terça-feira, 3 de maio de 2011

Um dia destes vou comprar uns pratos e copos novos. Mas daqueles bem baratinhos para poder chegar a casa, e, qual Adelle, parti-los todos contra uma parede.

uma rápida ida a São Francisco de Xavier

...com o pai que lhe deu para torcer o tornozelo e fiquei desolado. Nem um único enfermeiro, médico, polícia, bombeiro, nem sequer um único utente jeitoso para lavar a vista. Maldita hora de sono perdida.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

I ♥ Schweppes


Recuso-me a falar do tema do dia, porque para mim, há ali qualquer coisinha mal explicada. Os meus amigos dizem que sou do contra. Eu digo que é instinto jornalístico.
Deixo o novo anúncio da minha Uma Thurman, com a assinatura do fantástico David LaChapelle.

sábado, 30 de abril de 2011

musiquinha para animar a noite de trabalho

Publicidade da "pesada"


O programa Peso Pesado, que estreia amanhã na SIC, está a promover-se nas ruas da Grande Lisboa e Grande Porto com mega t-shirts. A campanha consistiu em mega t-shirts que “vestem” a rede de mupis da JCDecaux nas duas cidades. Além disso, a SIC promoveu aulas de fitness e idas ao ginásio gratuitas, tendo também estabelecido uma parceria com o jornal Metro, em que “promotores vestidos como Personal Trainers" do Peso Pesado distribuíram o jornal cintado com uma fita métrica. Das melhores acções de marketing alguma vez levadas a cabo pela SIC. Algo me diz que o departamento de marketing tem estagiários novos.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

se eu fosse uma Drag Queen...

... e tivesse de escolher uma música para actuar, num qualquer palco desta vida, acho que seria esta. Nada de clássicos. Música pop. Muito açúcar, com um cheirinho a Eurodance, e uma coreografia catita. É triste, mas se estou a conduzir e começa a tocar esta música, tiro as mãos do volante, os gestos tornam-se mais fluídos, indiferentes aos olhares indiscretos de uma qualquer A5 em pára-arranque. É capaz de ser o meu momento mais panisgas, até porque, acreditem, não gosto de Divas. Como disse: é triste. Principalmente se canto.... e oh se canto! A sorte é que este momento deprimente só dura três minutos. E a música não está sempre a tocar. E sempre alegro o dia de, pelo menos, um condutor.



...Releeeeeeease me. Releeeeeeeeease my bodyyyyyyy

E já agora, para não ser apenas eu a sentir-me um idiota, qual seria a vossa?

quarta-feira, 27 de abril de 2011

nos últimos dias, tem sido assim

Rosa Winkel


O triângulo rosa foi um dos símbolos usados nos campos de concentração nazis. Indicava quais os homens que tinham sido capturados por práticas homossexuais. Todos os capturados pelos nazis recebiam um emblema para as suas roupas. Os Judeus recebiam um emblema amarelo e as mulheres tidas como "anti-sociais" (inclusivamente mas não apenas as lésbicas), um triângulo preto. É, portanto, o símbolo mais antigo existente que representa a comunidade homossexual.

Existe um um livro intitulado precisamente Triângulo Rosa, que relata, na primeira pessoa, as memórias de um prisioneiro do campo de Buchernwald. O alemão Rudolf Brazda será o único sobrevivente homossexual ainda vivo nos dias de hoje. Na obra de Jean-Luc Schwab,o alemão, condenado pelo crime "luxúria antinatural" pelo regime nazista, recorda os 32 meses de cativeiro.

domingo, 24 de abril de 2011

2 anos e cinco meses and counting

Depois de uma troca de mensagens, acabou por ligar-me.
Disse que não esperava que me tivesse ido embora, ainda que mo tivesse sugerido por diversas vezes. Disse que estava confuso e que tudo se estava a tornar numa gigantesca "bola de neve" que já não controlava. Não queria ser injusto comigo, mas que tinha acabado por o ser. Eu pedi desculpa por me ter ido embora tão repentinamente.

O meu namorado é daqueles homens "à antiga". Orgulhoso, tradicional e cheio de valores.  Problemas que tenha em casa, com a sua família, são para ser resolvidos dentro das quatro paredes. A situação com o Pai abalou-o, e diz que nem com a mãe consegue enfrentar a verdade. Ele próprio está a ter dificuldades em enfrentar os factos porque enfrenta-los seria dar-lhes "existência".  Disse-lhe que tinha o meu apoio.

No final disse-me que me amava, para eu nunca duvidar disso. Eu, claro, retribuí.

Há uns tempos pensava que se a nossa relação chegasse ao final, seria fácil eu ultrapassa-la. Sou, por norma, muito frio e achava que se nos separássemos, rapidamente encontrava outro para me aquecer os lençóis. Ontem, aquele impasse, aquele "será que o perdi?", deixou-me de rastos. Mas fez-me perceber, de uma vez por todas, o quanto ele representa para mim.Tudo.

E, para aliviar o clima, continuo imbatível. Nunca acabaram comigo.

PS. Obrigado pelas vossos comentários e e-mails. Nem sabem o quão importantes foram ontem para mim.

sábado, 23 de abril de 2011

porque seria hipócrita se também não partilhasse aqui as minhas tristezas

O pai dele sofre de Alzheimer. E esta semana terá iniciado uma nova medicação porque entrou na etapa da Demência. Ele está a reavaliar toda a sua vida, talvez, por considerar que não pode deixar Aveiro e também por não ter melhores perspectivas de trabalho. Eu aceitei um novo emprego, mais uma vez em Lisboa. E sempre que eu falava do novo emprego, ele não se entusiasmava. Acho que de certa forma ele esperava que a nossa relação tomasse uma direcção diferente.

Ele não me contou da nova fase da doença do pai porque eu estou longe e "não são conversas para se terem ao telefone e pelo messenger". Tampouco são conversas para se terem nas seis horas que estamos juntos, num "tempo cronometrado" e "rodeados de gente". Situação que deixou de lhe agradar. "Talvez eu seja infantil", disse-me.

Isto depois de um dia em que imperou o silêncio. De um dia em que não correspondeu aos meus avanços, em que a minha mão ficava sozinha na perna dele, em que não me correspondia aos meus "amo-te". Agora que penso nisso, acho que esta semana não o disse uma única vez. Hoje nem sequer trouxe o anel. "Esqueci-me dele em casa", justificou.

A uma hora do comboio partir, disse-me que não valia a pena eu estar à espera com ele. Que me podia ir embora porque estava cada um para o seu lado. Falamos, mas ele nunca chegou a dizer nada conclusivo sobre nós.Quando faltava meia hora, desisti, fui-me embora e deixei-o sozinho.

Acho que ele acabou comigo. Se isto aconteceu, foi a primeira vez em trinta anos (karma is a bitch).
Ainda estou a espera que me telefone hoje.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

desabafo

Talvez tenha sido a mudança de emprego, talvez ande mais ansioso. Mas pela primeira vez, senti-o distante. E também pela primeira vez senti que o podia perder. Amanhã vamos estar juntos. Poderia dizer que vamos resolver os nosso problemas. Mas nem sei se os temos.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Quando o meu chefinho me disse, ao primeiro dia de trabalho, que eu já tinha direito a uma folga e que tinha de marcar as minhas férias, respondi-lhe com um: "Sim... depois vemos isso".

Mas o que queria mesmo dizer era: "Amo-te como daqui até à Lua"