quinta-feira, 8 de março de 2012

Ai Pablo!

Querido Pablo Alborán.
Antes de tudo deixa-me dizer-te que não sou ciumento e nem me importo que montes todo um espectáculo para as meninas comprarem os teus CDs. Sabemos, bem no fundo, que és gay cá dos nossos e, embora pareças ter apenas 1,60m, és muito jeitosinho e um óptimo reforço para a equipa. Dia 21 de Julho, quando regressar refeito do concerto dos Garbage, vou ver-te ao EDP Cool Jazz, em Oeiras. Eu e, claro, também o meu menino que sabe as tuas letras de frente para trás. E eu que não gostava nada de música espanhola...




terça-feira, 6 de março de 2012

Supercalifragilisticexpialidocious



Robert B. Sherman, multipremiado compositor, autor de uma extensa obra que inclui alguns dos maiores clássicos da Disney, faleceu ontem. A morte do compositor de 86 anos foi avançada no Facebook pelo filho do próprio, Jeffrey Sherman, que adiantou que o seu pai “ morreu de forma tranquila”. O tempo que demorei a aprender a dizer Supercalifragilisticexpialidocious. Nunca o disse de cor. Só mesmo lendo. Um desafio enorme para um troca sílabas como eu. 
Sing along.

segunda-feira, 5 de março de 2012

lições ao domingo

(conversa com os sobrinhos, enquanto cruzávamos a Ponte 25 de abril)

Tio Speedy - Sabem que estátua é aquela?
Sobrinho 1- é.... é....
Tio Speedy - Está relacionada com o quê? Desporto? Política?
Sobrinho 1 - Com a Igreja?
Tio Speedy - Boa. Então quem é?
Sobrinho 1 - O Papa.
Tio Speedy - Não. Mas é o patrão do Papa.
Sobrinho 2 - Passos Coelho?


sábado, 3 de março de 2012

Brunch @ Boulan


Estou a ficar viciado no conceito de brunch. Boa conversa e petiscos são uma das minhas combinações preferidas. Hoje foi dia de conhecer o Boulan, no Estoril. Próxima semana, prossigo o roteiro lisboeta.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

A hiperventilar...

Ando sempre tão atento mas a boa nova foi mesmo dada pelo amigo Emanuel. Como é que ele sabia que eu até simpatizo com esta banda? Estranho :)
Se tudo se confirmar (dá-me um AVC se for mentira), estarei em Julho em Gaia, para ver os Garbage no Festival Marés Vivas. Um sonho que tenho desde que eles lançaram o primeiro álbum. Uma mágoa que carrego por não os ter visto no concerto dado na Expo98. E uma óptima notícia para quem ainda hoje esteve a ver viagens para França, apenas para ver um concerto da minha Shirley. Se quiserem saber quem sou, só têm de esperar por Julho e pelo directo da TVI. Eu serei a pita histérica que invadir o palco.



“Quando chegar a casa, vou dar-lhe o melhor beijo de sempre”

Prometeu e assim foi.


O regresso a casa de Brandon Morgan, um militar norte-americano destacado no Afeganistão, está a correr o mundo. Tudo porque à sua espera estava Dalan Wells, amigo de longa data e agora seu companheiro. O beijo do reencontro foi colocado na Internet e tornou-se um símbolo da comunidade gay.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Às incógnitas desta vida


Sabiam que pertenço à Geração Y? Por pouco não nascia na Geração X, uma geração "aparentemente sem identidade", destinada a enfrentar um "incerto e talvez hostil futuro". Não. Afinal - e felizmente - sou Y. Dizem os letrados que, enquanto Y, fui apaparicado pelas gerações anteriores. Presentes, atenção e actividades nunca me faltaram. A minha auto-estima é de tal modo imensa, que estou acostumado a ter tudo o que quero. Aliás, desde cedo, eu e todos os Y's fomos ensinados a não aceitar tarefas subalternas e a lutar por salários ambiciosos. Ah, como os sociólogos são perspicazes. Tanto estudo e discussão e acabaram por baptizar a minha geração, a que a precedeu e a que a sucedeu, com nomes que não passam de incógnitas: Y, X e Z respectivamente. Mais valia nem tentarem definir-nos.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Desculpe... pode repetir? Eu percebi mas adorava voltar a ouvir


Para clicar e apreciar. Se já gostava da Anne Hathaway antes, ganhei um novo e reforçado respeito por ela depois de conhecer a sua posição quanto à homossexualidade. E basicamente por hoje é só isto que fui fortemente "enrabado" e preciso de digerir as últimas mudanças a nível profissional. Ora com licença que vou beber um martini.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Era reunir todas as matrafonas e atear-lhes fogo

Domingo Gordo, prestes a entrar no "contagiante" ambiente carnavalesco português. O que me irrita nem é tanto as hordas de miúdas escanzeladas, de tez pálida, a sambar pelas ruas de cimento frio das cidades. Tão pouco o pagode, esse ritmo tão lusitano que entoa um pouco por cada distrito. O que me me faz espécie são os grupos de homens que assaltam os closets das mulheres e vestem-se de matrafonas. "Estou o ano inteiro à espera do Carnaval", ouvi dizer uma matrafona de Torres Vedras na TVI. Sim, porque é Carnaval e ninguém leva a mal. As matrafonas são capazes de ser o símbolo máximo do Carnaval português. Um símbolo muito curioso num país onde o casamento entre pessoas do mesmo sexo é legal mas onde os comentários e acções homofóbicas proliferam. Então como é possível no Carnaval, num país tão retrógrado, tão pouco tolerante, os homens brincarem com a troca de identidades, de género e orientações sexuais? Além disso, como se considera divertido ver homens a exagerarem e a gozarem com o papel da mulher, representando-a como a "cabra", a "ordinária", a "prostituta" e "badalhoca"? Convenhamos, nenhuma matrafona faz jus à mulher. Muito pelo contrário: denigre-a. Mas é Carnaval e ninguém leva a mal. Além disso, o disfarce de mulher também abre uma porta ao proibido. Mascarados, os Homens - com 'H' maiúsculo - entram nas brincadeiras típicas do Carnaval e aproveitam para fazer o que normalmente seria reprovado pelos pares machistas. É ver matrafonas a apalparem outros homens, a simularem actos sexuais, a brincarem uns com os outros. Livres de culpa, livres de preconceito. Mas apenas durante quatro dias por ano. Os restantes dias são passados a beber bejecas, a coçar os tomates, escrever barbaridades em fóruns públicos e a reprimir fantasias ocultas. Mas é Carnaval... e ninguém leva a mal!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Desculpe, pode repetir?


"Nestes tempos conturbados, quando a nossa sociedade precisa de referências, eu não acho que devemos manchar a imagem desta instituição social e vital que é a do casamento [entre homem e mulher]

"Esta é uma das razões porque não sou a favor do casamento gay. Ele abriria a porta à adopção. Eu sei que há, de fato, situações especiais de homens e mulheres que tomam o papel de pais e mães perfeitamente. Mas isso não me leva a pensar que se deve existir uma nova definição de família"

Declarações de Nicolas Sarkozy ao Le Figaro

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Doodle do Google celebra o Dia dos Namorados... e de todos os casais

O menino gostou.

O Dia de São Valentim (vulgo Dia dos Namorados) e o Gay

O Dia de São Valentim (ou Dia dos Namorados) é hoje um dia puramente comercial. Transformamos-nos num alvo de mensagens publicitárias e somos forçados a expressar o nosso amor. Quase insultuoso quando muitos de nós são solteiros. Para piorar, não somos obrigados a expressar qualquer tipo de amor: somos forçados a manifestar o nosso amor heterossexual. Algo que me aborrece quando, no final do dia, continuo a ser gay.
O amor romântico (modelo ocidental de amor no qual se baseia o casamento e monogamia) não é algo que nasce connosco. É sim algo que nos é impingido pela sociedade desde tenra idade. Encontramos o conceito de "e viveram felizes para sempre" em todo o lado: nas fábulas, nas canções, nos filmes, na televisão, nas telenovelas, na publicidade, etc. Segundo este conceito de amor romântico, somos incompletos até encontrarmos a nossa alma gémea. A nossa metade da laranja. Our best half. E aprendemos com os media que para a receita de um amor perfeito, são necessários dois condimentos: um rapaz e uma rapariga. Ora bolas! Tão pequerruchos e já nos vaticinavam a uma vida de solidão.
Mais do que celebrar o Dia dos Namorados, o 14 de Fevereiro deveria ser sim a celebração do Amor. Do Direito a Amar Diferente. Um dia em que ganhávamos a liberdade de expressar o que realmente sentíamos, sem medo de represálias. Um dia em que reescrevíamos os nossos próprios contos de fadas com finais verdadeiramente felizes: comíamos o príncipe e despedíamos a gata borralheira. A sonsa.