quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

A hiperventilar...

Ando sempre tão atento mas a boa nova foi mesmo dada pelo amigo Emanuel. Como é que ele sabia que eu até simpatizo com esta banda? Estranho :)
Se tudo se confirmar (dá-me um AVC se for mentira), estarei em Julho em Gaia, para ver os Garbage no Festival Marés Vivas. Um sonho que tenho desde que eles lançaram o primeiro álbum. Uma mágoa que carrego por não os ter visto no concerto dado na Expo98. E uma óptima notícia para quem ainda hoje esteve a ver viagens para França, apenas para ver um concerto da minha Shirley. Se quiserem saber quem sou, só têm de esperar por Julho e pelo directo da TVI. Eu serei a pita histérica que invadir o palco.



“Quando chegar a casa, vou dar-lhe o melhor beijo de sempre”

Prometeu e assim foi.


O regresso a casa de Brandon Morgan, um militar norte-americano destacado no Afeganistão, está a correr o mundo. Tudo porque à sua espera estava Dalan Wells, amigo de longa data e agora seu companheiro. O beijo do reencontro foi colocado na Internet e tornou-se um símbolo da comunidade gay.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Às incógnitas desta vida


Sabiam que pertenço à Geração Y? Por pouco não nascia na Geração X, uma geração "aparentemente sem identidade", destinada a enfrentar um "incerto e talvez hostil futuro". Não. Afinal - e felizmente - sou Y. Dizem os letrados que, enquanto Y, fui apaparicado pelas gerações anteriores. Presentes, atenção e actividades nunca me faltaram. A minha auto-estima é de tal modo imensa, que estou acostumado a ter tudo o que quero. Aliás, desde cedo, eu e todos os Y's fomos ensinados a não aceitar tarefas subalternas e a lutar por salários ambiciosos. Ah, como os sociólogos são perspicazes. Tanto estudo e discussão e acabaram por baptizar a minha geração, a que a precedeu e a que a sucedeu, com nomes que não passam de incógnitas: Y, X e Z respectivamente. Mais valia nem tentarem definir-nos.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Desculpe... pode repetir? Eu percebi mas adorava voltar a ouvir


Para clicar e apreciar. Se já gostava da Anne Hathaway antes, ganhei um novo e reforçado respeito por ela depois de conhecer a sua posição quanto à homossexualidade. E basicamente por hoje é só isto que fui fortemente "enrabado" e preciso de digerir as últimas mudanças a nível profissional. Ora com licença que vou beber um martini.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Era reunir todas as matrafonas e atear-lhes fogo

Domingo Gordo, prestes a entrar no "contagiante" ambiente carnavalesco português. O que me irrita nem é tanto as hordas de miúdas escanzeladas, de tez pálida, a sambar pelas ruas de cimento frio das cidades. Tão pouco o pagode, esse ritmo tão lusitano que entoa um pouco por cada distrito. O que me me faz espécie são os grupos de homens que assaltam os closets das mulheres e vestem-se de matrafonas. "Estou o ano inteiro à espera do Carnaval", ouvi dizer uma matrafona de Torres Vedras na TVI. Sim, porque é Carnaval e ninguém leva a mal. As matrafonas são capazes de ser o símbolo máximo do Carnaval português. Um símbolo muito curioso num país onde o casamento entre pessoas do mesmo sexo é legal mas onde os comentários e acções homofóbicas proliferam. Então como é possível no Carnaval, num país tão retrógrado, tão pouco tolerante, os homens brincarem com a troca de identidades, de género e orientações sexuais? Além disso, como se considera divertido ver homens a exagerarem e a gozarem com o papel da mulher, representando-a como a "cabra", a "ordinária", a "prostituta" e "badalhoca"? Convenhamos, nenhuma matrafona faz jus à mulher. Muito pelo contrário: denigre-a. Mas é Carnaval e ninguém leva a mal. Além disso, o disfarce de mulher também abre uma porta ao proibido. Mascarados, os Homens - com 'H' maiúsculo - entram nas brincadeiras típicas do Carnaval e aproveitam para fazer o que normalmente seria reprovado pelos pares machistas. É ver matrafonas a apalparem outros homens, a simularem actos sexuais, a brincarem uns com os outros. Livres de culpa, livres de preconceito. Mas apenas durante quatro dias por ano. Os restantes dias são passados a beber bejecas, a coçar os tomates, escrever barbaridades em fóruns públicos e a reprimir fantasias ocultas. Mas é Carnaval... e ninguém leva a mal!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Desculpe, pode repetir?


"Nestes tempos conturbados, quando a nossa sociedade precisa de referências, eu não acho que devemos manchar a imagem desta instituição social e vital que é a do casamento [entre homem e mulher]

"Esta é uma das razões porque não sou a favor do casamento gay. Ele abriria a porta à adopção. Eu sei que há, de fato, situações especiais de homens e mulheres que tomam o papel de pais e mães perfeitamente. Mas isso não me leva a pensar que se deve existir uma nova definição de família"

Declarações de Nicolas Sarkozy ao Le Figaro

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Doodle do Google celebra o Dia dos Namorados... e de todos os casais

O menino gostou.

O Dia de São Valentim (vulgo Dia dos Namorados) e o Gay

O Dia de São Valentim (ou Dia dos Namorados) é hoje um dia puramente comercial. Transformamos-nos num alvo de mensagens publicitárias e somos forçados a expressar o nosso amor. Quase insultuoso quando muitos de nós são solteiros. Para piorar, não somos obrigados a expressar qualquer tipo de amor: somos forçados a manifestar o nosso amor heterossexual. Algo que me aborrece quando, no final do dia, continuo a ser gay.
O amor romântico (modelo ocidental de amor no qual se baseia o casamento e monogamia) não é algo que nasce connosco. É sim algo que nos é impingido pela sociedade desde tenra idade. Encontramos o conceito de "e viveram felizes para sempre" em todo o lado: nas fábulas, nas canções, nos filmes, na televisão, nas telenovelas, na publicidade, etc. Segundo este conceito de amor romântico, somos incompletos até encontrarmos a nossa alma gémea. A nossa metade da laranja. Our best half. E aprendemos com os media que para a receita de um amor perfeito, são necessários dois condimentos: um rapaz e uma rapariga. Ora bolas! Tão pequerruchos e já nos vaticinavam a uma vida de solidão.
Mais do que celebrar o Dia dos Namorados, o 14 de Fevereiro deveria ser sim a celebração do Amor. Do Direito a Amar Diferente. Um dia em que ganhávamos a liberdade de expressar o que realmente sentíamos, sem medo de represálias. Um dia em que reescrevíamos os nossos próprios contos de fadas com finais verdadeiramente felizes: comíamos o príncipe e despedíamos a gata borralheira. A sonsa.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

that simple

Como manter uma relação gay?

Uma das queixas que mais se lê online, um pouco por cada blogue, é a dificuldade em manter uma relação gay. Não a começar uma relação porque isso sabemos como se faz, não é seus porcalhões? Eu geralmente começo com beijos no pescoço ou com uma mão logo no pacote. Depende da fome. Mas adiante. A dificuldade em manter uma relação gay é a mesma que existe em manter uma relação heterossexual. Eu sei, já experimentei os dois tipos. A única e grande diferença residirá, talvez, em: aprendermos a aceitar quem somos; ganharmos o respeito e aceitação de quem é importante na nossa vida; e estarmos preparados para enfrentar algumas situações potencialmente homofóbicas. Não é por isso de estranhar que, ainda antes de começarmos uma relação, julgarmos que ela não tem futuro. Se não bastasse, continua a imperar o preconceito - promovido também por nós - de que as relações gays nunca resultarão na construção de uma família, estão cimentadas na satisfação imediata pelo sexo e são assombradas pela possibilidade iminente de traição. Ou seja, as relações gay não têm objectivos a longo-prazo. Quero acreditar que não corresponde à realidade ou, pelo menos, ao desejo da maioria. Todos tememos a solidão, verdade? E afinal, se bem analisados os argumentos, será uma relação gay assim tão diferente de uma relação heterossexual? Não terá a relação gay também de ser baseada no amor, confiança, companheirismo e no apoio mútuo? As relações gays não são assim tão complicadas. O problema reside mesmo em cada um de nós e rege-se pelos nossos objectivos. E sempre será uma questão de entrega.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Juntai-vos e celebrai: Chegou o Festival do Pénis

A cidade de Komaki, no centro do Japão, recebe um evento um pouco peculiar que comemora a chegada da Primavera. No último sábado, a cidade recebeu milhares de pessoas para comemorar o Festival Hounen Matsuri, o vulgo Festival do Pénis. Esta celebração é tradição japonesa e existe há mais de 1500 anos. A ideia, como em outros festivais ligados à fertilidade, é pedir fartas colheitas e muitos, mas muitos bebés.Curiosamente parece que também existe o Festival A Hime-no-miyaou, o Festival da Vagina Grande. Mas desse não encontrei quaisquer fotos na web. Mas também isso não interessa nada.





Quem me dá legenda para a última foto?

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Exército de Dumbledore... eles andam por aí

Um Activismozinho por dia... não sabe o bem que lhe fazia!” é o slogan de apresentação da página Exército de Dumbledore, cujos autores, na sua luta contra os Slytherin deste mundo, reclamam ter afixado 150 cartazes de protesto em Lisboa. Uma acção a que chamaram de "Phobic-Hunt" e que foi pensada para fazer frente "Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado". Que se lixe. Para fazer frente à Administração do Metropolitano de Lisboa, que recusou recentemente uma campanha de publicidade da Manhunt. Uma recusa que se transformaria na maior acção publicitária para a página de encontros em Portugal... e sem gastar um tusto. Como foi possível ler em algumas páginas gays, este "incidente" dividiu as irmãs. Uns consideraram as razões alegadas pelo Metro como aceitáveis, acrescentando que a publicidade (a existir) aguçaria ainda mais o preconceito de que somos todos uns galdérios. Não somos todos mas a rede social tem 60 mil utilizadores em Portugal. Outros acusavam os primeiros de "discriminação interna" e que o metro não tinha argumentos sólidos para recusar um investimento. Ainda para mais numa altura de crise e num país onde o casamento entre pessoas do mesmo sexo é já uma realidade. Independentemente disso, adoro estas acções amigáveis e silenciosas. Pequenos momentos que rapidamente se tornam virais e que provocam reacções. Nem que seja mentalidade a mentalidade.E já está prometida uma segunda acção. Aguardemos.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

pois que é assim

Gostava de publicar alguma coisa mas, para o tempo que posso dispensar ao blog, não me sai nada. Das duas uma: ou não tenho nada para dizer (o que me converte em desinteressante) ou não consigo dizer o que tenho (o que me levaria à terapia). Visto que não tenho tempo para ir ao psicólogo, o mais certo é não ter nada para dizer... Mas é melhor não me queixar, caso contrário ainda me chamam de piegas.