domingo, 29 de abril de 2012

Nem sabem o bem que vos fazia

 Uma tartaruga nas vossas costas e garanto-vos que têm uma noite descansada.

Contra o Patronato marchar


A minha saída do antigo trabalho foi tudo menos pacífica... e ainda está longe de estar resolvida. Por duas vezes rejeitou a minha carta de não renovação de contrato. Dizia que me estava a despedir. Eu argumentava que não: o que eu não queria era renovar contrato. Pedi-lhe os dias de férias que me estava a dever mas foram-me negados. O pagamento dos mesmos também. Apresentou-me uma carta para eu assinar em que eu concordava que a empresa não me devia nada: nem dias de férias, nem subsídios, nem vencimento, nem as ajudas de custo atrasadas. Neguei-me a assinar. Ameaçou-me de que cada dia que faltasse ao trabalho, me marcaria uma falta injustificada. 

Passei mal o fim-de-semana. Acabei por consultar um psiquiatra e coloquei uma baixa por ter uma pequena depressão. Apenas para descobrir que a minha segurança social já tinha sido cancelada, num dia em que ainda estava a trabalhar. Quando ele recebeu a minha baixa, naturalmente ficou preocupado pois a Segurança Social não tardaria a dar notícias. Enviou-me uma carta através da sua advogada a argumentar que a minha saída provocou avultados prejuízos à empresa. Conversa e ameças de merda de advogados. 

Neste momento já consultei o meu advogado, a própria Segurança Social e o Ministério do Trabalho e conheço bem os meus direitos. Enviei-lhe uma primeira carta onde o pressiono para que me pague tudo o que me deve. Não o faço pelo dinheiro mas sim por uma questão de orgulho. Caso não cumpra os seus deveres farei queixa na Segurança Social e levarei o caso a Tribunal. 

Tão depressa a empresa dele nasceu, tão depressa a afundo.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Life Under Construction

O que já não era sem tempo, tendo em conta que escrevi este post em novembro. Se querem algo bem feito peçam ajuda a um arquitecto. Não pode é ser vosso irmão, como foi infelizmente o meu caso. Esqueci a ideia de ter uma kitchenet, vou demolir a banheira e coloquei de parte a possibilidade de um closet (tendo em conta que terei duas divisões vazias no apartamento). E sim, vou ter um bidé. Sempre dará jeito para as amigas com passarocas sujas. No próximo mês esperam-me muitas visitas ao IKEA. No final de maio, e uns valentes milhares de euros depois, a tão desejada inauguração.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Amores floridos


Não sou dos homens mais românticos que alguma vez poderão conhecer. Um dos gestos mais comuns numa relação amorosa, reconheço, passa por oferecer flores... mas até esta banalidade me é estranha. Há anos que não o fazia e, apenas para terem uma ideia, o último bouquet que ofereci foi a uma rapariga. Mas esta semana decidi surpreender o meu namorado. Convidado para jantar, apareci com um arranjo de, aplauda-se a criatividade, rosas vermelhas. O meu namorado, tão romântico como eu, demorou a perceber que as flores eram para ele e em vez de um "obrigado amo-te muito", recebi um caloroso "isso é para quê?". Enfim, somos um casal de retro-gays (à falta de melhor definição) e foi a primeira vez que houve troca de verduras entre nós. Além das rosas, ofereci-lhe um vaso com uma planta ainda em crescimento, representativa da nossa relação. Ameacei-o que se a planta secasse, o nosso amor definharia com ela. Se a tratasse com respeito e carinho, o nosso relacionamento continuaria a florir.

Ele enviou-me a foto que ilustra este post há dois dias e parece que tudo está a correr bem com a pequenina. Até já desabrochou.

Conseguem adivinhar que planta é?

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Revista Qüir chega em maio

Recebi por e-mail (tinha saudades de receber press releases) a boa notícia de que a partir já do próximo mês está à venda uma nova revista "dirigida a todos os interessados nos assuntos e vivências de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgéneros". Uma publicação portuguesa mas com ambições de viajar além fronteiras. O nome da publicação será Qüir, uma palavra brilhantemente criada e que é no fundo uma transformação fonética e gráfica da palavra queer. 

A publicação terá uma versão impressa e online e será composta por reportagens, entrevistas e artigos de carácter nacional e internacional, que pretendem ser "informativas e formativas". O título será bimestral e terá um preço de capa de 3,5 euros na versão impressa; 2 euros no digital em língua portuguesa e 3,5 em inglês.

É tempo de acreditar. Os portugueses, e em especial os mais jovens, precisam de perder o medo e arriscar. É isso que estamos a fazer”, afirma Marisa Teixeira, directora da nova publicação. 

Só não assino já porque estou em fase de mudança de morada. Finally.
Resta mesmo fazer like em www.facebook.com/revistaquir.

Um forte abraço para a equipa.

domingo, 22 de abril de 2012

galinácio ressabiado

Nos últimos tempos tenho sentido o peso da idade. Por mais de uma vez (sinceramente já perdi a conta), as pessoas referiram-se a mim e ao meu irmão como sendo gêmeos. Tudo muito bonito e fraternal não tivesse eu uma diferença de oito anos do meu irmão mais velho. Enquanto ele esfregava as mãos de satisfação eu não fui de modas e cortei o cabelo que teimosamente tentava deixar crescer (ainda não foi desta) e limpei por completo a barba que mantinha há anos. Não sem antes de deixar o bigode e fotografar-me de todos os ângulos possíveis. Always funny.

De cara lavada senti-me mais leve, mais jovem, mais feliz.
Quando procurei a aprovação do namorado, ele disse:

- Pareces um frango depenado.

A honestidade é dificil de engolir, não é? Mais dificíl do que algumas coisas que eu cá sei.

terça-feira, 20 de março de 2012

Desculpe, pode repetir?


 "Temos certos valores tradicionais na nossa sociedade que gostaríamos de preservar"

Ellen Johnson Sirleaf, Presidente da Libéria e Nobel da Paz, defendeu uma lei que criminaliza a homossexualidade em entrevista ao The Guardian.

Pois que me despedi...


Freedommmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm

segunda-feira, 19 de março de 2012

Cara Isilda Pegado...


Só tenho pena que o aborto não estivesse legalizado na tua altura. Tanta barbaridade que sai dessa tromba mal fodida que não percebo como continuam a dar-te direito de antena. Isilda Pegado, a sô dona anti-escolha, anti-educação sexual, anti-divórcio, anti-aborto, anti-igualdade, anti-aderente, anti-ácido, anti-higiénica, anti-infecciosa...

domingo, 18 de março de 2012