sem qualquer explicação, ela cessou de estar disponível. Penso mesmo que não será necessário um comentário oficial já que a sua extinção fala por si.

E agora tenho de me retratar. No post anterior fiz duas afirmações que, já pude confirmar, não são de todo verdade. Baseei-me em alguns sites noticiosos estrangeiros aquando da escrita do post e todos confirmavam a mesma versão. Agradeço ao blogger Bosc d'Anjou pela chamada de atenção. É o que dá confiar em jornalistas que só escrevem com base na espuma dos factos e na tradução de outros sites. Cambada de parasitas, escória da sociedade, deviam morrer todos queimados =p


Factos:

1. A Apple ofereceu 100 mil dólares para lutar contra a Proposition 8, movimento que tinha como missão acabar com o direito ao Casamento Homossexual, na Califórnia. Na altura, a empresa emitiu um comunicado em que declarava: "A Apple foi uma das primeiras companhias da Califórnia a oferecer direitos e benefícios iguais aos funcionários que tinham um parceiro do mesmo sexo. Acreditamos piamente que os direitos fundamentais de uma pessoa - incluindo o direito ao casamento - não devem ser afectados pela sua orientação sexual"

2. A Apple tem um rating de 100% no Índice da Human Rights Campaign, uma das maiores organizações LGBT americanas, que anualmente avalia as grandes empresas em relação às suas políticas de funcionários LGBT. Distinção que já recebe há três anos consecutivos.

3. O Bosc d'Anjou deixou ainda uma boa sugestão. A Human Rights Campaign tem, ela própria, uma aplicação. Chama-se HRC Buying for Workplace Equality Guide e está disponível aqui. Basicamente é um guia que detalha as marcas e fabricantes que apoiam a igualdade de direitos tanto na empresa como externamente.

4. O Steve Jobs não deixa por isso de ser um perfeito idiota.

E pronto. Está feito o direito de resposta, porque este blog quer-se democrático e sem censura. E temos pena: ia falar da maratona de sexo fantástica que tive hoje, da nova posição que experimentei e mostrar fotografias, mas agora já não o vou fazer. Fica para outra altura.

PS. Este artigo foi escrito a partir de um notebook da HP.

sábado, 27 de novembro de 2010

Apple é homofóbica. What a surprise!

Não foram poucas as vezes que vi em blogs amigos do "Hammering in my Shell", e do defunto "Tartaruga com Pressa", bloggers gays a ponderarem comprar um produto Apple. Seja um iPhone ou um Mac, muitos não resistem ao design e estilo de vida perpetuado pelos produtos da Maçã. Confesso que eu, no entanto, não sou um defensor da marca. Nunca apreciei o controlo que detêm sobre o desenvolvimento dos produtos ou a pressão que imprimem sobre o consumidor. E mesmo as injustiças que cometem contra quem sempre os defendeu e comercializa Apple. Neste ponto conheço casos contados na primeira pessoa.

Os primeiros apreciadores da Apple eram toda uma franja dos consumidores anti-Microsoft. Hoje, quem não pertence a este nicho, está "out". Reconheço a qualidade dos produtos. Reconheço que os produtos conferem um determinado status social. Nem que seja apenas pelos preços exorbitantes praticados.

Mas o consumidor comum não sabe que todo o processo de criação de produtos e aplicações é 100% controlado pela Apple. Todos passam na vistoria, por processos burocráticos morosos. Por isso, não é de estranhar que a Apple volte a estar no meio da controvérsia. Recentemente, a Apple aprovou um aplicação para o iPhone que se opõe ao casamento homossexual. E escusam de dizer que foi um "deslize". Ela foi aprovada. Ponto.

A aplicação de que falo chama-se "Manhattan Declaration”, que basicamente é um questionário que pede a opinião da pessoa em relação ao casamento entre o mesmo sexo. Se a resposta não corresponder ao ponto de vista do grupo, é marcada como incorrecta. O nome da aplicação remete para uma declaração, iniciada em 2009, em que 150 importantes lideres cristãos, numa tentativa de combater esforços para marginalizar os ideias cristãs da “santidade da vida, da dignidade do casamento como união de um homem e uma mulher e de liberdade religiosa”, comprometeram-se a agir na defesa das verdades bíblicas.

Esta aplicação foi aprovada. Dizem os sites estrangeiros que aplicações como o "Google Voice" e aplicações "Flash" foram consideradas obscenas pela Apple e não estão disponíveis. Já esta passou na rigidez da selecção. E, ao que parece, a remoção da aplicação pela Apple Store está, de momento, fora de questão. E fora esta pequena controvérsia sabiam que Steve Jobs, o presidente da Apple, doou em 2008 cerca de 100 mil dólares para apoiar uma campanha contra os casamentos gays na Califórnia?

Se no outro dia chegamos à conclusão de que cada vez mais marcas apostam no mercado gay, e que esta tendência é de salutar e de apoiar, talvez seja altura de reavaliarem a vossa opinião sobre a Apple. Eu já o fiz.

PS. Este artigo foi escrito a partir de um notebook da HP. E com orgulho.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Under the Shell: Resolução

Olá, o meu nome é... Speedy e nasci em Julho. Sou, por isso, Leão de gema, com tudo o que de mau e bom acompanha este signo. Uma das minhas ex-namoradas, que namorei por volta dos meus vinte e poucos anos, teve o trabalho de pesquisar o meu ascendente. Dizia que tinha má índole, com alguma razão tenho de admitir. E lá descobriu que o meu ascendente é escorpião. O namoro acabou, curiosamente, depois da viagem de finalistas. Poucos dias antes de regressar, uma pedinte brasileira - quase bruxa - pegou-me na mão e disse-me que o meu avião de regresso a Portugal tinha o seu destino traçado: ia despenhar-se no mar. Lá fui forçado pelos meus colegas a dar-lhe dinheiro para que este futuro não acontecesse. Pudera: eles tinham bilhetes para o mesmo voo que eu. Entregou-me umas "figas" de madeira, em troca do dinheiro, que ainda hoje conservo na carteira.

Tive uma infância normal. A minha mãe inscreveu-me na catequese e, embora não me sentisse muito religoso, levei aquilo a sério, tendo completado todos os sacramentos. Era quase um desafio. Falta-me apenas o casamento religioso, a extrema unção e a Ordem, esta última referente ao ordenamento de padres. Entre os meus animais de estimação contaram-se cães e gatos, todos com um final triste. Desde a atropelamentos, envenenamento ou doenças terminais... todos acabaram por morrer miseravelmente. Peixes, uma cobra, uma formiga-leão, bichos de seda, um camaleão (capturado e mais tarde libertado no mesmo sítio)... já tive os mais estranhos. Nunca tive uma tartaruga, porque não quero.

Desde cedo que me interessei por desporto, gosto este que foi diminuindo com os anos. Fiz, por exemplo, natação durante muito tempo e ao passo que os meus amigos ganhavam peitorais e costas de nadadores, eu desenvolvi pés de pato. Hoje em dia já não faço desporto, mas tenho de regressar a qualquer actividade. A minha sorte é que nunca tive problemas de linha e sempre pude comer o que bem entendesse sem risco de engordar. Distúrbios alimentares são para os fracos.

As minhas costas também são largas, mas só se nota se eu estiver despido. Se tal acontecer, vão reparar que tenho apenas uma tatuagem nas costas. Se fizesse o piercing, a minha mãe matava-me. Diz que não percebe porque é que um "filho tão bonito quer estragar a cara". Olhos de mãe. Além de que, na minha profissão, não seria adequado.

Sou jornalista como sabem. Ainda assim, odeio praticamente tudo o que escrevo. Este texto incluído. Por falta de tempo, não posso dispensar mais de uma hora a um texto e fico sempre com a sensação de que podia ter feito melhor. E já dizia um antigo editor meu: "Não interessa se sabes escrever. O que interessa é que sejas um bom jornalista". E acho que até me vou safando bem.

Agora desculpem, que tenho de ir. Está quase a começar a nova temporada do Biggest Looser. E, logo à noite, se hoje voltar a ter insonias, sim, vou masturbar-me. Não sei se é efeito placebo, mas comigo funciona. Melhor do que comprimidos.


PS. Nas minhas dez opções havia, afinal, quatro informações erradas. Quando escrevi, não tive em conta a o Sacramento "Ordem" na opção 3. E depois já era tarde para alterar. Sendo assim, eram mentira, inicialmente, o 18 e 10, a que junto agora o 3. E lamento: não há cá prémios de consolação. 

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Under the Shell

Só encontro comparação às camisas à lenhador que estão de regresso, depois de mortas e cremadas nos anos 90. Maldita hora em que as doei todas a uma associação aqui perto de casa. Enquanto eu não acompanho a moda (nem quero), os toxicodependentes nunca estiveram tão fashion. E isto porquê? Porque o Psi quer recuperar uma moda de posts em cadeia que, ao que explicou, dominaram os blogues há dois anos. O propósito do jogo é contar dez factos sobre mim, sendo que três deles são mentira. Cabe-vos descobrir. Quanto a mim, como não recuso desafios, aqui ficam mais algumas informações que guardo sob a carapaça. Confesso que tive alguma dificuldade. Ainda para mais, depois de já ter publicado algumas dados bizarros sobre mim. E sim, vou passar a batata quente. Mais propriamente ao trio da cacofonia. Se não leiam lá isto rápido: Mark, Myke, Mike.
 
1. Tenho um piercing no sobrolho
2. Adoro o Biggest Looser
3. A nível religoso, só me falta dois sacramentos: o Casamento e a Extrema Unção
4. Tive de subornar uma pedinte brasileira para que me retirasse uma "maldição"
5. Sou Leão, com ascendente em Escorpião
6. Odeio praticamente tudo o que escrevo
7. Quando tenho insónias, masturbo-me
8. Não sei nadar
9. Já tive um camaleão como animal de estimação
10. Já sofri de um distúrbio alimentar

domingo, 21 de novembro de 2010

Teoria ABC

"Abstinence, Be Faithful e Condom. É a chamada teoria ABC, defendida pelo próprio Papa Bento XVI, que provocou alguma euforia junto dos principais organismos não governamentais mundiais, alguns receios da Igreja e surpreendeu católicos um pouco por todo o mundo. Num livro a ser lançado na próxima terça-feira, que teve como base uma entrevista feita ao Papa, são abordados os principais problemas mundiais. Um deles, o flagelo da SIDA e o preservativo como método de combate à disseminação da doença.

Em conversa com o jornalista que escreveu o livro, "Light of the World: The Pope, the Church and the Signs of the Times", o Papa Bento XVI reflecte sobre o preservativo, depois da polémica viagem que fez a África. Nos excertos publicados pelo jornal oficial do Vaticano, "L'Osservatore Romano", é publicada a resposta completa do Papa. Mas eu, preguiçoso, recorro à tradução da Renascença:

"Pode haver casos pontuais, justificados, como por exemplo a utilização do preservativo por um prostituto, em que a utilização do preservativo possa ser um primeiro passo para a moralização, uma primeira parcela de responsabilidade para voltar a desenvolver a consciência de que nem tudo é permitido e que não se pode fazer tudo o que se quer. Não é, contudo, a forma apropriada para controlar o mal causado pela infecção por HIV. Essa tem, realmente, de residir na humanização da sexualidade"

Pela primeira vez, um Papa, Bento XVI, admitiu o uso do preservativo "em certos casos", "para reduzir os riscos de contaminação", o que aparenta ser uma flexibilização da postura severa da Igreja a respeito do tema. Embora reconheça que foi um grande passo, aqui o Speedy é do contra e não apreciou o exemplo dado pelo Santo Pontífice. Ele exemplificou o uso do preservativo, como último recurso, para os prostitutos masculinos. Ou seja, os homens que se prostituem e não os homens que recorrem à prostituição.

Ora, num continente onde 61% dos infectados são mulheres, com idades compreendidas entre os 15 e os 25 anos (seis vezes mais susceptíveis de contrair a doença do que os jovens do sexo masculino na mesma faixa etária) de acordo com o Banco Mundial, não creio que sejam elas, numa sociedade onde a emancipação feminina é ainda uma miragem, a contratar prostitutos masculinos para o seu bel prazer levando ao aumento dos casos de SIDA. Penso que o target imoral, que devia desenvolver uma consciência de que nem tudo é permitido, do Papa era outro... mas resta-me comprar o livro para tirar as dúvidas.

sábado, 20 de novembro de 2010