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sexta-feira, 28 de junho de 2013

Simplesmente... épico

Capa do New Yorker da próxima semana, criada pelo artista Jack Hunter

O Egas e o Becas, talvez um dos casais 'homossexuais' mais famosos da cultura pop, protagonizam a capa do New Yorker que assinala o fim do DOMA. "A Moment of Joy", indeed.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Desculpe, pode repetir?


"Nestes tempos conturbados, quando a nossa sociedade precisa de referências, eu não acho que devemos manchar a imagem desta instituição social e vital que é a do casamento [entre homem e mulher]

"Esta é uma das razões porque não sou a favor do casamento gay. Ele abriria a porta à adopção. Eu sei que há, de fato, situações especiais de homens e mulheres que tomam o papel de pais e mães perfeitamente. Mas isso não me leva a pensar que se deve existir uma nova definição de família"

Declarações de Nicolas Sarkozy ao Le Figaro

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

O Dia de São Valentim (vulgo Dia dos Namorados) e o Gay

O Dia de São Valentim (ou Dia dos Namorados) é hoje um dia puramente comercial. Transformamos-nos num alvo de mensagens publicitárias e somos forçados a expressar o nosso amor. Quase insultuoso quando muitos de nós são solteiros. Para piorar, não somos obrigados a expressar qualquer tipo de amor: somos forçados a manifestar o nosso amor heterossexual. Algo que me aborrece quando, no final do dia, continuo a ser gay.
O amor romântico (modelo ocidental de amor no qual se baseia o casamento e monogamia) não é algo que nasce connosco. É sim algo que nos é impingido pela sociedade desde tenra idade. Encontramos o conceito de "e viveram felizes para sempre" em todo o lado: nas fábulas, nas canções, nos filmes, na televisão, nas telenovelas, na publicidade, etc. Segundo este conceito de amor romântico, somos incompletos até encontrarmos a nossa alma gémea. A nossa metade da laranja. Our best half. E aprendemos com os media que para a receita de um amor perfeito, são necessários dois condimentos: um rapaz e uma rapariga. Ora bolas! Tão pequerruchos e já nos vaticinavam a uma vida de solidão.
Mais do que celebrar o Dia dos Namorados, o 14 de Fevereiro deveria ser sim a celebração do Amor. Do Direito a Amar Diferente. Um dia em que ganhávamos a liberdade de expressar o que realmente sentíamos, sem medo de represálias. Um dia em que reescrevíamos os nossos próprios contos de fadas com finais verdadeiramente felizes: comíamos o príncipe e despedíamos a gata borralheira. A sonsa.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Como manter uma relação gay?

Uma das queixas que mais se lê online, um pouco por cada blogue, é a dificuldade em manter uma relação gay. Não a começar uma relação porque isso sabemos como se faz, não é seus porcalhões? Eu geralmente começo com beijos no pescoço ou com uma mão logo no pacote. Depende da fome. Mas adiante. A dificuldade em manter uma relação gay é a mesma que existe em manter uma relação heterossexual. Eu sei, já experimentei os dois tipos. A única e grande diferença residirá, talvez, em: aprendermos a aceitar quem somos; ganharmos o respeito e aceitação de quem é importante na nossa vida; e estarmos preparados para enfrentar algumas situações potencialmente homofóbicas. Não é por isso de estranhar que, ainda antes de começarmos uma relação, julgarmos que ela não tem futuro. Se não bastasse, continua a imperar o preconceito - promovido também por nós - de que as relações gays nunca resultarão na construção de uma família, estão cimentadas na satisfação imediata pelo sexo e são assombradas pela possibilidade iminente de traição. Ou seja, as relações gay não têm objectivos a longo-prazo. Quero acreditar que não corresponde à realidade ou, pelo menos, ao desejo da maioria. Todos tememos a solidão, verdade? E afinal, se bem analisados os argumentos, será uma relação gay assim tão diferente de uma relação heterossexual? Não terá a relação gay também de ser baseada no amor, confiança, companheirismo e no apoio mútuo? As relações gays não são assim tão complicadas. O problema reside mesmo em cada um de nós e rege-se pelos nossos objectivos. E sempre será uma questão de entrega.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Exército de Dumbledore... eles andam por aí

“Um Activismozinho por dia... não sabe o bem que lhe fazia!” é o slogan de apresentação da página Exército de Dumbledore, cujos autores, na sua luta contra os Slytherin deste mundo, reclamam ter afixado 150 cartazes de protesto em Lisboa. Uma acção a que chamaram de "Phobic-Hunt" e que foi pensada para fazer frente "Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado". Que se lixe. Para fazer frente à Administração do Metropolitano de Lisboa, que recusou recentemente uma campanha de publicidade da Manhunt. Uma recusa que se transformaria na maior acção publicitária para a página de encontros em Portugal... e sem gastar um tusto. Como foi possível ler em algumas páginas gays, este "incidente" dividiu as irmãs. Uns consideraram as razões alegadas pelo Metro como aceitáveis, acrescentando que a publicidade (a existir) aguçaria ainda mais o preconceito de que somos todos uns galdérios. Não somos todos mas a rede social tem 60 mil utilizadores em Portugal. Outros acusavam os primeiros de "discriminação interna" e que o metro não tinha argumentos sólidos para recusar um investimento. Ainda para mais numa altura de crise e num país onde o casamento entre pessoas do mesmo sexo é já uma realidade. Independentemente disso, adoro estas acções amigáveis e silenciosas. Pequenos momentos que rapidamente se tornam virais e que provocam reacções. Nem que seja mentalidade a mentalidade.E já está prometida uma segunda acção. Aguardemos.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Relações

Engraçadas as relações. Verdadeiros organismos voláteis que se transformam com o passar do tempo. De paixões amorosas a amores apaixonados, ao longo da vida somos infectados por sentimentos especiais e fortes que nos deixam profundamente vulneráveis. Indefesos.
Mas felizes.
O diagnóstico para estes sintomas - que incluem rubor, sonhar acordado e fluxo de sangue no órgão sexual - pode simplesmente ser uma Paixão. A Paixão, ao contrário do Amor, surge intensa e pode ter a esperança de vida de uma simples febre. Se a doença não definhar, os sintomas evoluem. Pior: agravam-se. Desejos de monogamia, tolerância ao hálito matinal e aceitação de que aquela perfeição ambulante é, afinal, imperfeita. Fomos dominados pelo Amor. Normalmente, esta patologia surge quando temos do outro uma visão mais real e menos fantasiosa. Enquanto que a Paixão estimula o nosso lado egoísta e deliciosamente nos desgasta, o amor suprime o Eu e obriga-nos a tornar prioritário o bem-estar do Outro. Uma obrigação inebriante que assumimos de bom grado. O que eu não esperava era que, nesta evolução de estados, surgisse um segundo efeito secundário. A Saudade.
Mas isso fica para uma próxima.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Os Gays Alfa, Beta e outros que tais

Homem Alfa é geralmente um termo aplicado a homens que denotam poder físico, coragem, confiança, competitividade e que são, por natureza, lideres. Não é um conceito propriamente lisonjeador porque também traz à memória imagens de gorilas irados a bater no peito… mas descreve na perfeição aqueles que submetem os deltas, gamas e ómegas à sua vontade. Encontramos este tipo de homens em todas as relações humanas, sejam elas familiares, profissionais e, claro, amorosas. Vou focar-me nesta última.

Numa relação heterossexual, por norma ou convenção, associamos este conceito ao Homem. Mas esta associação já não é linear numa relação gay. Como distinguir então o homem Alfa do Homem Beta numa relação entre dois homens? Não me parece justo que a distinção se faça na base daquele que é o “macho” da relação, o masculino ou aquele que tem pelos no peito. Ser Alfa não se resume ao papel preferido na cama. Vai muito mais além do facto de quem gosta de dar ou receber, quem é activo ou submisso, quem fode ou é fodido. Acaba por ser, sim, uma questão de domínio (social, emocional ou intelectual) sobre o outro.

E será que todas as relações – bem-sucedidas - são feitas de betas e alfas? Ou seja: para que uma relação funcione, tem de existir quem determine e quem se submeta? Eu considero-me um Alfa. Não de força física mas principalmente de força psicológica e bastante visível nas minhas relações pessoais. No meu namorado encontro também um Alfa. Conseguem imaginar as nossas discussões? Por norma alongam-se durante dias e só terminam depois de nós admitirmos que ambos estávamos errados. Mesmo que assim não seja. Até lá, cada um tenta impor a sua verdade ao outro. Mas, admito, também foi pela sua natureza que me apaixonei e não teria a mesma piada se ele fosse um beta ou outra qualquer letra sensaborona do alfabeto grego. 

Mas será sequer justo, num mundo carregado de rótulos e rotuladores, procurar novas tipologias?

sábado, 12 de março de 2011

Webnovela gay

Uma lésbica vitima de violência doméstica, um médico bear, um divorciado gay (e o seu parceiro com ataques de Diva), um rapaz hetero (sobrinho do divorciado) e um aspirante a artista. Estas são algumas das personagens da nova webnovela gay Gayxample, que "rouba" o nome ao famoso distrito gay de Barcelona. Cada episódio tem cerca de vinte minutos (passa rápido) e os actores até que são credíveis nos seus papéis. O objectivo da série passa por abordar os temas mais sensíveis à comunidade LGBT - como o comming out, doenças sexualmente transmissíveis, relacionamentos, ....), sempre com a dose certa entre seriedade e humor. Além disso, fala do ponto de vista do próprio do homossexual. Logo no primeiro episódio, o sobrinho hetero vai viver uma temporada com o tio divorciado e é recebido pelo parceiro deste. Não é difícil perceber o que se passa a seguir...

Embora seja espanhola, para quem não perceba catalão, pode sempre recorrer às legendas. O que é ridículo mesmo são os flashbacks manhosos mas sem eles... não seria uma verdadeira novela. Os dez primeiros episódios já foram gravados mas de momento apenas se encontra disponível o primeiro. Para renderem o peixe e, claro, angariarem apoios porque "não há almoços grátis". E garanto que, pelo primeiro episódio, vale a pena regressar. Nem que seja por eles.

terça-feira, 8 de março de 2011

Eu sou pela Paz, Paz, Paz

Surge em Maio um novo Website da responsabilidade do fotógrafo Matthias Vriens-McGrath e do parceiro Donovan. De nome BL33N ( Bleen), conta para já com a participação de modelos como Rob Evans, Travis Hanson, Doug Dlouhy, Rubén Cortada, Jonathan Waud e todo um rol de sedutores senhores. Um projecto provocante que vai dar muito que falar e, sobretudo, boas reportagens fotográficas. É que os meninos e meninas deixam-se fotografar nus enquanto fazem o sinal de paz com os dedos. Além disso, juntamente com o Website, a dupla vai promover a venda de uma edição especial de t-shirts que, quando se despem por cima da cabeça, revelam o corpo e uma mascara personalizada. Instant Win.

quinta-feira, 3 de março de 2011

E o prémio para o melhor beijo censurado vai para....

Os já famosos segundos de atraso entre o que passa na entrega dos Oscars e o que é emitido pela televisão permitiram à ABC não mostrar o beijo trocado em palco por Javier Bardem e  Josh Brolin. Ambos vestidos de branco, os actores trocaram um rápido beijo nos lábios, enquanto a realização preferiu transmitir a imagem de uma sorridente Penélope Cruz, que observava, divertida, a cena.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Gay + Lésbica = Happy Chinese Grand'ma

Num país que descriminalizou a homossexualidade em 1997 e deixou de a considerar, oficialmente, uma doença mental há dez anos, continua a ser mais fácil não sair do armário do que assumir a sexualidade - ainda que se estime haver cerca de 40 milhões de homossexuais na China. Mas uma nova geração de chineses parece ter encontrado uma solução de compromisso: o casamento entre um gay e uma lésbica. (...)

Segundo a sexóloga Li Yinhe, citada pela revista Slate, 80% dos homossexuais chineses casam-se com heterossexuais. Esta tem sido a forma encontrada para contentar os progenitores e torná-los avós, numa sociedade em que a família ainda é, verdadeiramente, um pilar. A pressão para formar família é tal que, na China, as mulheres solteiras com mais de 27 anos não são chamadas tias : são chamadas restos ...

Para evitar este cenário de casamentos infelizes e vidas duplas mas, ao mesmo tempo, não dar aos pais o desgosto de o seu único filho assumir a sua homossexualidade, começaram a ser organizadas feiras de falsos casamentos nas grandes cidades chinesas, como Xangai. São reuniões discretas, em que gays e lésbicas tentam encontrar no sexo oposto o seu par. Ambas as partes sabem que a união será uma fachada. É a fórmula perfeita.

Tradução Sol, mas a reportagem é da Slate Magazine

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Facebook makes people Gay (traduza-se "felizes")

A rede social Facebook introduziu mais dois estados de perfil de forma a alargar as possibilidades de identificação do estado civil de cada utilizador. Junta-se agora a opção "união civil", para quem está casado, e a "relação doméstica", para quem vive em união de facto. Isto em países em que o casamento entre pessoas do mesmo sexo ainda não é permitido.
As novas definições surgem depois de diálogos entre a empresa e organizações LGBT, grupos estes que deviam ter juízinho na cabeça e não andar para aí a criar novos rótulos. Para mim continuaria a servir na perfeição o "É Complicado", porque convenhamos: manter uma relação saudável exige esforço qb. Mas sim, admito, estas novas definições são perfeitas para quem gosta de ser picuinhas e, principalmente, para quem se sente na obrigação de divulgar e manter actualizado o seu estado civil no Facebook. Já por cá, entenda-se por Portugal, manter-se-á tudo na mesma porque o casamento gay já se encontra legalizado.

Quanto a mim, vou continuar a não especificar o meu estado civil. Nunca o fiz, nem quando era solteiro, por isso não encontro razões para a mudar e partilhar a minha privacidade com os meus incríveis 116 contactos. Só o faria, in extremis, se ficasse noivo. Seria uma boa forma de anunciar um momento importante da minha vida de uma forma instantânea e... se tudo se mantiver como está, protagonizar um comming out em grande estilo. Mas isso "É Complicado.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Não aprendo...

Vagueio na Internet. Dou de caras com notícias de temática gay. Notícias essas escritas em jornais portugueses. Leio. Denoto algum preconceito na escrita mas perdoável. Com o indicador no scroll down, desço mais um pouco e passo os olhos pelo primeiro comentário. Arrisco, leio o segundo. Enojo-me mas tenho esperança no terceiro. O quarto era de uma pessoa normal. O quinto nem passei do nick que o assina. Revolto-me com o oitavo. Leio três aleatórios que propagam mais os mitos e preconceitos sobre o lobby gay, a nossa luta pela extinção da raça humana e que somos nós que escolhemos esta vida. Nos entretantos reparo que existem alguns comentários pró-liberdade de expressão sexual mas já tenho a noite estragada. Nunca mais aprendo.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Esta cerveja é...tão gay

A empresa mexicana Minerva apresentou duas novas bebidas a pensar no público gay. Qual Appletiny, qual Starbucks, qual Shandy. Estas duas bebidas são oficialmente as mais gays de qualquer carta que encontrem por aí. E para surpresa de todos, são bebidas que tradicionalmente se atribuiriam a machos de barba rija.

"Salamandra" e "Purple Hand Beer" são duas cervejas que estão a fazer furor na América Latina. Por curiosidade, "Purple Hand" retirou o seu nome de um protesto contra a homofobia que decorreu em São Francisco, no Halloween de 1969, quando os participantes pintaram as mãos com tinta desta cor.

Com mel orgânico como base, de cor âmbar com espuma delgada e constante, o seu sabor tem um ligeiro toque floral e cítrico... diz quem já meteu a boca no gargalo. O primeiro lote foi um sucesso e já existem países interessados na comercialização. Por Portugal, não a deveremos ver. Porque desde a Cool Beer, que aprendemos a lição: aqui o pessoal... não gosta de cerveja amaricada.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Nasce novo museu Gay

Abriu mais um museu consagrado à história do movimento homossexual. O local? Obviamente San Francisco, terra da Igualdade. O "Museu da História dos Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transexuais" (GLBT) segue as pisadas do museu berlinense, aberto há várias décadas.

Entre os objectos em exposição, figuram um par de óculos rosa, um apito e uns jeans que pertenceram a Harvey Milk, primeiro político norte-americano eleito que era assumidamente gay. Existe também uma parafernália de objectos de campanha pertencentes ao drag queen e activista político José Sarria, outro filho da terra. "Fizemos o possível para que este museu seja tão rico, diverso e surpreendente quanto a comunidade de gays, lésbicas, bissexuais e transexuais", declarou um dos organizadores, Paul Boneberg, satisfeito por terem reunido no histórico bairro Castro "tesouros que reflectem um século de história".

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

No escurinho do cinema

Não sou um adepto de cinemas. De filmes sim, mas prefiro vê-los no conforto da minha casa. Mas até para estas situações tenho regras. Um bom filme não deve ser visto em grupo, caso contrário arriscamos-nos a levar com piadinhas de um qualquer amigo engraçadinho, que teima a não ficar sogadito no seu sofá. O ideal é estar acompanhado por uma pessoa, duas no máximo, para que se possa comentar o filme, aprofundar temáticas ou até mesmo tirar dúvidas. Ou então na companhia do namorado, para nos enroscarmos.
Já para confusão vou ao cinema... que odeio. Especialmente desde que autorizaram crianças de menos de 20 anos, algumas ainda em plena idade do armário e em mudança de voz, a entrar a partir das 21h00 sem o acompanhamento de um guarda prisional. Todos com a mania que são do ghetto, que tentam impressionar as acompanhantes- miúdas que ainda nem queimaram a gordura de bebé - com piadas ultra-refinadas sobre o filme e gargalhando alto só para chamar a atenção. Depois as pipocas. O irritante sonido de gentinha a comer pipocas como se não tivesse jantado, que intercala o mastigar com o inspirar sôfrego de oxigénio. Por estas e outras razões, é raro eu ir ao cinema. Vou, por norma, apenas quando tenho convites à borla ou sou convidado por um amigo. Que foi o caso de ontem, para ir ver a ante-estreia do Tron Legacy.

À saída, lá estava a repórter do Sapo, à procura de corajosos para pequenas flash interviews. Ainda tentou a sorte comigo, mas recusei cordialmente. É que para ela só tinha duas frases: "O 3D é catita de se ver. Mas até para um filme ficcionado, tem demasiadas incongruências."

Além de que, mais uma vez, a personagem gay, o Castor protagonizado pelo actor Michael Sheen, surge como um magricelas idiota, de sotaque britânico, complemente ridícula. Já não bastava ser uma cópia integral do Riddler, protagonizado por Jim Carey... Agora a questão é: quem nasceu primeiro? O Ovo ou a Galinha?

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

"Já é legal ameaçar de morte os 'gays'?"

por Ferreira Fernandes, in DN

"O que se passou naquele hotel de Nova Iorque mais famoso em Portugal: horrível. O assassínio é suficiente para chegarmos a essa classificação. Certo que vou saber em breve mais sobre ele - as informações que a polícia de Nova de Iorque tem dado garantem-me essa confiança - vou esperar para satisfazer a minha curiosidade. Já receio mais o facto de nunca vir a saber dos autores dos crimes - menores mas crimes - que se seguiram ao assassínio do 34.º andar do Intercontinental de Nova Iorque. Crimes menores mas tão generalizados que são preocupantes: refiro-me, como é evidente, ao que se escreve, sobre o caso, nas caixas de comentários dos jornais portugueses. Dou de barato os evidentes distúrbios mentais dos que escreveram "lololol...", símbolo internético de gargalhadas, usado aqui para comentar a tragédia, ou dos que inventaram e tiveram o cuidado de fornecer ao digníssimo público piadolas sobre o nome do morto. Ter de ouvir esses pobres coitados (antigamente bastava não frequentarmos as tabernas) é a contrapartida a pagar pela Internet (cujo balanço continua globalmente positivo). Não, o que me preocupa são as ameaças de morte que são escritas e publicadas, proferidas por gente que se acha impune porque julga falar de pestíferos, os gays. Pergunto: não há por aí um advogado que queira acabar com essa sensação de impunidade?"

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Leave Chris Crocker aloneeeee

Escrevi um post. Apaguei. Reescrevi. Voltei a apagar para não ferir susceptibilidades.
Cheguei a três conclusões: primeiro que adoro o jeito masculino do meu parceiro; segundo que aquela banana é estupidamente comprida ao ponto de poder ser considerada uma arma branca; terceiro que não tenho muito para dizer desta dominatrix anorética.
Digam vocês... têm mais jeito.


domingo, 9 de janeiro de 2011

Prémios Arco-Íris 2010



Cristiano Ronaldo, Bruno Nogueira, Filipa Gonçalves, Filipe La Feria e os partidos que asseguraram a aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo e a lei da identidade de género são os grandes vencedores dos prémios Arco-Íris 2010, atribuídos pela ILGA Portugal. O galardão visa distinguir anualmente os que mais contribuíram para luta contra a discriminação com base na orientação sexual e na identidade de género. A entrega dos prémios decorre amanhã, no cinema São Jorge. Tomara que a Ronalda, a songa-monga irmã do CR7, apareça para receber o prémio. Ando doido por uma boa gaffe.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Nham, cookies

Há uns tempos fiz um cartão de crédito para baixar o spread da casa. Hoje comentava com o meu pai que se fizesse determinado valor em compras com o cartão, teria direito a uma noite num hotel da Vila Galé.

Pai - Podes sempre aproveitar para levar...
Speedy - ...
Pai - ...
Speedy - (coça o nariz)
Pai - ... alguém especial
Speedy - É o Vila Galé. Não é propriamente uma Pousada de Portugal.

Gostei. Algo está a mudar. Ainda que nunca o tenha dito oficialmente.
De volta ao armário com as minhas bolachas.