quarta-feira, 18 de maio de 2011

o outro jornalista gay

Tintin: The Secret Of The Unicorn
Estou ansioso pela estreia do filme que recupera uma das minhas banda-desenhadas preferidas de sempre: o Tintim, jornalista aventureiro sempre acompanhado por Milu (durante muito tempo pensava que fosse "a" Milu), o professor Girassol, o Capt. Haddock e os gémeos Dupondt. A minha única dúvida prende-se com a tecnologia escolhida: o processo de motion capture. O filme acaba por nem ser real nem ser de animação, resultando naquela cara estranha de Tintim que se vê no trailer oficial. Not a big fan.

o dia começa bem


Speedy, you are not the Biggest Looser. Goodbye

terça-feira, 17 de maio de 2011

Tive um relacionamento longo com uma rapariga chamada Joana. Namorámos quase quatro anos e tudo corria bem até ela começar a falar em casamento. Foi no final da faculdade e só a ideia de assentar, dava-me voltas ao estômago. Havia tanto ainda por ver, tantas pessoas por conhecer que não seria certamente aos 22 anos que me casaria. A nossa relação começou a degradar-se até que inevitavelmente dei-lhe um tiro de misericórdia... à relação claro.

No outro dia dei por mim a pensar que com o L. é diferente, em tudo. Quando tivemos a grande discussão, e eu senti-o mais distante, o lado ruim de mim começou logo a procurar alternativas."Se ele não me quer, há quem queira", pensei. E, sem falsa modéstia, existe mesmo quem esteja à espera de um telefonema meu. Mas naquela semana, quando estava triste por nós, não concebia sequer a ideia de terminar com ele. Tampouco aceitava que ele acabasse comigo. Cheguei a várias conclusões. Coisas tão simples como, por exemplo, o pensamento de voltar ao "activo", de reentrar no circuito como o amigo Francisco escreveu, e meter-me na cama de outra pessoa meter-me nojo.

E pufff... fez-se luz. A nossa grande discussão foi o que precisava para perceber o que sempre esteve à minha frente. E, sorte a minha, ele pensa da mesma maneira. E assim nasceu aquele que será o noivado mais longo da história.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

O pedido de casamento mais tosco, longo e menos romântico de sempre

(tudo por SMS)

Eu - Vou-te comprar uns Merrell
Ele - Não gastes tanto dinheiro
Eu - Já comprei
Ele - Enfim... não era preciso gastares tanto dinheiro... mas pronto... o teu dinheiro é o meu dinheiro
Eu - É um investimento para o futuro
Ele - Até parece que me compras com sapatos
Eu - Então vou comprar também um relógio...
Ele - Continuo igual..
Eu - Casas comigo?
Ele - Não... LOL
Eu - Tiveste a tua oportunidade.
Ele - Caso...

(passa 1 hora)

Ele - Casas?
Eu - Caso.

domingo, 15 de maio de 2011

a semana dele

Maio marca uma das semanas mais especiais do ano para o meu namorado.
A 12 de Maio celebrou o Dia Mundial do Enfermeiro. Curiosamente, no mesmo dia, ele gozou o feriado municipal de Aveiro (e dos Ovos Moles).
Um dia mais tarde, na sexta-feira 13, foi o aniversário do sobrinho dele.
Sábado foi a vez dele: celebrou 25 anos mas infelizmente eu não pude estar com ele este fim-de-semana.

Hoje, domingo, o afilhado dele faz anos. E nós, enquanto casal, fazemos dois anos e meio.

Comprei-lhe uns Merrel pelos anos (coisa mais sem graça, não compreendo como tanta gente gosta disto) e pedi-o em casamento hoje.


Ele aceitou.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

já há tanto tempo que não via o meu caralhinho

... que parece-me que hoje à noite vou preparar uma bela Poncha da Madeira e ficar no sofá a ver alguns episódios do 30Rock.

Mechelote aka "Caralhinho"

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Rotina nada insonsa

A brincar, a brincar e estou quase a celebrar um mês nesta nova aventura laboral. E cheguei à conclusão que tenho um dom natural para encontrar novos empregos que, em relação aos anteriores, oferecem ainda maiores cargas de trabalho e desafios de me fazerem ficar careca a velocidade luz. Por norma, nas últimas semanas, tenho estado a fazer mais de doze horas diárias. O ginásio, esse, ficou relegado para segundo plano. Ao ponto de já ter recebido um sms deles a relembrar-me: "Faça-se feliz e saudável... treine com regularidade". Enfim... como se valesse a pena.
Além de ter de aprender um novo ofício - já não sou jornalista - ainda tive de desenvolver uma campanha de marketing a nível nacional. Enquanto a minha colega ficou responsável pelos spots publicitários das televisões e cinema, eu fiquei com os Outdoors e uma acção que teve como alvo as redacções de vários meios de comunicação. Uma dor de cabeça, ou melhor enxaqueca, que finalmente terminou hoje. Quando a publicidade estiver na rua, coloco aqui um cheirinho. Os mais atentos perceberam para qual Cliente trabalho.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Today I tortured and killed my inner Calimero

Depois de termos decidido que não estaríamos juntos no domingo, ele surpreendeu-me com um SMS à hora do jantar em que me pedia para comprar os bilhetes e ir ter com ele a Aveiro. A razão? "Nós merecíamos".
Já no domingo, mal entrei no carro dele, comecei a desbobinar tudo o que me enchia os pensamentos. É um problema meu: não consigo fazer retenção na fonte. Ele, inicialmente, estranhou todas as minhas queixas e foi refutando nos intervalos de silêncio que lhe oferecia. Como disse, podia ser imaginação minha.
Mas quando lhe fiz um resumo de tudo o que se tinha passado, das nossas conversas das últimas semanas, acabou por me dar razão. Ele estava mais distante e não estava a lidar bem com a situação, algo que se ia alterar de ora em diante. Também acabei por dar o braço a torcer porque reconheço que ando mais cansado do que o habitual (fruto de mínimos de 12 horas diárias de trabalho) e mais ansioso com a minha nova rotina. As restantes dúvidas que ainda podiam subsistir, foram eliminadas na cama. E depois no banho. E de volta à cama. Mas, essa conversa, fica para uma outra altura.

sábado, 7 de maio de 2011

Há duas semanas que não se despede de mim, por telefone, com um beijo. Há duas semanas que é incapaz de dizer que sente a minha falta ou que me ama. Quando o questionei se nos encontrávamos este domingo, na passada quinta-feira, respondeu que logo se via... e ainda hoje não sei se amanhã vou ou não a Aveiro.
Pode ser a minha imaginação - admito isso - mas estou a ficar cansado desta situação. Aparentemente, por ele, está tudo bem. Eu sinto-me desconfortável e estou a controlar-me (muito porque sou ranhoso) para ser compreensivo com os seus problemas familiares e os de trabalho que tem andado a ter. Mesmo que ele, hoje, me questione se amanhã quero ir lá, a minha vontade é regurgitar-lhe um redondo não. Porque sempre defendi que não devemos assumir nada como garantido. Pessoas incluídas. E acho que não lhe fazia nada mal reflectir um pouco sobre o rumo que quer dar à sua vida.