Honestamente. Mas assim do fundo do coração. Juro pelos três pastorinhos. Nunca estive numa cidade mais gay friendly do que Barcelona. E já conto com algumas viagens no bucho. Tantos mas tantos casais gay e lésbicos, possivelmente em algumas zonas superiores aos casais hetero, que me fez perceber o quão pequena e retrógrada é Lisboa. Nostra culpa?
Rapazes e raparigas adolescentes, homens e mulheres a segurarem a mão, a darem um abraço ou simplesmente um beijo apaixonado na rua. Quem diz na rua, diz no restaurante. No metro. Numa igreja. Pelas avenidas a aceitação é clara. Restaurantes apenas para casais gays, livrarias especializadas, cabeleireiros e mesmo lojas de roupa. Todo um negócio de nicho (será mesmo?) devidamente anunciado por cartazes, bandeiras, flyers distribuídos pelas esquinas ou mesmo por drag queens vestidas a rigor. A noite, essa, desiludiu-me. Culpa de ser Janeiro, de estar frio e de nós sairmos à noite em dias de semana. Ele queria ir à discoteca. Eu preferi fugir à confusão. Ainda assim experimentámos o Dacksy, o La Chapelle, o People, o Plata e o NightBerry. Uns repetimos na mesma noite. Experimentámos outros que não valem a pena a publicidade.
E assim foi Barcelona. Para finalizar a trilogia de posts aborrecidos, e para quem de futuro pondere viajar, aconselho que tenham cuidado com as mochilas. Ao que parece, existe uma rede de carteiristas profissionais de mãos delicadas pelas ruas e metro da cidade. Nós aprendemos da forma mais difícil e numa dada noite conhecemos o posto de polícia da Plaza da Catalunya e na manhã seguinte estávamos a tirar uma senha no Consulado Geral de Portugal. Qué suerte!!!












