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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Desculpe, pode repetir?


"Nestes tempos conturbados, quando a nossa sociedade precisa de referências, eu não acho que devemos manchar a imagem desta instituição social e vital que é a do casamento [entre homem e mulher]

"Esta é uma das razões porque não sou a favor do casamento gay. Ele abriria a porta à adopção. Eu sei que há, de fato, situações especiais de homens e mulheres que tomam o papel de pais e mães perfeitamente. Mas isso não me leva a pensar que se deve existir uma nova definição de família"

Declarações de Nicolas Sarkozy ao Le Figaro

sexta-feira, 11 de março de 2011

Porque não vou à Manifestação

Não me vou alongar porque há quatro tópicos de conversa que aprendi a não abordar durante a minha curta existência: Futebol, Religião, Política e Lady Gaga.  São demasiado emotivos para se chegar a um consenso. Mas a verdade é que eu tenho o direito de não ir à Manifestação, como vocês têm o direito de participar.

E porquê? Embora considere a manifestação como uma das ferramentas supremas da Cidadania Activa - a par do Voto - considero que a actualidade política e social portuguesa é resultado óbvio da permissividade da população até há pouco tempo adormecida. Habituada a viver além das suas posses, a geração À Rasca (que ao que parece faço parte) chegou à conclusão de que tem de lutar pelo que acredita. Não me levem a mal: isto é realmente muito bom. Agora não creio que a mudança nasça de uma manifestação gratuita, quase tão fixe como a libanesa.

Sim. Devemos manifestarmos-nos. Devemos escrever reclamações nos livros amarelos desta vida. Devemos dizer basta, principalmente aqueles que realmente vivem à rasca. O que não será o caso da maioria dos manifestantes de amanhã, com os seus ipods e smartphones nos bolsos, que muito certamente terminarão a noite de sábado a beber copos no Bairro para depois ir no seu carro até ao Lux. Lamento... mas não me revejo.

E sim. Pertenço à chamada geração à Rasca e sou jornalista. Uma das muitas profissões precárias que há por aí. Mas orgulho-me de nunca ter estado a recibos verdes. De nunca ter exercido de graça, embora tenha começado a trabalhar por menos de 500 euros. E ainda hoje não ganho por alí além mas significa apenas menos uma vez que janto fora. Sempre trabalhei muito e fui colhendo os frutos pela minha persistência. E, graças a deus nosso senhori, tenho saúde para continuar a trabalhar. Amanhã, sábado, enquanto estiver a decorrer a manif, eu estarei em reunião para tentar assegurar mais um trabalho de 300 euros por mês. Não é muito, é certo. Mas pelo menos não ando à rasca.

domingo, 6 de março de 2011

O Espírito dos Caretos

Despedem o Inverno e saúdam a Primavera, para os Caretos o Carnaval é um ritual entre o pagão e o religioso, tão natural como a passagem do tempo e a renovação das estações. Em Podence, concelho de Macedo de cavaleiros, todos os anos é assim. (...)


(...) Chegado o Mês de Fevereiro, os homens envergam os trajes coloridos (elaborados com colchas franjadas de lã ou de linho, em teares caseiros) escondem a cabeça dentro de uma máscara de lata, prendem uma enfiada de chocalhos à cintura e bandoleiras de campainhas e dispendem toda a energia do mundo para assinalar o calor e os dias maiores que se prestem a chegar (...)


(...) Mergulhando na raiz profana e carnal, o verdadeiro motivo que move o Careto é apanhar raparigas para as poder chocalhar. Sempre que se vislumbra um rabo de saia, o Careto é impelido pelo seu vigor.  (...)


domingo, 23 de janeiro de 2011

I got a Man Cold

Man Stroke Woman - Man Cold
Passei o dia a lamentar-me da dor de cabeça, do frio e da tosse. Só me levantei da cama para ir às urnas e nem isso valeu a pena. Gentinha idiota que continua a optar por não ir votar. Se eu mandasse, ordenava cortar a língua aos abstencionistas mal eles abrissem a boca para falar de política ou do rumo do país. Cambada de imbecis.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Descrenças

A sério. Eu adorava, mas adorava acreditar em alguma coisa. Não sou muito picuinhas. Qualquer coisa serviria. Tenho ciúmes das beatas que todos os domingos vão à missa, de coração cego de esperança, sem perguntas mas muitos pedidos. Adorava ser benfiquista ferrenho. Ou melhor, nem era preciso tanto. Bastaria-me gostar de futebol para poder discutir com os meus amigos, logo pela manhã de segunda-feira, se era ou não penalti ou ir para o Marquês do Pombal apitar a buzina. Oh páh! E o quanto eu gostava de defender os valores e ideologias de um qualquer candidato presidencial. Sair à rua, orgulhoso de bandeira na mão. Ver uma arruada, assim sei lá, no Chiado e em vez de fugir agoniado, esperar pelo candidato, envolver-me na multidão e espernear até conseguir dar-lhe um beijinho. A sério. Tenho pena de não acreditar. 

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

"Já é legal ameaçar de morte os 'gays'?"

por Ferreira Fernandes, in DN

"O que se passou naquele hotel de Nova Iorque mais famoso em Portugal: horrível. O assassínio é suficiente para chegarmos a essa classificação. Certo que vou saber em breve mais sobre ele - as informações que a polícia de Nova de Iorque tem dado garantem-me essa confiança - vou esperar para satisfazer a minha curiosidade. Já receio mais o facto de nunca vir a saber dos autores dos crimes - menores mas crimes - que se seguiram ao assassínio do 34.º andar do Intercontinental de Nova Iorque. Crimes menores mas tão generalizados que são preocupantes: refiro-me, como é evidente, ao que se escreve, sobre o caso, nas caixas de comentários dos jornais portugueses. Dou de barato os evidentes distúrbios mentais dos que escreveram "lololol...", símbolo internético de gargalhadas, usado aqui para comentar a tragédia, ou dos que inventaram e tiveram o cuidado de fornecer ao digníssimo público piadolas sobre o nome do morto. Ter de ouvir esses pobres coitados (antigamente bastava não frequentarmos as tabernas) é a contrapartida a pagar pela Internet (cujo balanço continua globalmente positivo). Não, o que me preocupa são as ameaças de morte que são escritas e publicadas, proferidas por gente que se acha impune porque julga falar de pestíferos, os gays. Pergunto: não há por aí um advogado que queira acabar com essa sensação de impunidade?"

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Pobres e azedos

Povinho triste e pobre que entra em pânico por, supostamente, haver uma escassez de açúcar. Nada como um pequeno "alarme" dado pelos meios de comunicação para que todas as marionetas esvaziassem os stocks dos hipermercados. 1kg? 3kg? Nãoooo, precisamos de levar quantos pacotes conseguirmos para polvilhar as putas das filhoses. Tragam a avó Maria Conceição porque ela também tem braços. E como está de cadeiras de rodas, com sorte, ainda aguenta mais uns sacos no colo. Quão carente podemos ser, enquanto povo português, para temermos a privação de um bem de consumo e corrermos para adquirir o máximo dele? Acabou o açúcar? Façam uma dieta. Com sorte eliminam a gordura que têm no cérebro. Cambada de imbecis.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Post Selvagem

Pois, se estiveram atentos às notícias do fim-de-semana, já devem ter percebido que eu fui um dos prejudicados pelos cabrões dos espanhóis e mais as suas greves selvagens. Hijos de la gran puta que me foderam a viagem a Barcelona e ainda nem sei se vou reaver algum do dinheiro gasto. Para já, é só prejuízo. Para mim e para a TAP que tem vindo a assegurar uma noite e alimentação a todos os passageiros atingidos pela greve. Não admira que qualquer dia esteja privatizada. Enquanto em Espanha os passageiros ficaram no aeroporto, com direito a mantas e sandes, eu emborcava garrafas de vinho no Hotel Marriott, em Lisboa, à pala da TAP. Sim, estava a 20 minutos da minha cama mas, já que tinha direito, aproveitei a estadia, o jantar e o pequeno-almoço. E só não fiquei para almoço porque não gostava da ementa. Agora tenho reparado que tudo o que é hotel tem sempre uma bíblia na escrivaninha. É algo que sempre me intrigou e nunca encontrei uma explicação plausível para este fenómeno. Como também não encontro motivo para o Marriott disponibilizar, também, o Livro de Mormon já que nem é uma religião seguida em Portugal.
 

Mas nem tudo foi perdido. Apresento-vos a Árvore de Natal do Marriott


Apresento-vos um dos enfeites da Árvore de Natal do Marriott


Apresento-vos a minha nova amiga

domingo, 21 de novembro de 2010

Teoria ABC

"Abstinence, Be Faithful e Condom. É a chamada teoria ABC, defendida pelo próprio Papa Bento XVI, que provocou alguma euforia junto dos principais organismos não governamentais mundiais, alguns receios da Igreja e surpreendeu católicos um pouco por todo o mundo. Num livro a ser lançado na próxima terça-feira, que teve como base uma entrevista feita ao Papa, são abordados os principais problemas mundiais. Um deles, o flagelo da SIDA e o preservativo como método de combate à disseminação da doença.

Em conversa com o jornalista que escreveu o livro, "Light of the World: The Pope, the Church and the Signs of the Times", o Papa Bento XVI reflecte sobre o preservativo, depois da polémica viagem que fez a África. Nos excertos publicados pelo jornal oficial do Vaticano, "L'Osservatore Romano", é publicada a resposta completa do Papa. Mas eu, preguiçoso, recorro à tradução da Renascença:

"Pode haver casos pontuais, justificados, como por exemplo a utilização do preservativo por um prostituto, em que a utilização do preservativo possa ser um primeiro passo para a moralização, uma primeira parcela de responsabilidade para voltar a desenvolver a consciência de que nem tudo é permitido e que não se pode fazer tudo o que se quer. Não é, contudo, a forma apropriada para controlar o mal causado pela infecção por HIV. Essa tem, realmente, de residir na humanização da sexualidade"

Pela primeira vez, um Papa, Bento XVI, admitiu o uso do preservativo "em certos casos", "para reduzir os riscos de contaminação", o que aparenta ser uma flexibilização da postura severa da Igreja a respeito do tema. Embora reconheça que foi um grande passo, aqui o Speedy é do contra e não apreciou o exemplo dado pelo Santo Pontífice. Ele exemplificou o uso do preservativo, como último recurso, para os prostitutos masculinos. Ou seja, os homens que se prostituem e não os homens que recorrem à prostituição.

Ora, num continente onde 61% dos infectados são mulheres, com idades compreendidas entre os 15 e os 25 anos (seis vezes mais susceptíveis de contrair a doença do que os jovens do sexo masculino na mesma faixa etária) de acordo com o Banco Mundial, não creio que sejam elas, numa sociedade onde a emancipação feminina é ainda uma miragem, a contratar prostitutos masculinos para o seu bel prazer levando ao aumento dos casos de SIDA. Penso que o target imoral, que devia desenvolver uma consciência de que nem tudo é permitido, do Papa era outro... mas resta-me comprar o livro para tirar as dúvidas.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Halloween: o terror

O Halloween este ano vai ser com dez amigos, em casa alugada, e o tema da festa privada também já está escolhido: Músicos dos Anos 80. Peço desculpa antecipadamente ao Hydra pela fantasia que me calhou. Embora prometa que vá tentar respeitar a memória do senhor, sei que a t-shirt de manga cava, calças justas e o bigode (que me falta comprar porque não tive tempo de desenvolver um farfalhudo) vão-me transformar na maior bicha à face da terra. Abençoados Santinhos pelo Halloween só durar uma noite. Raios por existirem máquinas fotográficas. Prevejo muita dança com o Boy George e com o George Michael (pré-saída do armário). Isto, claro, se a Cher e a Madonna (entre outros) não se importarem. E não, não é uma festa gay. Mas realmente... curiosa selecção de personagens.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Dormência

Serei o único francamente desiludido com este país? Estará o povo acostumado às barbaridades que estão a acontecer e demasiado adormecido para se manifestar? Ou exigir penalidades judiciais para a má gestão governamental? Estou cansado de políticos de bancada, que se revoltam em mesas de café para depois não agirem. Este último pacote de austeridade anunciado pelo Governo deitou por terra as minhas crenças de que estávamos no caminho certo. Medida atrás de medida, o alvo é sempre o mesmo e a classe média em breve deixará de existir. Aqueles que vivem em cenários sociais mais frágeis... nem sei como vão viver nos próximos cinco anos. Cortes nas pensões, ordenados, ajudas sociais, IVA, IRS... todos os cortes e aumentos abrangem os que menos auferem. E sem classe média como se recupera a economia? Estou desmotivado com o que vejo. Sinto-me dormente por não haver um roadmap para a recuperação do país. É como os trabalhos rodoviários: tapa-se com areia para que no Inverno o buraco simplesmente volte a aparecer.

Gostava de ter uma vida estável. Felizmente tenho um óptimo suporte familiar, pelo que sei que a crise vai passar-me relativamente ao lado. Mas quero a minha independência, quero ser capaz de me suportar sozinho. Trabalho já há algum tempo e progressão na carreira está visto que é nula. Disseram-me que o jornalismo era como uma longa caminhada no deserto. Tão pouco cheguei a um salário de quatro dígitos e, pelo caminho que o país está a seguir, não chegarei lá tão cedo. Além disso, já não suporto o meu local de trabalho.

Ando seriamente a pensar em emigrar. Pela primeira vez coloco essa possibilidade e desistir deste país. Quando comentei com o Luís disse-me prontamente: vamos.Também ele está cansado dos recibos verdes, de lhe terem baixado o (possível) ordenado, das poucas perspectivas de melhor emprego e, cereja em cima do bolo, das portagens nas SCUT.

Para já estamos a pensar na Suíça.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Para o ano há mais

Este ano pouco aproveitei o Lisboa Restaurant Week, iniciativa que como devem saber democratiza os preços dos melhores restaurantes, permitindo saborear grandes pratos por apenas 20 euros. Mas mais um ano, voltei a ficar desiludido com os ditos "reputados" chefs de cozinha. Não sei se sou eu que não me impressiono com facilidade, mas tudo me sabe igual. Também não quero crer que os restaurantes, embora ofereçam uma refeição low cost, diminuam de igual modo a dedicação que colocam nos pratos, colocando em risco a sua reputação. O que sei é quando visito um destes espaços fora desta época especial e pago a conta por inteiro, saio sempre mais agradado.

Este ano apenas fui ao Alecrim às Flores a convite de um amigo, um restaurante de vão de escada (quase literalmente) e à sombra do Olivier. Ainda que tenhamos sido recebidos com um agradável cheirinho a urina na porta, o primeiro impacto foi positivo: espaço para fumadores, logo, teria companhia para o meu copo de vinho à entrada e para o café à saída. O menu, equilibrado, não apanhou a minha língua de surpresa como também não me fez crescer água na boca. Nota positiva, no entanto, para o esforço na confecção de uma sobremesa original: chocolate, com flôr de sal e azeite.Ou seja, doce, salgado e... gordura tudo num só prato. O chocolate era bom. O resto... não adicionava nada.

Mas pronto. Lá contribui para a Associação Mulheres de Vermelho e para o Jardim Zoológico de Lisboa com um euro. Se ainda não experimentaram, ainda têm até 02 de Outubro. A grande maioria dos restaurantes já estão, infelizmente, esgotados. Pelo menos para o período do jantar.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Katy Perry can't play

Mais um belo exemplo do falso puritanismo norte-americano. A Katy Perry protagonizou um cameo (breve aparição de uma figura pública num programa de televisão) com o Elmo para a "Rua Sésamo" mas este foi censurado e eliminado por causa do decote da cantora. A música "Hot n' Cold" surge numa versão mais aligeirada (diga-se de passagem que é a única música que gosto dela), mas as maminhas foram consideradas indecentes. Uma cambada de hipócritas. Quem conhece a Rua Sésamo sabe perfeitamente que a Miss Piggy sempre apareceu com brutos decotes e a mostrar as pernas. Além disso o Elmo nunca usou calças em toda a sua vida.

Este episódio iria ser apenas transmitido na noite de Passagem de Ano mas já anda a correr a Internet como se de um vírus se tratasse. Melhor só se em vez do Elmo fosse o Monstro das Bolachas. Mas não se pode ter tudo.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Agora um post nada previsível...

Quando o Carlos Cruz foi implicado no Processo Casa Pia, estava eu a iniciar a minha carreira decadente: Era estagiário num dos mais importantes diários deste país. Lembro-me perfeitamente do furor que a notícia provocou na redacção. A bomba deu imediatamente azo a uma luta de argumentos entre os jornalistas seniores. Uns sempre souberam e aplaudiram. Outros tentavam defende-lo. Eu, pequenito e a adorar a troca de galhardetes entre os graúdos, optei por ficar como um rato: quieto. Eu e a minha coordenadora de estágio.

Dias depois, fiquei a saber que a primeira jornalista a investigar a Casa Pia neste jornal tinha sido precisamente a minha coordenadora, que entretanto tinha decidido abandonar a "pasta". Como nos tornamos bons amigos, um dia ao lanche decidi perguntar-lhe o que ia na cabeça de todos: "O Carlos Cruz é culpado?". Ao que me respondeu: "Todos eles são Speedy. Todos. Incluindo os que lá não estão". E para sustentar a sua certeza, disse-me que tinha visto fotos que o provavam. Não era preciso. Acreditava plenamente na sua palavra. Ela foi mais além e disse-me nomes de pessoas que deviam estar sentadas no banco dos réus mas que nunca foram faladas. Tal e qual como o Carlos Cruz agora veio ameaçar divulgar e que estou doidinho para ler no site dele.

A minha coordenadora, a primeira pessoa a acreditar em mim, morreu há dois anos. E acreditem que nunca irei chegar aos calcanhares dela enquanto profissional. No Saber, na Cultura, na Ética e na Escrita. Mas também acredito que ela hoje está feliz. Contra tudo o que ela pensava - e sabendo que vai recursos atrás de recursos - acho que hoje se fez justiça em Portugal. Algo a que não estamos de todo habituados.

Agora para desanuviar: Repararam que o Carlos Cruz estava a usar uma Pulseira Power-Balance durante a conferência da imprensa? Se fosse equilibrado, não precisaria dela.